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Editorial | O Mito da ignorância

Por: LÊ NOTÍCIAS
18/02/2019 10:20

Conversar com apoiadores de Jair Bolsonaro é uma perda de tempo. Alucinados como o PT em relação a Lula da Silva, tudo o que cerca o atual presidente da República, é mentira. Neste ponto, há convergência. De fato, o que está ao redor do líder do PSL é um conto da carochinha. Sua chegada à presidência, tem o mesmo raciocínio.

Na verdade, os eleitores do Chefe da Nação têm o perfil do desconhecido. São aqueles que, motivados por outros, seus iguais, entraram na barca entendendo que, aqueles que saíram do poder, estavam contaminados de corrupção e esquemas, como dizia o então juiz de Curitiba, hoje ministro da Justiça;
Este, então de toga, fez de tudo para retirar seus adversários do jogo eleitoral de 2018 porque, sabia ele, seria muito difícil vencer a eleição com Bolsonaro se a condenação não fosse feita em tempo recorde. Agora, mandando muito e ao lado da altíssima competência de General Heleno, o maior quadro racional do nível do vice-presidente Hamilton Mourão, Sérgio Moro esconde-se do laranjal em que os filhos do presidente da República colocou o Palácio do Planalto.
No meio da população, o clamor de amor à pessoa do mito ainda paira. Ele goza de confiança cega de seus súditos ainda que esteja arrastando-se para o esquema que condenou durante a campanha eleitoral.
A graça de tudo isso é que, dentro do governo, as cabeças pensantes de Heleno, Mourão, Guedes e Moro, o quarteto dominante, começa a reconhecer a incapacidade de o seu líder responder pelos destinos do povo brasileiro porque, mais que confuso e sem bandeira nenhuma, seus filhos, já chamados de os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, começam a corroer o ideal de poder que o quarteto quer sustentar por, no mínimo, 20 anos. Duas décadas em que, um deles, quer dar seguimento logo após a sápida do atual.
Contando com Renan Bolsonaro, que já pensa em entrar na vida pública, é possível que dê certo, os quatro atormentem o governo com iniciativas que, neste momento, já cegam tudo. Eles já estão instalados na Sala da presidência e tangentes, minando, aos poucos, tudo. Verde no Poder, tudo tem parecido ser questão de tempo para amadurecer rápido e cair.
Até mesmo as quatro cabeças que rodeiam Jair Bolsonaro, e não se fala dos filhos, sabem bem o que fazer para dar seguimento ao governo. Guedes quer privatizar, Moro ser o sucessor antes de Mourão e, Heleno, o formidável general, sabe bem quando se movimentar. Se os quatro filhos plantam corrosão, eles ceifam os erros. Governo quatro por quatro, vai indo aos trancos e barrancos.
Se isso se configurar por mais tempo, é possível que o motor não aguente e, aos poucos, vá diminuindo sua força e, quando menos se espera, parar em qualquer lugar.
Mas os bolsonaristas não enxergam isso ainda. Faz parte do processo que, no tempo certo, caia. É como uma fruta linda no pé que, amadurecendo aos poucos, se não cai pelo tempo ideal, será pelos quatro bichos estreantes, comendo por dentro.


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