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Memórias do Campo | Datas marcantes em setembro

Por: Luiz Dalla Libera
19/09/2019 12:07

Há 57 anos, no dia 07 de setembro de 1962, era uma sexta-feira na Diocese de Chapecó, quando tomou posse o segundo bispo D. Wilson Laus Schmidt, vindo da ilha catarinense, substituído por D. José Thurler, permaneceu na Diocese até 21 de janeiro de 1958.

Em sua gestão na Diocese, participou de todas as sessões do Concílio Vaticano à Renovação Litúrgica, a missa do latim para o português, previsões futuras de celebrações de cultos com ministros da palavra, eucaristia, batizados e casamentos. As missas da Catedral eram transmitidas em rádios e assistidas nas capelas, com mais atenção e devoção, sem as preocupações em casa, como por exemplo se o leite ferve e vai tirar do fogão, a galinha canta, vai coletar o ovo ou quando chega a visita, a pessoa vai recebê-la, etc.

Eu conheci D. Wilson, como conversei com seus seguidores: D. José Gomes, D. Manoel João Francisco e o atual D. Odelir mas por comunicação em rádio. Ele deixou um bom exemplo, sobretudo em relação a trabalhos voluntários, que melhor sigla é P. de B. V. Não era uma sigla política, era tempo de ditadura e então só havia Arena e MDB, era sigla de “pessoas de boa vontade”. Eu completo quem é voluntário, ter boa vontade e disposição para o que der e vier, consegue tudo e muito. Se a pessoa não tem boa vontade, consegue pouco ou nada. Em 07 de setembro de 1822 foi proclamada a Independência da nossa pátria.

Brasileira, em meu entendimento, entendo que o Brasil apenas foi proclamado independente de Portugal, mas a população não foi totalmente abolida. Apenas foram modificados os patrões de portugueses por brasileiros. Uma nação soberana não pode aceitar que há uma enorme desigualdade e que temos uma classe poderosa. Poderosos não são os grandes empresários, grandes pecuaristas, grandes comerciantes, ou donos de grande empresa que dão emprego a muitos trabalhadores. São aqueles gananciosos políticos de profissão, que na vida só pensam em ficar no poder ou entrar no escalão da vida pública, sustentando-se com nossos impostos.

Atualmente não se ouve mais falar igual há um tempo, em que o Brasil é um dos países que mais arrecada impostos, que o brasileiro tem que trabalhar 40% só para pagar impostos. Será que na semana da pátria de 2019 ganhamos um presente que vai abaixar os impostos? E que o Brasil tem 13 milhões de desempregados?

Em 07 de setembro de 1961 tomou posse o presidente João “Jango” Goulart que era o vice de Jânio Quadros, que havia renunciado no dia 25 de agosto de 1961. Jango não teve a mesma sorte do vice de Getúlio Vargas, Café Filho, que foi empossado imediatamente. De 25 de agosto até 7 de setembro, o Brasil passou por uma mini revolução dos poderosos políticos, que eram as raízes dos políticos corruptos de hoje, que querem ser grandes cavalheiros.

Houve muitos conflitos, lutas e combates, pois os poderosos queriam um governo de regime parlamentarista, queriam plantar a sementinha da revolução de 1964. O grupo de Jango queria continuar presidencialismo e em Porto Alegre surgiu a Semana da Legalidade, o qual o corajoso cunhado de Jango, Leonel Brizola gritava “O Brasil não aceita o golpe e o Rio Grande do Sul não aceita a ditadura! É melhor perder a vida, antes de perder a razão”. Após duas semanas de lutas, dia no dia 07 de setembro foi empossado o presidente João Goulart.

DATAS HISTÓRICAS DE XAXIM

No dia 07 de setembro de 1955, Xaxim recebeu uma triste notícia anunciada na missa celebrada no único EEB Gomes Carneiro. Como a população naquela época era quase 100% católica, a Evangélica do Sétimo Dia e como era o hábito de celebrar missa, o padre Gonçalo Orth anunciou que na noite de 07 de setembro, Frei Bruno tinha deixado o povo e a paróquia de Xaxim definitivamente. Era um dia previsto de chuva, mas com aquela triste notícia não choveu, contudo, nos olhos de muita gente as lágrimas desceram.

Mais dois fatos históricos que ocorreram em Xaxim no mês de setembro em anos diferentes, foi em 26 de setembro de 1994, quando Xaxim ficou de luto com as trágicas mortes do prefeito Alberto Ângelo Sordi e do motorista da Prefeitura, Fioravante Baggio. Não tenho muito conhecimento, porque naquela época não morava mais em Xaxim.

Por último, não me recordo o dia, mas foi em setembro, as trágicas mortes do ex-vereador e médico Dr. Ari Moacir Lunardi e sua esposa, voltando de Porto Alegre em Soledade. Foi um acidente de carro com mortes instantâneas, foi uma das mais tristes notícias recebidas em Xaxim. Ele era clinico geral e o único médico naquela época que atendia no antigo Hospital São Pedro por muitos anos. Ele não tinha diploma de especialidade, entretanto tinha o dom da cura, trabalhava com amor à saúde dos pacientes.

Naquele tempo, não havia políticas de saúde pública, mas mesmo assim, ele era um mini SUS. Não são palavras minhas e sim do padre Cipriano Chardon, que celebrou a missa dos corpos transmitida pela Rádio Cultura. Na missa, o padre disse: “a carteira dele sempre estava vazia, pois ele não sabia cobrar, mas nunca faltava o santinho do Sagrado Coração de Jesus” e finalizou dizendo, “ele cumpriu o seu caminho e a sua missão de profissão”.


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