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DO PODER À PRISÃO

Emerson Dell’Osbel enterra vida pública ao ser preso por corrupção

Por: LÊ NOTÍCIAS
20/03/2019 00:14
Arquivo/LÊ Emerson Dell’Osbel agora encontra-se recolhido junto à Penitenciária de Chapecó Emerson Dell’Osbel agora encontra-se recolhido junto à Penitenciária de Chapecó

Por Axe Schettini

Filho de um dos mais influentes políticos da pequena cidade de Entre Rios, Emerson Dell’Osbel viu sua carreira, que iniciou brilhante, terminar atrás das grades. A história política da família Dell’Osbel começou nos anos 70, quando Jurandi Dell’Osbel se elegeu pela primeira vez como vereador, legislando por dois mandatos, de 1976 a 1981 e de 1982 a 1988, quando Entre Rios deixou de ser Distrito de Xaxim para pertencer ao recém emancipado município de Marema.

Na segunda gestão no Executivo de Marema, Jurandi se elegeu vice-prefeito e então buscou a emancipação de Entre Rios. Após uma série de análises, então foi marcado o plebiscito para o dia 19 de março de 1995, quando a população compareceu decidindo sim, querendo Entre Rios como município.

Na primeira gestão de Entre Rios, Jurandi articulou para colocar o então jovem Emerson Dell’Osbel como vice-prefeito, na administração liderada por Trajano Martins. Ambicioso e bem aceito na comunidade, aos 26 anos Emerson foi eleito prefeito de Entre Rios em 1° de outubro de 2000, recebendo 1.142 votos pelo então PPB, hoje Progressistas.

Ao deixar a Prefeitura de Entre Rios, em 2005, Emerson ficou distante da vida pública, mas utilizou de sua influência política para continuar tendo força dentro das decisões administrativas do município. Afastado de cargos, Emerson criou então, juntamente com sua esposa Sandra Dell’Osbel, a empresa SC Cursos e Treinamentos, com sede em Xaxim, que aplicava concursos públicos em dezenas de pequenos municípios do Oeste do Estado.

Em sua maioria com princípio de ilicitude, Emerson utilizou da prática inidônea para enriquecer nas custas da máquina pública. Com “esquemas” armados com inúmeros políticos oestinos, o homem que tinha tudo para ter uma brilhante carreira política, enterrou tudo para cair na rede da corrupção, a mesma que tanto repudiou nas eleições de 2016, quando presidia o PSB de Xaxim e participou da chamada “Terceira Via”, encabeçada por Fábio Cordenonsi e Beto Grasel, mas foram derrotados e ficaram em terceiro lugar no pleito, atrás do prefeito Lírio Dagort e da chapa do MDB, encabeçada por Ideraldo Sorgato.

Com a estampa de corrupto carimbada em suas ações, Emerson começou a colecionar processos criminais após o grande escândalo na Prefeitura de Xaxim, em 2012, em pleno período eleitoral, quando o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) desencadeou uma operação que levou ele mesmo, sua esposa, a então primeira-dama Rita Vicenzi que, ocupando-se da inocência da funcionária pública Eliane Perosa, foram todos presos e levados à cadeia. À exceção de Eliane, considerada apenas joguete nesta fraude e enganada por seus superiores, pagou o preço quando arquitetaram um grandioso esquema de facilitação para aprovação de algumas pessoas em concurso público.

De lá para cá, nestes últimos sete anos, o ex-prefeito de Entre Rios, que tem grande influência na prefeitura de Entre Rios, administrada pelo seu pai Jurandi, acumula 29 processos nas Comarcas de Abelardo Luz, Caçador, Chapecó, Itá, Xanxerê e Xaxim, muitas criminais e de ordem tributária.

CONDENAÇÃO E PRISÃO

Em fevereiro, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a prisão, em virtude da condenação em 2ª instância, dos empresários Emerson Dell'Osbel e Sandra Leite Dell'Osbel, que respondiam pela empresa envolvida na fraude na Prefeitura de Macieira, que era administrada pelo seu xará, Emerson Zanella (PSDB), também preso ao se entregar à Justiça no dia 20 de fevereiro, sendo então conduzido ao Presídio Regional de Caçador.

Eles são acusados de fraudar concurso público com base na Lei de Licitações. Os crimes ocorreram em janeiro de 2010 quando o prefeito Emerson Zanella deflagrou processo licitatório com o objetivo de contratar uma empresa para realizar concurso para preenchimento de cargos públicos na Prefeitura de Macieira. A fraude começou já na contratação da empresa e estendeu-se à seleção dos aprovados.

De acordo com os autos do processo, o ex-prefeito Zanella foi condenado a 4 anos, 5 meses e 10 dias de detenção em regime semiaberto. A atual secretária da Administração de Macieira, Silvana Mafioletti, foi condenada a 3 anos e 4 meses de detenção. Donos desta empresa fraudulenta, Emerson Dell’Osbel e Sandra Dell’Osbel foram condenado à pena de três anos e quatro meses de detenção em regime semiaberto e estão detidos em Chapecó.

CLIQUE AQUI E VEJA O PROCESSO NA ÍNTEGRA.


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