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Jornalista Marcos Schettini analisa os 40 deputados estaduais de SC

Por: Marcos Schettini
22/07/2019 00:04 - Atualizado em 22/07/2019 10:57

Santa Catarina tem um rosto na Alesc

Em ritmo na Assembleia Legislativa, todos os eleitos em 2018 estão exatamente onde devem estar, isto é, exercendo o mandato a qual foram destinados e nenhum dos deputados foram para secretarias, assumiram autarquias ou estão em qualquer função do objetivo popular. O Satélite, que acompanha o trabalho que cada um deles realizou durante esta metade do ano, avaliou o desempenho que tiveram em favor dos catarinenses. Independentemente de partido ou ideologia, respeitando a experiência que uns tem sobre outros, justamente porque estão no primeiro exercício político neste Poder, perfil e comprometimento, a leitura serve para estimular as discussões e seus efeitos em favor de Santa Catarina para que, assumindo responsabilidades emitidas nas direções, possam minimizar a árdua vida cotidiana do setor produtivo, da economia e dos avanços para o futuro.




Ada De Luca

Membro de seis Comissões da Casa, o desempenho da deputada nestes seis meses foi leve. Experiente e com três mandatos, termina o primeiro semestre com defesa da mulher. Na condição de secretária da Justiça e Cidadania, tem duas assinaturas, Curitibanos e Chapecó, reconhecidas como modelo prisional por Sérgio Moro.


Altair Silva

Chegou na Alesc depois de insistir três vezes. Com seu estilo conciliador, segue a orientação do Progressistas, jogando com a bancada. Nestes primeiros meses deu corda ao governo para aprovação da Reforma Administrativa e segue aguardando os resultados disso. Não teve nenhuma polêmica de destaque.


Ana Campagnolo

Aparentemente com rosto de menina, jogou veneno nos discursos de suas ideias na Tribuna, defendendo a chamada Escola Sem Partido e contra o Feminismo. Brigou com a imprensa e aquietou-se depois de ser descoberta usando recursos públicos para lançar seu livro. Perdeu espaço forte na mídia e sumiu da Casa.


Bruno Souza

A priori, levou seu perfil da Câmara Municipal para a Alesc. Criou um clima de enfrentamento com os pares para imprimir o que chama de Novos Tempos. Usa muito as redes sociais para vender sua imagem de político revolucionário de direita. Vive duras penas por ser do PSB, sigla socialista, mas age como extrema-direita. A CPI da Ponte, sua melhor investida, tem zero de repercussão.


Coronel Mocellin

Militar, o deputado chegou carregando a cruz de ser líder do governo Carlos Moisés na Alesc, em meio a um mar de experientes parlamentares. Pediu a ajuda que não acontecia e desistiu. Bom quadro, passou estes seis meses olhando os movimentos para aprender o que, na caserna, apenas decidia. Como tudo deve ser discutido, teve que voltar a entender seu papel.


Dr. Vicente Caropreso

O tucano tem experiência, é rápido nas decisões, bem relacionado, médico prestativo e ligadíssimo nas atividades da profissão. Atua forte nas Comissões dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Saúde, onde trava forte debate. É olhado como nome para a Prefeitura de Jaraguá do Sul, onde tem respeito e atividade reconhecida.


Fabiano da Luz

Novato, apareceu pouco diante dos Everests antigos. Principalmente no seu partido, com forte tradição nos debates da Casa. Percebe-se uma aposta, mas nestes seis meses valeu-se menos do potencial até por ter sido prefeito duas vezes de Pinhalzinho e comunicador de rádio. É esperado bem mais de suas atuações.


Felipe Estevão

Tsunami da onda Bolsonaro, é convergente e quadro agradável reconhecido pelos pares. De boa conversa e atitudes republicanas, é um parlamentar com atitude e não intransigente, característica do partido a que pertence. De origem pescador familiar, joga bem nestes debates. Está em desconforto com a sigla.


Fernando Krelling

Atua na ponta dos debates na Alesc pela experiência adquirida. Foi presidente da Câmara de Joinville, secretário de Esporte e agora deputado estadual. Jovem meteórico, ganhou respeito com os deputados e é promessa para disputar a prefeitura da sua cidade. Mostrou trabalho e conhecimento.


Ismael dos Santos

Campeão no trabalho voltado a dependentes químicos. Evangélico, é discreto, mas atuante. Na Casa tem desempenho leve ao contrário do que demonstra nos municípios de SC. Nestes seis meses, bate recorde de estrada ao visitar hospitais e entidades voltados à cura e tratamento deste problema social.


Ivan Naatz

O deputado bateu na mesma tecla outras duas vezes e, nesta terceira disputa, chegou. Precisa mostrar bem mais do que oferece. Sua defesa do meio ambiente é bem longe do que deveria. Mas mostra-se eloquente e preocupado com SC. Seu desempenho foi mediano. Como a coligação na proporcional termina em 2022, vai ter que mostrar a que veio.


Jair Miotto

Por ter sido vereador em Florianópolis e conviver na companhia de Narcizo Parisotto, que teve seis mandatos de deputado estadual, tem tudo para ter um compromisso com mais demonstração e evidência. Mostrou-se sensível às causas dos catarinenses porque, evangélico, atua forte na área social. Sua presença na Alesc não é por acaso. Tem ação mediana.


Jerry Comper

Entrando na vaga do deputado Aldo Schneider, desaparecido no ano passado, o parlamentar sabe das coisas. Ulissysta do meio, atua firme na bancada e apareceu bem nas discussões deste semestre. Tem tudo para deslanchar no próximo período. Com posições bem definidas em favor de SC, marca bem seu posicionamento.



Jessé Lopes

Entrou no barco das redes sociais do ano passado e chegou na Alesc cheirando novidade. Joga firme com o governador e atua como porta-voz dos novos tempos. De sua bancada, ele se destaca como um deputado atuante também na Comissão da Pessoa com Deficiência. É promessa, mas tem que mostrar mais e melhor.


João Amin

O seu sobrenome diz tudo. O deputado é expoente, conhecedor dos trâmites e aprendeu em casa a se colocar como um quadro de altura e respeito. Um dos mais competentes, só debate o que interessa aos catarinenses e foge de picuinhas. Vai disputar, provavelmente, a Prefeitura da Capital. Um parlamentar preparadíssimo.


José Milton Scheffer

Passou firme pela ceifa de 2018 porque atua com firmeza nos debates e mostrou competência neste semestre. É respeitado pela discrição e a dispensa dos alvoroços que contamina os novatos. Apresentou propostas boas e necessárias para a vida dos catarinenses. Representa muito bem Santa Catarina.


Julio Garcia

É marca de competência e respeito dos pares. Não é à toa que preside a Alesc pela terceira vez. Sua sensibilidade com os novos tempos é demonstrada pela economia. Político de guerra, sabe dirigir os trabalhos e tem altura, inclusive, para ser governador. Vive um momento delicado, mas leva com tranquilidade. No semestre, conduziu bem a Reforma Administrativa para deixar Carlos Moisés trabalhar.


Kennedy Nunes

O deputado representa todas as Assembleias Legislativas do país em suas andanças pelo mundo. E o faz com seriedade e preocupação. Mas também não deixa de debater assuntos locais. Neles, a questão do suicídio e automutilação, temas familiares corriqueiros. É outro nome do partido para a Cadeira em Joinville.


Laércio Schuster

Incomodado com o partido a qual faz parte, aguarda amargurado a janela para esquecer este erro de 2018. Com os dois pés no PSD, joga com Júlio Garcia e Milton Hobus. Tem atuação modesta e tranquila. Sem ser afoito ou indiferente, viveu estes primeiros meses de mandato buscando sintonia. Fez-se presente.


Luciane Carminatti

Não perde tempo. É uma deputada atuante, completa e parceira da Casa. Cresce em respeito no Estado e mergulha nos debates de forma evidente. Neste semestre deu melhoria na vida parlamentar e usa, diariamente, as redes sociais para prestar contas do que fala e faz. É a antítese da sua também colega de profissão. Pode ser nome para a Prefeitura de Chapecó.


Luiz Fernando Vampiro

Quadro inteligente, é a nova cara do MDB. Nele, além da dinâmica política na bancada, influencia as demais. Foi dele a indicação de Mauro De Nadal para assumir a vice-presidência da Mesa. É um futuro forte da sigla. Neste primeiro pedaço do ano mostrou força e arrojo. Passa segurança na liderança e os demais seguem.


Marcius Machado

Lageano forte e atuante. Dentro do partido imprime espaço e impõe o debate. Tem um perfil de enfrentamento e cobra posturas. Olha-se na disputa pela Capital do Pinhão, mas está inseguro no objetivo. Na bancada, apresenta sua liderança com o mesmo patamar. Jovem, mostra-se destemido. Se continuar, ocupa o que quiser.


Marcos Vieira

Abnegado deputado, interessado em tudo, presidiu o PSDB com firmeza. Os resultados, como foi com todos, a exceção do PSL e PT, fragilizou a sigla. Entregou o partido para rever os rumos, decidiu aprimorar os trabalhos, viu que eleição, como mostraram as urnas, é momento e não integral. Brilha na Alesc porque domina todos os assuntos.


Marlene Fengler

Seguiu a tradição, como os demais, de chegar na Alesc porque passou pela chefia de gabinete. Foi nome de Gelson Merisio e atua com firmeza nos debates. Praticamente todo o staff do ex-presidente da Casa foi mantido e isso, como foi com o antecessor, garante boa visibilidade e controle dos debates. Mostra-se empenhada em tudo.


Maurício Eskudlark

Assumiu a cruz levada por Mocellin. Ao responder pela liderança do governo, sem poder oferecer aquilo que exige, intimida-se. Delegado da PC, suplantou outros concorrentes e se deu bem no terremoto do ano passado. Foge de disputar, novamente, a Prefeitura de SMO. Morando em Balneário Camboriú, olha para este município como o desafio futuro. Tem interesse e boa vontade.


Mauro De Nadal

O ulyssista ganhou espaço na Mesa e tem se comportado para assumir o controle na saída de Júlio Garcia. Não afronta o governo porque tem em Carlos Moisés um aliado par o desafio desta conquista. É defensor dos trâmites de interesse do Estado justamente para alcançar este objetivo pessoal e partidário. Sabe fazer o traçado, mas precisa consolidar este sonho com as demais bancadas.


Milton Hobus

Agora presidente da sigla, sabe que precisa guiar o coletivo e fazer o mandato acontecer. Empresário bem-sucedido, tem o desafio de acompanhar os debates na Casa, correr SC para produzir resultados confiantes para 2020 e olhar com partidos aliados, unidades desafiadoras para 2022. Nome de confiança de Colombo, Júlio Garcia e JKB, quer Napoleão Bernardes dentro, mas se comprometendo. Além de esfriar os cochichos das operações da PF que espanta tudo e todos.


Moacir Sopelsa

Pé dentro, pé fora da sigla, a eleição de Celso Maldaner para presidir os ulyssistas deu nova luz ao deputado que mais se dedica nas discussões em favor dos agricultores. Por isso foi secretário da Pasta. Dado como possível suplente no grito das urnas do ano passado, surpreendeu e mostrou força. Soldado, seguidamente seus companheiros puxam seu tapete. Forte, não cai. O 1° semestre foi-lhe duro.


Nazareno Martins

Outro deputado que tem dificuldades de convivência dentro do partido que viveu o semestre dinamitando a própria célula. Tranquilo e bem orientado para atuar na Casa, tem o filho advogado, prefeito de Palhoça, o observador presente. Um deputado convergente e responsável, é general no processo político de 2020 quando, ao lado do seu DNA, deverá fazer o sucessor municipal, segurando a vaga das proporcionais estadual. Com Ronério fora de qualquer possibilidade de abrir a voz, o parlamentar e o Chefe municipal jogam positivamente.


Neodi Saretta

Quadro experiente e dinâmico, tem vida própria independente do PT, embora lhe seja fiel nas discussões e defesa. Tem mandato fortalecido e saiu na explosão de lava bolsonarista melhor que imaginava. Trabalha silenciosamente e só fala quando tem necessidade. Foi presidente da Alesc mais jovem da história e sabe tudo da Casa. Respeitado pelos pares.


Nilso Berlanda

Empresário, havia tentado duas vezes chegar ao Legislativo e venceu pela insistência. Dos deputados do PL, é o que mais afina com Jorginho Mello pelas circunstâncias regionais. Tem defendido interesses de classe e faz barulho das atividades. Mostrou o que quer e porque quer ser deputado. Foi feliz nos trabalhos do parlamento.


Padre Pedro Baldissera

Fala pouco e trabalha muito. Mais uma das características do PT. Religioso e atuante nas comunidades, frita a oposição porque é um intelectual preparado. Sua volta ao parlamento justifica o que prega e faz. Tem credibilidade com os pares porque, o que fala, cumpre. Transita em toda a as frentes e pouco se importa com extremismo.


Paulinha

Do PDT, mas ligada às lideranças do PSD, chegou mandando porque, prefeita duas vezes, sabe como fazer porque lidou com o Legislativo de Bombinhas. É cacique da Casa, impõe respeito e atua com desenvoltura. Descobriu-se forte porque encara sua personalidade feminina com cabeça erguida. Vai longe.


Ricardo Alba

Campeão dos campeões, foi quem chutou a bola mais longe da trave e fez um golaço no time do PSL. Sabe fazer porque já é do meio. Em Blumenau, onde foi vereador, seu nome ventila para o ano que vem como um novo desafio. Sabe que os tempos do ano que vem são outros. Na semana passada, ao lado de Fábio Schiochet, levou R$ 1 milhão para o município. Parlamentar de primeira.


Rodrigo Minotto

Outro deputado que sobreviveu à metralhadora no paredão do ano passado. E está sintonizado com Paulinha para desenhar o ano que vem, base para as estaduais. Tem afinidade com o governador Carlos Moisés e produz efeito direto no mandato. Tem o nome cogitado para o sufrágio em Criciúma, mas não tem se empolgado muito. É membro da Mesa por competência.


Romildo Titon

Personagem forte da Alesc onde foi presidente, sofreu duro golpe com uma ação que teria tudo para derrubar sua liderança. No ano passado, pegando todos de surpresa, retornou ao debate dono de um número de votos que levou sua liderança ao centro das discussões. Ulyssista dos tempos de Dejandir Dalpasquale, conhece as rotas da Assembleia por convicção. Atuação leve.


Sargento Lima

O deputado está se ajustando na Casa. Levado à Alesc pelas forças de 2018, ainda em estudos, é um quadro de temperamento tranquilo, curioso e de atenção às discussões. Tem grande relação com o pessoal do MDB. O mineiro de BH está gostando deste momento e, embora de atuação mediana, é visto como capacitado e provedor. Anotar este nome.



Sérgio Motta

Nestes primeiros meses de 2019, o deputado do PRB, embora não seja da sigla mais esmagadora do ano passado, também chegou pelo empurrão Jair Bolsonaro. O carioca, sendo sacerdote de Ordem Religiosa, tem as mesmas linhas do Palácio do Planalto. E está igualmente se adaptando na Casa. Se esforça, mas a atuação é mediana.


Valdir Cobalchini

Campeão de votos ulyssista, viu perder o comando da Mesa, ou posição de vice, em uma manobra de seus pares na Casa. Foi ceifado da Comissão de Constituição e Justiça e agitou sua saída do partido. Quando viu Celso Maldaner, irmão de Casildo Maldaner, vencer o comando da célula, recuou. É um deputado determinado e de visão. Olha 2022 na majoritária ou Câmara.


Volnei Weber

Quadro com aposta do partido, o deputado sabe bem as dificuldades que os prefeitos passam porque viveu os mesmos dramas. Foi bem votado, mas ainda se adapta às rotas da Alesc. Visto como um nome com vontade de trabalhar, sofre para emergir diante da luz dos seus companheiros do partido. Está se esforçando para produzir seu efeito político.


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