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Entrevista | Deputado Darci de Matos afirma que orientou Moisés a não mexer nos benefícios fiscais de Santa Catarina

Por: Marcos Schettini
01/03/2019 18:53

Em entrevista concedida ao jornalista Marcos Schettini, nesta semana em Chapecó, o deputado federal Darci de Matos (PSD) falou da Reforma da Previdência, defendeu o fim dos privilégios, se disse animado com o trabalho em Brasília, desejou sorte ao governador Moisés e afirmou que o PSD precisa se reorganizar em Santa Catarina.

Marcos Schettini: Como o senhor avalia a Reforma da Previdência?

Darci de Matos: A Reforma da Previdência precisa ser feita. Nenhum país vai para frente com um déficit de R$ 300 bilhões. É claro que a proposta que está no Congresso precisa ser readequada, pois tem a parte boa e a parte ruim. A parte boa é que quem paga mais vai recolher mais. Quem vai pagar é o grande, acabando com privilégios. Nós não podemos admitir que em São Paulo um funcionário da Câmara de Vereadores, sem faculdade, ganhe R$ 45 mil e que um auditor da Fazenda de Santa Catarina esteja aposentado com R$ 68 mil. Também não podemos admitir que um servidor público se aposente com 46 anos. O que tem que ser reanalisado é a questão do agricultor, que precisa ter um tratamento diferenciado, pois tem uma atividade muito dura. A questão do professor também precisa ser vista, pois necessita de uma atenção especial. O idoso e os policiais também precisam desta atenção. Mas precisamos promover a reforma, que deve pegar os grandes e proteger os pequenos.

Schettini: A reforma passa na íntegra ou algumas intenções de Paulo Guedes [ministro da Economia] devem derreter?

Darci: Na minha opinião, que é basicamente o que pensa o presidente da Câmara e o presidente do Senado, é que a reforma vai passar porque o Brasil precisa voltar a crescer e gerar emprego. Mas, repito, vamos fazer algumas readequações, como nas questões dos deficientes, idosos, professores, agricultores e policiais. O servidor público deve se aposentar, no máximo, com o teto da previdência. Todo mundo é igual. O servidor público não é diferente do servidor da Sadia ou da Perdigão, por exemplo. Todos são iguais. Esse nivelamento tem que ser feito na Reforma da Previdência que deve acontecer até o início do segundo semestre.

Schettini: Como fica a questão dos militares? Os privilégios serão mantidos?

Darci: A reforma que está em Brasília não contempla os militares, mas ela não vai andar enquanto não vem o projeto dos militares. Ninguém tem que ficar de fora, precisa ser uma reforma geral, com todos dando sua contribuição ao país. Portanto, o Governo vai mandar também a dos militares e vamos acabar com os privilégios e salários de até R$ 70 mil, protegendo os pequenos. Não foi a dona de casa e nem o agricultor que quebrou a previdência, mas sim a corrupção e os altos salários, principalmente os privilégios. Eu, quando deputado estadual e líder do governo, coloquei para votar o projeto do deputado Padre Pedro, que acabou com a aposentadoria dos governadores, que era uma grande vergonha. Vou me pronunciar, assim que retornar a Brasília, para que possamos também incluir na Reforma da Previdência, o fim da aposentadoria dos parlamentares. Isso é uma vergonha.

Schettini: Por que demorou tanto para levantar o debate do fim dos privilégios?

Darci: O Brasil mudou e houve uma renovação no Congresso Nacional. Precisamos mudar. É uma vergonha um deputado federal se aposentar com um mandato, isso tem que acabar. Vamos acabar com o privilégio dos parlamentares. Todos tem que entrar na Reforma da Previdência. Acabar com essa sacanagem e fazer com que o poder público possa dar mais respostas e ser mais ágil no atendimento ao povo brasileiro.

Schettini: Como está sendo o trabalho na Câmara dos Deputados?

Darci: Estou muito animado e feliz, trabalhando muito. Chego na Casa às 9h e saio às 21h. Lá precisa trabalhar no mínimo 12h. Sinto um clima diferente, com todos querendo mudar e renovar. Com certeza, nós vamos melhorar o Brasil. Eu acredito no Governo Bolsonaro. Se Deus quiser vamos fazer as grandes reformas e fazer o Brasil voltar a crescer, gerando emprego para nossas famílias.

Schettini: Como o senhor avalia o decreto que aumentou o custo do feijão e do arroz em SC?

Darci: Eu espero o governador Moisés faça um bom governo. Estou torcendo para que dê certo. O decreto do Pinho Moreira foi um absurdo e nós esperávamos que o governador Moisés sustasse isso, mas ele não fez. Eu tenho convicção que a Assembleia Legislativa, que tem essa prerrogativa, vai sustar o decreto do Pinho Moreira, porque isso mexe na cesta básica, na agricultura e nos insumos, então onera nosso agricultor. O governador Moisés esteve em Brasília e na reunião do Fórum Parlamentar eu disse a ele para não mexer nos benefícios fiscais. Santa Catarina deu certo com benefícios fiscais. O Governo Moisés precisa abandonar essa ideia de mexer nos benefícios fiscais, porque nosso Estado deu certo e é o melhor Estado do Brasil.

Schettini: Mas e a folha de pagamento? Como deixar ela em dia?

Darci: Nós passamos por uma crise brutal de cinco anos. A maior dos últimos 100 anos. O Governo Luiz Henrique e o Governo Raimundo não atrasaram salários. Agora, a receita cresceu e a economia melhorou. Por que vai atrasar salários? O Governo precisa se organizar para pagar os salários e fazer o Estado continuar crescendo, tocando as obras em andamento. Naquilo que eu puder ajudar, estarei à disposição. Espero que o governador Moisés faça um bom governo.

Schettini: Qual é o rumo do PSD em Santa Catarina?

Darci: Essa eleição que passou foi diferente porque teve uma onda do 17. Então, nós perdemos a eleição com Gelson Merisio e nosso partido precisa, primeiramente, se encontrar, se organizar e acabar com as brigas e divergências. Depois do carnaval, vamos reorganizar e fortalecer o partido, com vistas para as eleições municipais. Com certeza a gente vai se entender para que possamos fazer uma grande eleição municipal, também dando uma grande contribuição na Alesc e no Congresso Nacional.

Schettini: Essa semana houve um grande susto com a queda do telhado de uma Secretaria em Joinville. Como o senhor avalia essa situação do Governo Udo Döhler?

Darci: O Brasil precisa se ajeitar. Aconteceu desastre de Mariana (MG), não foram tomadas providências e aconteceu o desastre de Brumadinho (MG), onde perdemos centenas de vidas, além do dano econômico. Aconteceu também no alojamento do Flamengo, no Rio de Janeiro, outro absurdo, e agora em Joinville, graças a Deus que não houve mortes. Mas isso mostra que o poder público precisa ser mais sério, ágil e realizar fiscalizações. Como que cai o telhado de um prédio alugado pela prefeitura? Isso é uma piada. Nós precisamos é cobrar mais do poder público.


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