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Direito em Foco | Opinião de respeito

Por: Gustavo de Miranda
29/05/2019 11:22

Chegou até mim um vídeo do comentário do jornalista Paulo Martins, que faz sua apostila diária no Jornal Tarobá, da rede de tevê homônima, atuante no Paraná. Não deu outra, virei fã pela sanidade e profundidade da análise.

No comentário que assisti e tive que compartilhar em rede social, ele descreve que o Supremo tem para 11 ministros, 2450 funcionários, uma média de 222 funcionários por ministro. Além de 19 jornalistas, 85 secretárias, 116 serventes de limpeza, 24 copeiras, 27 garçons, dispende 15,7 milhões com atendimento médico e odontológico, outros 2,1 milhões com educação pré-escolar com 12 auxiliares de desenvolvimento infantil, sem contar as despensas com os cardápios suntuosos como a que veio à tona esses dias com os acalorados discursos do Senador Kajuru, e outros casos mais tenebrosos de escalabro com o orçamento do povo.

“A lista, reunindo tudo, Senado, Câmara, STF, STJ e demais cubículos fincados numa Brasília despudorada, cujos políticos ignoram o próprio crepúsculo moral, é bem maior e não cabe, pela sua quilométrica extensão, num espaço de televisão, mas ela, pela sua vergonhosa silhueta azeda e decomposta, inspira uma certeza irrefutável: não é só a previdência que precisa de reforma. Há outros horizontes povoados de vergonha que talvez necessitem de reformas até mais urgentes e mais amplas, sob pena da paciência do povo se esgotar, e como arma e defesa contra essas tão caras baixarias, decidir esse mesmo povo adotar o que se conhece como sonegação como legítima defesa”.

As altas Cortes do Judiciário acostumaram-se com a pompa experimentada pela sua própria relevância como casa da Justiça e com a postura politiqueira de alguns dos seus membros, incentivada pelo desinteresse da população até os últimos anos. Ministros de índole questionável agindo por meios nada convencionais menoscabam as bases da Justiça brasileira, soçobrando a segurança jurídica e demonstrando que nem mesmo lá, onde a voz da lei deveria ser a ordem, a corrupção não foi visitar.

As reformas são necessárias e urgentes pra corrigir essa aguda erosão e seus efeitos, que através de anos de inércia de governos lenientes e articulistas se aprofundou, atingindo até a aplicação da lei, que deveria ser o reduto da segurança institucional, mas que apodreceu junto com uma dúzia ou duas de decompostos que foram alçados por oportunismo e compadrio.

Paulo Martins sabe que a sonegação é arma usada já há muitos anos, só usou uma figura de linguagem pra lembrar essa alternativa aos menos atentos.


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