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Memórias do Campo | Era só isso que poderíamos esperar

Por: Luiz Dalla Libera
12/07/2019 10:57 - Atualizado em 12/07/2019 11:07

Após seis meses, ou 12% de mandato de governo de Jair Bolsonaro, os brasileiros não devem ter mais esperanças. Na minha opinião, eu só esperava isso ou pior. Eu me recordo do último presidente eleito anti-ditadura, Jânio Quadros, a campanha foi parecida com a de Jair Bolsonaro, que tinha como frase notória “Ele vem aí com a vassoura na mão, o povo exige Jânio Quadros, não se desespere, porque o Jânio vem aí”. À época, Jânio governou apenas sete meses dos sessenta previstos em seu mandato, mas renunciou em agosto de 1961.

O primeiro presidente eleito direto, após a ditadura militar, foi Fernando Collor de Mello, que elegeu-se em segundo turno, derrotando pela primeira vez o ex-presidente Lula, tanto no primeiro, como no segundo turno. Ele usava campanha fantástica, mas imperfeita, também parecida com a de Bolsonaro. Entretanto, a única diferença é que Collor não usava o nome de Deus. Estava certo ele, pois o nome de Deus se usa na Igreja e não em campanha política. A campanha traiu os eleitores com de Collor, que é semelhante à de Bolsonaro. Depois, Collor governou menos de 50% de seu mandato, pois houve o impeachment, mas ele escapou fora antes do barco afundar.

Muitos não votaram em Lula, diziam-se fanáticos por Collor e que Lula tiraria terras dos latifundiários e a União dos Ruralistas (UDR). Conheci famílias que tinham bem menos de cem hectares de terras, votaram em Collor e não votaram em Lula, pensando que ele lhe tiraria as terras, mas se enganaram feio, uma vez que, quando Collor foi eleito, essas famílias ficaram felizes por pouco tempo e mais tarde, Collor passou a mão na poupança de todos.

Aqueles que confiaram em Bolsonaro, não apenas as elites, que são em menor número, mas também as classes médias e baixas, que foram na conversa dos bolsominions. Nos anos 1990, foi com Collor de Mello. No dia 1º de janeiro de 2019, foi difícil de ver e reconhecer na TV, se era a posse do presidente e vice, ou se era desfile de moda da primeira-dama do Brasil.

Eu penso que até a posse iniciou com o pé esquerdo, sem comentar na campanha então. Com essa péssima governança, me faz lembrar de uma história verdadeira há 70 anos, que meu pai contava. Chovia há quinze dias e foi uma das piores calamidades da região. Um vizinho tinha um cachorro chamado Pior e ele fugiu, o dono foi à procura do cão e perguntava “compare, non vio o Pedo?” O outro compadre respondia “Io pedo vi moltos, ma pedo dicozi non glió mai vistonó!

Isso foi réplica e tréplica. Em português, seria: “compadre, tu não viu o Pior? O outro compadre respondeu “eu pior vi muitos, mas pior que isso nunca vi na minha vida”. Essa foi a respostas e eles não se entendiam. Eu sou da opinião de que, antes de alguém ser candidato à Presidência, deve ter feito um curso de oratória. Em especial quando Bolsonaro pregava na campanha falando de Deus. Será que Deus o nosso Pai do céu, é? Autoritário, arrogante, etc... Pelo contrário, Deus é o nosso caminho de amor e não de ódio, arrogância e rancor.

Bolsonaro pregou na campanha o lema “O Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, até tudo bem! Eu gostaria de fazer um pequeno debate e perguntar se ele diz que “Deus é acima de todos” e quem é após Deus? Eu penso que aqui na Terra, após Deus, é o chefe da Igreja, o Papa ou será que é alguma pessoa ou aliado desse governo perdido e despreparado? Falando no Papa Francisco, aqui vai a minha opinião, se ele tivesse vindo para o Brasil a fim de visitar a nossa nação, no lugar daquele jogador, nem precisa dizer o nome e em quais problemas está envolvido.

Eu não posso dizer se ele é inocente ou culpado, afinal, quem sou eu para julgar? Todavia, duvido se Bolsonaro fazia os mesmos os elogios ao Papa, iguais aos que fez ao jogador. Numa madrugada, após Bolsonaro ter deixado proibir o uso obrigatório das cadeirinhas infantis, ouvi um radialista da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre (RS), que desabafou, dizendo “Os bolsominions que me desculpem, mas o Bolsonaro diz ser populista, ele vem no meio do povo só para beneficiar uma minoria de injustos”.

Eu também vi e ouvi, a própria imagem e voz dele dizendo ser populista, sem olhar se é rico ou pobre, negro, branco ou amarelo. Mas Bolsonaro se esqueceu da cor mais importante, o vermelho. A cor a qual ele falou muito, em especial na época de campanha, que é a cor do Sangue Sagrado, Coração de Jesus, o filho de Deus.


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