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Editorial | Os mundos dos interesses

Por: LÊ NOTÍCIAS
30/01/2019 09:47

A eleição passou, quem venceu está no comando do país e dos Estados. Os apoiadores de quem venceu busca dar cobertura permanente aos que entraram e isso é natural. Mas, como foi dito neste Editorial, o termo lua-de-mel, termina e, quando chega este momento, não há mais como segurar a pressão.

Se o ocorrido em Mariana e agora em Brumadinho são responsabilidades que devem estar na pauta, encontrar os culpados e dar sentido de respeito àqueles que se foram e suas famílias, então é o momento de entender o que é privatização.

Alvo voraz dos governos do PSDB e agora de Paulo Guedes, as estatais serão, aos poucos, entregues aos seus interessados como já se conhecia ainda antes do processo eleitoral. Ele, o chefe da economia brasileira, sempre defendeu a entrega do patrimônio do povo brasileiros às grandes organizações empresariais do mundo.

Neste ideal, apoiado com o ocorrido, por década dentro da Petrobras, carro-chefe do debate privatista, o país vai, aos poucos, jogando sua riqueza como milho às galinhas. Sem o critério do debate com a sociedade, apenas passando pelo crivo de quem tem fome desta liquidação, apontam com o dedo indicados qual será a próxima venda.

A Vale, como agora todos sabem, sempre foi uma empresa da riqueza brasileira, do seu cidadão, da sua gente. Foi vendida por FHC em um leilão de farelos jogado às centenas de cardumes do capital internacional. Agora, passados mais de 20 anos, ela rompe, duas vezes, com este absurdo desrespeitoso e, se não matou no Tesouro como já se sabia, levou em lama quem aprovou com silêncio sua entrega às multinacionais.

O mesmo se dará com as outras riquezas nacionais que, pouco a pouco, será doado àqueles que fazem pressão para destruir o que é da sociedade em favor dos grandes interesses do capitalismo ocidental.

Neste caso, Banco do Brasil, CEF, ferrovias, estradas, eletricidade, recursos hídricos, tudo, será levado em bandeja à mesa da mínima célula de multibilionários à espera deste mignon do suor nacional.

O estouro da represa, agora avaliada aos R$ 10 bilhões congelados pela Justiça, a perda dos papéis da Vale na Bolsa de Valores de SP e NY, chegando a 70 bilhões, mais o custo de salvamento das pessoas, aquelas enterradas na lama da privatização, a indiferença no macabro esquecimento de Mariana, dão mais de 200 bilhões de reais.
Este dinheiro da entrega fácil do patrimônio brasileiro, somada à frieza do Capital, mais as lágrimas de quem não tem um futuro, são valores suficientes para resolver todos os problemas do povo Brasileiro em infraestrutura. Mudar o Brasil. Se quando lucrava isso não ocorria, agora a irresponsabilidade dissolveu o cofre da Vale à custa do choro da sociedade.

Assim será com a Petrobras e outras estatais. Aos poucos o sangue que vai se vertendo é consciência e ódio. A porteira da ira, ainda não forçada, vai aos poucos ganhando o empurrão até sua derrubada total. Tirar do povo o que ela tanto paga para manter, é fácil. Difícil é segurar a reação no momento certo. Amanhã, como se sabe, será outro dia. Quem viver, verá.


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