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Partidos já repensam arrumação; Gelson Merisio vivo; Todos partidos fracassaram; Carlos Moisés mantém esconde-esconde; Ralf Zimmer Junior no Duas Perguntas

Por: Marcos Schettini
26/11/2018 10:33 - Atualizado em 26/11/2018 10:34

Todos no mesmo barco

Se a eleição, como ela apareceu, foi um míssil no casco do MDB, PSDB, PT e PSD, o PSL manda e desmanda em tudo. Dono absoluto do mar, sabe que não terá sempre calmarias. Os ventos, aqueles que levaram o partido ao poder, sabe-se que, em um momento tal, vai desatracar e singrar os mares das incertezas que marcam uma administração. Se Marcos Vieira, deputado estadual e presidente tucano, foi o mais evidente líder na construção do partido, agora defendendo sua refundação, os mesmos se dão aos demais partidos. O modelo adotado até agora não dá mais. Mas não são apenas refundações, mas novos conceitos que os deputados, principalmente os reeleitos, precisam assumir. O PSL vai viver seus calafrios. Na vida pública não existe inatingíveis. Não existe vacina para a varíola do poder. Ela contamina. O poder, assim como a sorte, ri e, depois, trai.


Como o senhor observa a disputa da OAB nesta semana?

A OAB/SC se encontra, infelizmente, envolta em ações dentre ex-dirigentes, que até onde sei, nenhuma resultou em nada. O que denota a agudeza política levada infelizmente às últimas consequências nos últimos anos. Isso é simples explicar: porque não se sujeitam a órgão externo de controle, acaso sujeitassem, não haveria disse-me-disse. Haveria contas aprovadas com legitimidade inconteste, ou não. Simples assim. Até porque o “chapão eleito” fiscalizando a si próprio, conquanto legítimo por lei, até então, de certa forma, é insuficiente face a formas modernas de controles de contas (aqui não coloco as contas em xeque, apenas recordo posição recente do TCU e normas de governança que costumam separar órgãos que empenham de órgãos que fiscalizam, às quais coaduno). Mas, em prol dessa medida que tiraria o debate das trevas, que todos os lados (não tem ninguém santo, somos humanos afinal) capitalizam com trocas exageradas de “farpas”, não há ainda chapa que assuma de forma expressa que essa, a prestação de contas no TCU, seja uma medida que a chapa eleita buscará efetivar.

Por que o senhor vê assim?

Confundem, alguns colegas, autonomia, que é liberdade de atuação, com controle externo de contas, que convive sem problemas com todas as demais instituições autônomas e essências à Justiça (MP e Defensoria). Sublinha-se, que a OAB é abastecida por tributos e emolumentos, os primeiro na modalidade taxa paga pelos filiados a título de anuidade, o que já deve(ria) atrair o controle externo de contas no nosso humilde sentir. Diz-se isso, porque tem grassado mensagens de ataques perpetradas dentre alguns postulantes ora adversários, não raro por anos, outrora aliados. Lamentável mesmo o nível que chegou a campanha para sucessão da OAB quando desceu ao ataque pessoal. Sente-se muito mesmo pelos ataques injustos que pessoas, de ambos os lados, tem sofrido. Não é assim que deve(ria-se) se tratar entre pessoas que, em última análise, tem-se por certo, querem o mesmo: o melhor para a OAB/SC, para a sociedade catarinense e para o Brasil. Por uma elevação no nível do debate, clama-se! E aqui não se avoca a “grandeza da OAB”, somente que deva naturalmente ser respeitada, mas pela dignidade, de todas as pessoas, de ambos os lados, que não merecem ser conspurcadas em hipótese alguma! Afinal, nos processos lutam-se por princípios seculares, presunção de inocência, dignidade da pessoa humana, e tantos outros que se questiona: que tal estender as convicções inarredáveis e cidadãs em respeito aos próprios colegas? Ainda que adversários por ora? Já que todos tem família, honra e dignidade a preservar. Ao fim e ao cabo, passadas as eleições, independente de quem estiver ao leme, estarão todos no mesmo barco, pelo que deve voltar a prosperar urgentemente o respeito mútuo, antes de tudo.


Ele

Gelson Merisio está mais forte do que nunca. O resultado da eleição, as mentes mais inteligentes sabem disso, não foi um fato isolado. Foi um movimento nacional que saiu do controle dos líderes e caiu nos dedos do eleitor independente de estrutura.

Derrotadíssimo

Quem tem que olhar para trás, ver de perto o estrago feito, é o MDB. Os ulyssistas saíram de primeiro para ficar fora do 2º turno, afirmando que Gelson Merisio não tinha densidade eleitoral. O presidente do PSD chegou em 1º no turno inicial.

Diferença

Se a bancada do MDB foi contemplada com nove deputados estaduais e o PSD apenas cinco, a diferença é gritante. Os ulyssistas ficaram em 3º, mas com força parlamentar e os pessedistas, em 1º, com baixa representação.

Certo

A criação da coligação de Gelson Merisio deu certo. À toa não é sua chegada à candidatura e em 1º. O 17, marca nova, foi o gatilho na fonte. O movimento Bolsonaro ganhou a eleição e Moisés, o caroneiro então moribundo, o beneficiado.

Vitorioso

Não há dúvidas de que Gelson Merisio é o maior vencedor destas eleições. E venceu Júlio Garcia, João Rodrigues e o MDB junto. Todos diziam que ele não tinha densidade eleitoral. Tem um patrimônio eleitoral de 1,2 milhão de votos.

Contra

João Rodrigues alimentou muito junto às bases de seu controle que, sua ida para a Papuda, tinha as digitais de Gelson Merisio. Não colocou o adesivo majoritário em seu carro e não gravou um vídeo em favor do candidato a governador.

Sempre

Desde o início, sem estrutura nenhuma, João Rodrigues desejava ser o candidato a governador. Alegava que era sua vez de disputar e que Gelson Merisio estava no corredor e não na janela para ter este direito. Por isso foi contra.

Convencimento

Gelson Merisio provou ser uma forte liderança. Se as urnas deram a vitória a Carlos Moisés, não foi com a ajuda de Júlio Garcia ou João Rodrigues. O bombeiro ganhava do mesmo jeito. Só se beneficiaram do resultado.

Amanhã

Se Carlos Moisés fizer um grande governo, provavelmente eles vão dizer que ajudaram. Se for um fracasso, foi uma escolha do povo. O certo é dizer que Gelson Merisio é a maior liderança de SC com o bombeiro ou não.

Preparado

Se quiser disputar a eleição em 2022, Gelson Merisio terá que fazer muitos gestos. Quem não gosta do seu modo de ser, vai dizer que ele não tem simpatia, que continua teimoso e que vai ser derrotado novamente. Até lá, muito vai acontecer.

Caminhos

Não foi o PSD que foi derrotado, mas Bolsonaro que levou Moisés à tira colo. O bombeiro, depois de eleito, não consegue se comunicar porque, como provou isso nos dois turnos, não tem intimidade com nada. Gelson Merisio é seu contrário.

Contrário

Se Carlos Moisés travestiu-se de Jair Bolsonaro para entender-se candidato, Gelson Merisio foi em base de um programa, preparo e competência. Chegou ao 2º porque conhecia o caminho. Se não viu o adversário fantasma, nem ele nem ninguém.

Oposição

O PSD vai viver sua disputa interna e, provavelmente, os mesmos que tentaram tirar Merisio da disputa, vão querer demove-lo do controle partidário. Carlos Moisés sabe, como caroneiro, que foi Jair Bolsonaro quem venceu a eleição.

Movimentação

Deixando a poeira baixar suficientemente para entender qual a trilha a seguir, GM sabe que tem uma grande responsabilidade ao ser o líder da oposição quando necessário e resguardar sua integridade. Vai ter que vencer, agora, no PSD.



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