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Entrevista | Coronel Armando defende fortalecimento das bases do PSL em SC

Por: Marcos Schettini
29/07/2019 17:28 - Atualizado em 29/07/2019 18:54

Com cerca de 30 anos de plena dedicação ao Exército Brasileiro, o deputado federal Coronel Armando está em seu primeiro mandato eletivo. Consagrado nas urnas com 60 mil votos, o militar é um fiel escudeiro do presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional. Com agenda por Santa Catarina durante o recesso parlamentar, a liderança de Joinville concedeu uma entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini. Falou da experiência na Câmara dos Deputados, da necessidade de uma reforma política e dos objetivos do PSL em Santa Catarina. Confira:

Marcos Schettini: Como o senhor avalia este primeiro semestre em Brasília?

Coronel Armando: Sou um parlamentar que não tinha vivência política. Eu tinha minha vida militar, com 32 anos no Exército, passei por 24 dos 27 Estados, procurei, além da minha formação militar, ter uma formação cultural, buscar aperfeiçoamento da faculdade, me formei em Direito, tenho OAB, me formei em Administração Pública e Educação Física, fiz algumas pós-graduações em áreas diferentes e atuei também na iniciativa privada como gestor de empresa de segurança. Então, a minha vinda para a atividade política foi muito mais por decepção com o rumo que o Brasil estava tomando e para ajudar o Bolsonaro, com quem estudei. Neste primeiro semestre na Câmara, tenho priorizado meu trabalho em Brasília, onde acabei me tornando um dos vice-líder do Governo na Câmara. Nosso líder é o major Vitor Hugo, que faz um trabalho importante na articulação e nós ajudamos o trabalho dele. Isso demanda muito tempo em Brasília e a gente raramente tem essa oportunidade de percorrer o Estado e estar presente junto aos eleitores.

Schettini: O que tem sido prioridade na Câmara dos Deputados?

Coronel Armando: Nós priorizamos algo que é muito importante para o Brasil, que é a aprovação da Reforma da Previdência. Dos 16 deputados federais de Santa Catarina, 15 votaram a favor da aprovação neste primeiro momento, sendo que precisávamos de 308 votos e obtivemos 379. Ainda há o segundo turno da votação e a gente sabe que alguma mudança pode acontecer. A partir do segundo semestre, entrarão outras reformas no Congresso Nacional, como a Reforma Tributária, o Pacote Anticrime do ministro Sérgio Moro e o Pacote de Incentivo à Economia do ministro Paulo Guedes. Estaremos trabalhando também para uma reforma política, que é necessária e é um tema que não está colocado. Nós precisamos fazer uma reforma antes das eleições de 2020. Na relação parlamentar desenvolvida, tenho encontrado facilidade por ser militar do Exército, porque há um grande número de militares no Palácio do Planalto e tenho relação com todos eles nos Ministérios. Isso tem facilitado nossa atuação em busca de recurso para Santa Catarina. Minha postura é apoiar os prefeitos catarinenses, independente do partido, eu sou um servidor público, eleito, para representar meu Estado. O prefeito que chega na nossa área, a gente procura ouvir as demandas, pois sabemos que o município é carente. Temos condições de abrir portas dos Ministérios, acompanhar audiência, conversar com os ministros e isso tem facilitado. Em Joinville, por exemplo, ajudamos a cidade a obter recursos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para recuperação do Museu do Imigrante, numa ordem de R$ 2,6 milhões e depois mais R$ 1 milhão.

Schettini: Qual é a necessidade de uma reforma política?

Coronel Armando: Eu assinei uma Frente para que na próxima eleição de 2020 a gente eleja prefeitos e vereadores por seis anos, de forma com que em 2026 nós tenhamos a coincidência das eleições, para a gente não ter eleições a cada dois anos. O Brasil gasta muito com as eleições, isso irá reduzir os custos e não beneficiará os políticos atuais, mas sim aqueles que irão concorrer a um novo mandato. Há sim a necessidade de termos uma reforma política, nós temos 33 partidos e mais 60 solicitações de abertura de partidos. Não temos ideologia suficiente e isso dificulta o trânsito político, a obtenção de apoio e é necessário que a gente faça essa reforma, não só na forma da eleição, como um voto distrital ou distrital misto, mas também em relação aos partidos, que será mais eficiente ao Brasil e será mais fácil governar. Existe representação de todos os lados, como o deputado Pedro Uczai, do PT, com quem tenho uma convivência muito boa. A gente ficou no aeroporto conversando por cerca de 4h, ele me contou a experiência dele como reitor da Unochapecó e prefeito de Chapecó e eu falei da minha vida militar. Falamos de direita e esquerda, num ambiente natural e democrático, que deve ser aquele que permeie as nossas discussões ideológicas.

Schettini: Qual será o ritmo do PSL em 2020?

Coronel Armando: No aspecto local, em Joinville e Santa Catarina, eu pretendo buscar um relacionamento maior, onde meu partido precisa se fortalecer. Nós temos uma estrutura que tem deputados federais, estaduais, governador e presidente, mas precisamos criar uma base mais sólida, não somente de militância, mas precisamos eleger vereadores e prefeitos. Vou trabalhar neste sentido, principalmente na área onde tenho maior influência, que é em Joinville. A renovação que o Brasil iniciou na política não terminou, vai se alongar por mais alguns anos, é muito salutar ao país. A gente tem que ter sempre esse objetivo e não podemos defender privilégios. A Praça dos Três Poderes, em Brasília, é muito significativa. Lá tem o Palácio do Planalto, onde trabalha o presidente, o Congresso Nacional, onde estão os senadores e deputados federais, e o Supremo Tribunal Federal, que harmoniza os demais. Acima dos três, há lá uma bandeira do Brasil, que significa que precisamos lembrar que não trabalhamos por interesse pessoal, mas sim pelo desenvolvimento do Brasil.

Schettini: Nesta discussão política, o senhor é um nome para disputar as eleições em 2020?

Coronel Armando: Tive uma eleição expressiva em Joinville, com mais de 37 mil votos. Isso, realmente, na área política é muito significativo, mas eu serei um coparticipe. Eu quero ajudar meu partido a se fortalecer, tenho uma missão que me propus com o presidente Bolsonaro, que é de atuar os quatro anos em Brasília, mas isso não quer dizer que em algum momento eu tenha outra missão. Em Joinville, nós já temos alguns pré-candidatos que possuem seriedade, compromisso com a coisa pública, competência e são Ficha Limpa. Sou presidente da Executiva de Joinville, temos vários nomes e vamos discutir qual será o melhor para disputar a eleição. Com toda certeza o PSL terá um nome e eu terei participação na indicação deste candidato.


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