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AMOR ESPECIAL

Entidade de assistência a pessoas com deficiência emociona comunidade xaxinense
Por: Felipe Giachini
30/09/2016 17:08
Alegria toma conta dos alunos, que se divertem enquanto aprendem (Fotos: Apae de Xaxim) Alegria toma conta dos alunos, que se divertem enquanto aprendem (Fotos: Apae de Xaxim)

Contar com serviços de qualidade e com responsabilidade aos que precisam de ajuda tranquiliza familiares e amigos de pessoas com deficiência intelectual e múltipla, que encontram na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Xaxim a segurança nos cuidados especiais que a entidade realiza. A Escola Especial Marlene Stieven completou 30 anos de existência no município no último domingo (15) e, mais do que uma instituição que proporciona atendimento preciso e comprometido com a inclusão social de jovens e adultos, é considerada uma segunda família para os alunos. Após três décadas de suporte à Xaxim, atendendo também Marema, Lajeado Grande e Cordilheira Alta, funcionários e voluntários reconhecem o impacto que a Apae tem na sociedade e acreditam que o sucesso é fruto do apoio de toda a comunidade com a causa social.

A xaxinense Edimara Alves foi surpreendida com a notícia de que sua primeira filha, Kelly Maiara, hoje com 12 anos, seria portadora de síndrome de down. O momento de insegurança da família por não ter muitos conhecimentos de como lidar com a menina foi desaparecendo quando Edimara conheceu a Apae. Desde os seis meses de vida, a pequena frequenta a escola e com o passar do tempo, a mãe acompanhou o desenvolvimento satisfatório de Kelly com o atendimento prestado a ela e à família. “A gente tem uma segurança ao deixá-la com a Apae, pois ela está sendo preparada para a vida e a escola tem papel fundamental nesse processo. Sinto muita tranquilidade com o auxílio, pois lá ela tem tudo o que ela precisa, como fonoaudióloga, psicóloga, os professores são muito atenciosos e isso faz com que ela se sinta feliz. Isso influencia muito no comportamento, a comunicação melhorou bastante e ela fica mais calma. Sempre que precisamos fomos muito bem atendidos”, expõe com orgulho a mãe.

A inclusão social é enfatizada pela instituição e emociona também a diretora Gilvane Giachini, que percebe a felicidade dos alunos pelo brilho no olhar e na receptividade com os cuidados prestados. “Antigamente o que se via eram algumas dessas crianças presas em casa, às vezes até sem fazer nada, sem que o potencial delas fosse desenvolvido. No entanto, a Apae preza por essa inclusão para que eles se sintam acolhidos na sociedade. A educação, a assistência social e à saúde são nosso foco. Ninguém espera que um filho nasça especial, mas quando ele tem deficiência, a Apae se torna referência a essas famílias”.

A Apae de Xaxim iniciou os trabalhos com 22 alunos com deficiência, inicialmente em uma casa cedida no bairro Alvorada, e só em 1991 a sede própria foi construída, no bairro Ari Lunardi. Hoje a escola atende 147 alunos que contam com 41 profissionais, cedidos pelo governo, contratados pela Apae e voluntários. Serviços como Pedagogia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Odontologia, Psicologia, Médico Clinico Geral e Psiquiatria e Assistência Social são oferecidos gratuitamente aos alunos. Além disso, programas como Equoterapia, Gemeterapia, Autodefensoria, Pediasuit, Prevenção, Inserção ao Mercado de Trabalho, Clube de Mães e os Voluntários incrementam no processo de aprendizagem. Segundo a diretora, uma estimativa da Federação das Apaes é que cada aluno custa em média R$ 2 mil por mês para se manter na escola. A proporção financeira de uma Apae diminui para o Estado, pois se fosse custear todos os investimentos que uma Apae precisa seria complicado para o município, mas através de convênios e doações da comunidade a escola tem todo o atendimento de graça para o aluno.

Maris Stella Simonatto é a presidente e, como voluntária, destaca a satisfação pessoal por estar trabalhando em prol das pessoas que tem dificuldade em desempenhar atividades simples do dia a dia. “O avanço deles é muito grande e é uma honra acompanhar a evolução diária deles como seres humanos, pois hoje temos vários no mercado de trabalho, e notamos o prazer que eles têm de ir à escola. Somos uma grande família, pois eles falam com as professoras como falam com as mães, e é muito simples e fácil de eles dizerem “eu te amo”. É uma escola que os ensina para a vida, com boas energias e sem maldade. É um lugar prazeroso para eles e para nós”, salienta. O trabalho honesto e com credibilidade em benefício da comunidade faz com que a Apae se fortifique no cenário regional e as atividades são reconhecidas por todos. “Todo o chamamento à comunidade é acatado pela causa da pessoa com deficiência, é assim que a gente vê a escola. Fazemos de tudo para que eles tenham cada vez mais autonomia para viverem como cidadãos e serem felizes, afinal a escola é um lugar muito feliz. Eles adoram ir lá, têm paixão pela escola assim como nós, voluntários”, enfatiza a presidente.

O reconhecimento da população é percebido nas atividades de integração realizadas anualmente, a exemplo da Feira das Flores, que acontece em maio, a Noite Cultural, em agosto, e a Macarronada da Apae, em outubro. Maris Stela ainda acredita que a entidade filantrópica só existe porque a comunidade toda a abraça, o que a fortifica cada vez mais. “Agradecemos a todos pelo apoio porque as pessoas estão sempre prontas para nos auxiliar e isso não tem preço. É por isso que ela está há 30 anos presente em Xaxim”.


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