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Editorial | Só depois do Carnaval

Por: LÊ NOTÍCIAS
01/03/2019 10:52

O Brasil vai mesmo conseguir chegar às discussões políticas, de fato e direito, depois das festas de Momo. Aí começam as manobras para fazer com que o projeto político de reformas propostas pelo governo, preenchimento de cargos e distribuição de tarefas, com mais evidências.

O processo político, como se sabe, não é uma discussão de muitos, mas de poucos. São cinco ou seis, no máximo dez, que sentam e definem rumos. Esta história de conversar com parlamentares das duas Casas, é papo furado. Eles querem soluções em seus interesses pessoais. Os líderes se reúnem e colocam o que os parlamentares desejam e, afinadas as intenções, fica tudo acertado nas bases de aprovação.

Deputado gosta de espaço para comissionados, recursos para suas regiões e atenção continuada. Ou seja, quer ser escutado e só.

Quando eles têm tudo isso, garantido nas conversas de líderes das duas Casas, e começa a perceber que os acordos estão sendo cumpridos, vai e deposita seu voto em favor dos interesses do governo. Vão dizer que isso é o chamado toma-lá-dá-cá. É exatamente isso. Não existe nacionalismo nem estadismo quando os representantes do povo brasileiro quer ser escutados pelo governo. Sem oferecer nada, o governo também não ganha nada. A mensagem na semana passada, quando o governo perdeu a primeira votação de seus interesses, foi a senha para dizer que, quem manda mesmo dentro do parlamento são seus ocupantes. O governo manda apenas no Executivo.

Isso é acerto. Sem ele, não existe diálogo. O carnaval vai passar, mas os interesses dos deputados e senadores não. A sede deles são intermináveis e, quando isso não é resolvido, isto é, saciar o que desejam, tudo vai à lona.

Quer? Conceda! Não existe amor entre membros do Poder. Ali todos falam a mesma linguagem no aberto. No fechado é o olho no papel e outro na solução. Se isso não acontecer para todos eles, o governo perde tudo e todos.

A presidente Dilma foi refém de um vice-presidente da pior espécie de honra e legitimidade. Um bandido que, indo ao Congresso, negociou a derrubada dela. E deu certo. Se não fosse assim, ele não conseguia.

Em Brasília tudo funciona com uma das mãos no cofre e outra na urna eletrônica do Congresso. Cada qual com seu poder, conforme for a abertura e aquilo que está sendo disponibilizado, será a quantidade de apoio que o governo vai receber nas votações. Nada em Brasília é de graça.
Feliz carnaval do Momo e o de Brasília. Este ai, como se sabe, não termina nunca.


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