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Entrevista | Camilo Martins define transparência e eficácia como resultados da gestão em Palhoça

Por: Marcos Schettini
28/05/2019 09:22

Já de olho no espaço ocupado por Nazareno Martins, seu pai, o prefeito de Palhoça Camilo Martins vai se preparando para o embate do ano que vem. Fora da disputa e do fantasioso terceiro mandato, abraça a gestão com a força do seu projeto futuro e tem, escondido, o nome da sucessão. Ele apenas quer fazer do grito eleitoral de 2020 o seguro para sua ida para a Assembleia Legislativa em 2022.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, dá a dimensão do que pensa e observa do novo jeito de fazer política administrativa e partidária. Confira:

Marcos Schettini: Falaram muito de um possível terceiro mandato. Por que isso surgiu?

Camilo Martins: Isso é devido a uma tese que surgiu no meio político que prefeitos que assumiram em mandatos tampão, teriam direito a concorrer novamente a um terceiro mandato, mas isso não faz parte de nossas preocupações diárias, que é o de cuidar de nossa cidade, de nossa gente, acordar cedo para resolver os problemas e encontrar as soluções que possam fazer de nossa cidade um lugar melhor para se morar, trabalhar, empreender e criar ambiente favorável para geração de empregos. O momento é de muito trabalho.

Schettini: O que pode ser afirmado sobre Palhoça como modelo administrativo?

Camilo: Desde que assumimos a Prefeitura de Palhoça, em junho de 2013, sempre tivemos um só objetivo: melhorar a vida das pessoas. Naquele momento pegamos uma estrutura desorganizada, sem gestão nenhuma e diversas dificuldades financeiras. Cortei diversos gastos, como uso de carro oficial para o prefeito e secretários e o uso de telefone celular bancados com dinheiro público. Com muito respeito, trabalho e dedicação, tanto de minha equipe, quanto dos funcionários efetivos, conseguimos enxugar a máquina administrativa, melhorando a estrutura, economizando recursos, implementando modelos modernos de gestão e tecnologia, além de otimizar os processos gerenciais, para levar serviços públicos de qualidade ao nosso empregador, o povo de Palhoça. Cito como exemplo, o gerenciamento da iluminação pública. Antigamente para se trocar uma simples lâmpada no poste, eram necessárias várias assinaturas de secretários e até do prefeito, num processo que poderia levar até três meses para ocorrer. Hoje, com um simples telefonema, o cidadão solicita o serviço e em até em 48 horas a troca deve ser efetivada. É isso que o cidadão espera de uma gestão pública de qualidade, atendendo a população com eficácia e com agilidade.

Schettini: Qual seriam os desafios do município para serem debatidos nas próximas eleições?

Camilo: Como já mencionei anteriormente, nós pegamos uma cidade abandonada, com uma estrutura cara e ineficaz e até hoje lidamos diariamente com problemas que vem de 20, 30 anos atrás. Nem por isso deixamos de planejar a cidade para prazos curtos, médio e de longa duração. Era necessário calçar ruas, mas planejar o sistema viário. Era necessário reformar postos de saúde, mas também planejar os novos. Um prefeito deve estar atento a todos os problemas da cidade. Dito isso, quero dizer que muito dos desafios que o próximo prefeito irá enfrentar, como a implantação do esgoto sanitário, a mobilidade urbana, a macro drenagem, nós já começamos a estudar, planejar e executar obras, ações e projetos que deixarão nossa cidade muito melhor e preparada para o novo governo. Nosso objetivo é olhar para o futuro, crescendo sustentavelmente e com responsabilidade.

Schettini: O senhor vai ter que passar por 2020 para pensar em 2022. Qual é o seu futuro?

Camilo: Eu sempre lembro das palavras do meu pai, “o bem que você faz hoje será seu guardião no futuro”. Estou me dedicando e fazendo agora o melhor para as pessoas de minha cidade, os novos projetos políticos serão tratados no momento oportuno e esta escolha será das pessoas, elas é que irão dizer se nosso trabalho foi bem feito. Mas, uma coisa que sempre carrego comigo, o nosso futuro é do tamanho de nossos sonhos e não podemos ter limites de sonhar grande.

Schettini: O que ocorreu em 2018 vai se repetir nas próximas disputas?

Camilo: Acredito que nas eleições municipais esse tsunami que ocorreu em 2018 não irá se repetir. Naquele momento o Brasil foi assolado por uma conjuntura muito desfavorável de denúncias de corrupção sistemática, crise financeira muito forte, o que causou um sentimento de revolta e mudança muito grande. Na próxima eleição, pelo fato de serem municipalizadas, os eleitores irão procurar candidatos mais próximos da sua comunidade, conectados com seus anseios e problemas diários e irão escolher o perfil mais adequado para resolver problemas muito básicos ainda, como ruas sem pavimentação e vaga de creches. Mas a decisão que o povo escolher sempre é a mais acertada e devemos respeitar a voz das ruas.

Schettini: O que difere a chamada política nova da velha?

Camilo: Não existe política nova nem velha política, existe a boa política, e existe, e o que a população não quer é a politicagem. Os políticos estão mudando porque a sociedade está mais atenta. O político tem que entender que ele é o empregado do povo e ele deve fazer o que o povo quer, pois é ele quem paga todos os impostos. Como diria Margareth Thatcher: “Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro dos pagadores de impostos”. Antes as pessoas não tinham voz, hoje elas determinam o que os políticos devem fazer dos impostos que elas pagam. Isso sim é a nova política, caminhando para a verdadeira democracia, sendo nosso papel ouvir as pessoas e governar para a maioria.

Schettini: Se isso é verdade, o que o eleitor quer do homem público para o futuro?

Camilo: Em primeiro lugar, honestidade e transparência. As pessoas querem saber onde os recursos estão sendo aplicados e se este destino seja coerente e condizente com seus anseios. Em segundo lugar, muito trabalho e gestão. O homem público deve priorizar uma administração enxuta, com equilíbrio nas contas públicas para que se tenha dinheiro para investir na melhoria de vida das pessoas. E o terceiro, muito trabalho. Ser transparente, eficaz e trabalhar com muita vontade de melhorar nossa cidade, nosso Estado e nosso país são o maior legado que homens públicos como eu podem deixar para o futuro de nossa gente. O homem público deve ser mais gestor, saber o que fazer, como fazer e quando fazer.


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