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Editorial | Que venha o Brasil da escolha

Por: LÊ NOTÍCIAS
26/11/2018 14:49

O povo brasileiro será submetido às investidas e projetos de poder que escolheu nas urnas em outubro. E, mais que ficar se lamentando ou aplaudindo o que vai viver das consequências do que escolheu, é dar chance para que os governos, federal e estadual, deem o ar do que querem ou não, de fato, o que vão realizar.

Quem foi à urna dar aval para que façam o que bem entender, foi consciente de suas escolhas. Cada escolha, uma renúncia e, por isso, não adianta querer cobrar o que não conhece. Se depois do tempo necessário para ter as respostas do que vão aplicar em cada área, seja positivo ou negativo, aí sim é o momento ideal para ir defender o que acreditam.

Jair Bolsonaro e Carlos Moisés foram seus terrenos de moradia que desejaram então devem ser, eles, seus governantes seja o que façam. Se os caminhos de uma educação cidadã não for o que verão em sala de aula, então será nela que as primeiras convulsões, como foi com os governos de esquerda, que serão dados os primeiros passos da rebeldia natural.

As escolhas dos ministérios que foram feitas até agora, vão dizer qual caminho sairá de tudo isso. Debates como Escola Sem Partido, muito bacana para não deixar os alunos terem acesso às filosofias que o mundo discute, como ideologias de confronto de classes, será impedido.

Por um tempo, diga-se. Depois, dialeticamente, volta-se às discussões porque o cérebro, bem maior que a disciplina de cima para baixo, são as consequências das ações dos governos que, reflexo na sociedade toda, vai dizer o que une e separa pobres e ricos, Ordem e Progresso. Será mesmo ordem e progresso para todos ou Ordem para os pobres e Progresso para os ricos?

O tempo será suficientemente o senhor que vai dizer tudo isso e afirmar se o que se escolheu, os caminhos agora adotados, vão dividir mais ou unir todos em suas diferenças existenciais. Não é um caso de marxismo, mas as consequências do capital sobre tudo e todos.

Não se pode unir pobreza e riqueza nas mesmas linhas. Não é compatível em si. Dá por um tempo, mas as diferenças entre as classes, evidentes no desfecho entre quem tem uma existência percebida em cidadania e aqueles que não tem. Na verdade, cidadania entende-se, aqui, um comportamento de ter o que o Estado, na Constituição, afirma oferecer. Para quem serão as leis de verdade. Para fortalecer quem? Proteger quem de quem?

O tempo dirá quais os rumos que estas escolhas fizeram e o que vai ser criado no Brasil. O que se viu, e se vê, são apenas escolhas. Agora é a afirmação de tudo. Só o tempo vai responder o que se vê do Brasil de amanhã que, agora, ninguém sabe qual será. Apenas imagina, mas não sabe.


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