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Entrevista | Nome para as eleições em Blumenau, Jefferson Schmidt fala sobre Segurança Pública e armamento

Por: Marcos Schettini
21/03/2019 15:34
Leo Laps, Especial, BD

Jovem e com uma vida inteira devotada à Polícia Militar de Santa Catarina, causa que abraçou quando entendeu ser a estrada de sua realização profissional e disciplinar, o tenente-coronel Jefferson Schmidt hoje comanda o 10° Batalhão de Blumenau, com o respeito pleno da sociedade. Além de conhecer o meio em que vive, orientando o policiamento para ser amigo das pessoas boas, ele está presente diariamente na vida social e política de sua jurisdição militar. Defensor pleno do governador Carlos Moisés e voz de Jair Bolsonaro na ideia de um novo Brasil, é um nome possível para, nestes tempos de confiança total do eleitor nas mãos de quem entende de Segurança Pública, idealizar o projeto para disputar a eleição para prefeito de Blumenau. Com os ataques em Suzano e Nova Zelândia, casos corriqueiros que ocorrem nos EUA, confira a entrevista sobre o debate que envolve liberação e posse de armas no Brasil.

Marcos Schettini: Diante dos fatos ocorridos com atiradores assassinando pessoas no Brasil e no mundo, arma não alimenta a insanidade?

Jefferson Schmidt: Não creio que insanidades sejam instigadas nas pessoas em razão de armas, sejam elas brancas ou de fogo. Até porque, no meu entendimento, este estado de saúde advém de vários fatores ligados ao emocional ou a genética do indivíduo, não estando ligados diretamente a algo específico.

Schettini: Que tipo de ideia de armar o cidadão vai eliminar a violência?

Schmidt: Acho que não é essa relação a ser vista: cidadão armado x eliminação da violência. O ponto crucial é o direito de ter uma arma para se defender e não para usar no sentido de fazer justiça com as próprias mãos ou quiçá para seu proveito próprio, mediante ações ilegais no uso desta arma.

Schettini: Não é perigoso dar direito do uso da arma quando não se pode ter certeza de seu equilíbrio mental?

Schmidt: Atualmente os bandidos se armam facilmente e agem sem ninguém questionar seu estado de equilíbrio mental. Muitas das vezes, determinados setores da sociedade ainda os vitimiza. Portanto, alegar que é perigoso pessoas de bem terem acesso ao porte de armas, supondo um possível desequilíbrio mental destas, é não acreditar na capacidade do ser humano em saber discernir o bem do mal. Além do que deverá haver rigorosos critérios e análises a serem cumpridos, como forma do Estado controlar esta qualificação a ser dada ao cidadão.

Schettini: Por que armas são mais eficientes que a educação?

Schmidt: Em hipótese alguma, arma ou qualquer outro meio, será mais eficiente que a Educação. O debate que se flui agora não é em relação à melhora educacional, mas sim quanto a desfrutar na íntegra do direito de poder se defender usando uma arma de fogo de porte individual.

Schettini: A partir de qual idade alguém pode começar a ser ensinado a sonhar em ter uma arma?

Schmidt: Para mim, no meu modo de pensar, a idade deve ser compatível com as obrigações e direitos definidos já na legislação vigente. Ou seja, atualmente aos 18 anos.

Schettini: Um cidadão que vive na linha de miséria não seria um soldado descontrolado quando está armado?

Schmidt: Creio que um cidadão em linha de miséria não teria tal necessidade ou condições financeiras para comprar uma arma de fogo de maneira legal, além do que suas prioridades de sobrevivências seriam outras no momento, tais como a sua alimentação. Todavia, a lei deve-lhe garantir o direito de poder ter uma arma, tal como qualquer outra pessoa.

Schettini: O Brasil tem cultura histórica que dá base para armar a população?

Schmidt: Os ciclos culturais brasileiros acompanham, de forma geral, os desejos da maioria da sociedade. Uma extensão territorial vasta como a que temos, encontramos diversas formas de cultura, todavia, as transmitidas via tradição familiar são as mais fortes. Sendo muitas delas parâmetro para a vida adulta do indivíduo, logo acredito, olhando para trás desde o período Colonial, temos sim uma cultura história relativa ao uso de armas.

Schettini: Qual seria a equação ideal para garantir segurança à sociedade?

Schmidt: Uso muito a palavra “aproximação”. No meu conceito de ideal, uma sociedade estando mais próximas de suas convicções, dos anseios de seus integrantes, com mais oportunidades para preenchimento de lacunas nas áreas sociais, nos mercados de trabalho, nos livres empreendimentos e de poucas intervenções do Estado na vida da sociedade. É a melhor “equação” para a tranquilidade social. Consequentemente, uma Ordem Pública mais harmônica, e a tão propalada “viver em paz”!


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