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Li, Vi e Ouvi | Perdas, Venezuela e Poder Judiciário

Por: João Lamarque de Almeida
26/11/2018 14:29 - Atualizado em 01/07/2020 11:02

As perdas

A cada dia, o ser humano perde células. No outono, as árvores perdem as folhas. Com o passar dos anos, o ser humano perde o vigor. As perdas fazem parte da vida, assim como o tempo é parte integrante da vida e é ele o grande curador. As perdas vêm e a vida continua normalmente; o sol nascendo todos os dias, as noites caindo trazendo consigo o repouso, o trabalho nos chamando para a labuta diária a nós parecendo que esta vida é “indiferente” às perdas que sofremos. Choramos perdas que doem na própria carne, perdas que num primeiro momento nos parecem irreparáveis. Um dia, porém, a ação do tempo acaba sendo superior às próprias perdas. Estas, um dia, serão passados e a vida será sempre presente.

Venezuelanos no Brasil

Diante da imensa leva de refugiados, os brasileiros se aglutinaram e projetam auxílio e abrigo, principalmente o governo, agasalhando-os com dignidade e bastança. Toda essa resultância humana seria meritória se as autoridades se preocupassem com os brasileiros alijados, famintos, sem teto, sem emprego e em estado de miserabilidade, dormindo ao relento, tendo como companhia cachorros, frio e ausência de esperanças.

Judiciário brasileiro é lento

O conflito é um fenômeno imanente da condição humana e matéria-prima do instituto de conciliação e mediação. A sociedade brasileira tende a invocar o Poder Judiciário como panecéia para todos os males. Tal fenômeno gera a hipertrofia e a morosidade da prestação jurisdicional e a consequente cristalização da cultura da sentença. Segundo o Banco Mundial, o Poder Judiciário brasileiro é um dos mais lentos do mundo. Diante dessa conjuntura, percebe-se que há um movimento de amplitude do conceito de acesso à justiça, no qual se abarcam um momento pragmático quanto ao critério de acesso à justiça, sendo a conciliação e a mediação um dos eixos principais dessa engrenagem democrática, imprimindo movimento e paulatina mudança na cultura do litígio. Resta agora às corregedorias-gerais de justiça dos Estados e do Distrito Federal e aos núcleos permanentes de métodos consensuais de solução de conflitos se apressarem na regulamentação local exigida pelo provimento em fomento. Por uma sociedade com menos litígios e mais consensos.

Pensamento

Melhor que fazer novos amigos é conservar aqueles que já temos.

- Letterman


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