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QUEDA POSITIVA

Estado tem baixa expressiva em transmissões de HIV de mãe para filho

Por: LÊ NOTÍCIAS
22/12/2016 09:41
Prevenção é a melhor forma de combate ao HIV/Aids (Foto: Janquieli Ceruti/Arquivo/LÊ) Prevenção é a melhor forma de combate ao HIV/Aids (Foto: Janquieli Ceruti/Arquivo/LÊ)

O Ministério da Saúde divulgou que a taxa de detecção de HIV/Aids em crianças menores de cinco anos em Santa Catarina passou de 6,2 casos em 2009 para 3,6 casos a cada 100 mil habitantes no ano passado. “Esse índice é resultado do esforço que o Estado e os municípios vêm fazendo ao longo dos últimos anos para ampliar a realização de testes de HIV nas gestantes durante o pré-natal e, assim, evitar a transmissão do HIV de mãe para o filho. Muito ainda precisa ser feito para zerar a transmissão vertical, no entanto, verificamos que estamos no caminho certo”, afirmou Eduardo Macário, diretor da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde.

Outro destaque registrado em Santa Catarina é a diminuição no intervalo de tratamento, ou seja, o número de pessoas diagnosticadas com HIV que não estão em tratamento com antirretroviral, por não terem aderido ou por terem abandonado o procedimento. O intervalo de tratamento caiu 32% em apenas três meses, entre junho e setembro deste ano, passando de 4.609 para 3.128 pacientes. Esse índice é superior à meta de 10% de redução estabelecida pelo Ministério da Saúde.

“Com a entrada de mais pessoas em tratamento, consequentemente teremos o aumento da qualidade das pessoas vivendo com HIV/Aids e a diminuição da mortalidade por Aids a médio prazo em Santa Catarina”, destacou Eduardo Macário. O tratamento para todos é a estratégia adotada pelo novo Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas para Manejo do HIV, lançado em 2013 e atualizada em 2015, pelo Ministério da Saúde. “Por isso, é fundamental o diagnóstico precoce. O Teste Rápido tem papel primordial nessa estratégia”, enfatizou o diretor da Vigilância Epidemiológica. O Teste Rápido é oferecido gratuitamente nas unidades de saúde.

DESCOBERTA DO VÍRUS

Ao contrário do preservativo, que evita que uma pessoa entre em contato com o vírus presente no sêmen durante a relação sexual, a Profilaxia Pós Exposição (PEP) atua quando a pessoa já foi exposta ao vírus, ou tem suspeita de exposição. São comprimidos antirretrovirais que devem ter a primeira dose tomada entre as duas primeiras horas depois da exposição, até no máximo 72 horas depois. Para garantir a eficácia do procedimento, a medicação deve ser utilizada por 28 dias consecutivos, sem interrupções. As testagens para verificar a sorologia da pessoa exposta devem ser feitas 30 e 90 dias depois da possível infecção. Este serviço está sendo expandido em todos os municípios catarinenses, e faz parte do plano de fortalecimento das ações de vigilância, prevenção e controle do HIV/Aids no estado.

CASOS DE AIDS

De 1984, quando foi registrado o primeiro caso de Aids em Santa Catarina, até junho de 2016, foram notificados 43.101 casos de Aids no Estado. Em 2015, foram 2.755 novos casos, representando taxa de detecção de 31,9/100.000 habitantes – a segunda maior taxa do País, atrás apenas do Rio Grande do Sul (34,7). De janeiro a junho deste ano, foram 838 novos casos em Santa Catarina. Em 2015, Florianópolis foi a segunda capital do País com a maior taxa de detecção de Aids: 53,7/100.000 habitantes. A primeira é Porto Alegre com 74,0/100.000 habitantes.

ÓBITOS POR AIDS

De 1984 a 2015 foram registrados 11.578 óbitos por Aids em Santa Catarina. Em 2015, 580 pessoas morreram por Aids no Estado, representando uma taxa de mortalidade de 7,6/100.000 habitantes. Santa Catarina está em quinta posição entre os estados com maior taxa de mortalidade. Florianópolis é a terceira capital com a maior taxa de mortalidade por Aids - 13,6/100.000 habitantes, atrás de Porto Alegre (23,7) e de Belém (16).

GESTANTES COM HIV

De 2000, quando os casos de HIV em gestantes passaram a ser notificados, a junho de 2016, foram registrados 7.076 casos de HIV em gestantes. Em 2015, foram 521 novos casos em gestantes, representando taxa de 5,6 casos/1.000 nascidos vivos. De janeiro a junho de 2016, foram notificadas 351 gestantes com HIV no Estado. Florianópolis é a segunda capital com a maior taxa de detecção – 8,4 casos/1.000 nascidos vivos, atrás de Porto Alegre (22).

CRIANÇAS COM HIV/AIDS

De 1980 a junho a 2016 foram diagnosticadas 1.027 crianças menores de cinco anos com HIV/Aids em Santa Catarina. Em 2015, 15 crianças foram diagnosticadas com HIV/Aids – taxa de 3,6 casos por 100.000 habitantes. De janeiro a junho deste ano quatro casos foram notificados.


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