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AQUI TEM GOVERNO

MDB procura nomes; Dificuldades dos ulyssistas; Rumos do debate municipal; Carlos Moisés sabe o que faz

Por: Marcos Schettini
26/09/2019 13:13

Sermão no alto d’Agronômica

O filho do criador fez um comício interessante onde, pobres de espírito e de materiais, escutaram suas sublimes palavras que Matheus, tão eficiente, conta em sua grande interpretação e que Lucas, por nunca tê-lo visto, fragmentou. Dizia o primo de João Batista para que não sejam iguais a eles. O filho de Maria em Mt 6.8 sabia das coisas. O reino que proclamou deve ser da contracultura, exibindo todo um conjunto de valores e padrões distintos. Desse modo, ele fala de justiça, influência, piedade, confiança e ambição e conclui com um desafio radical para que se escolha o caminho Dele. Além de importantes princípios ético-morais, pode-se notar grandes revelações. Aquilo que muitas vezes é tido por ruim, por desagradável, é o que realmente vai levar, muitos, à felicidade. O Ressuscitado falava pouco, mas, quando dizia, sua sabedoria entrava forte em seus escutados. Foi a continuidade da missão de, quem diria, o velho Moisés, aquele que abriu o mar e tirou seu povo da escravidão e do vício. O novo Moisés tem a nova aliança entre todos ao redor do paradoxo estadual, é escrita na epístola, segundo o governador. É regada a boa música, comida e vinho com todos à mesa. E tem sido muito eficiente. Como não poderia deixar de ser, ao seu lado tem também o Judas. Mas quem, inocentemente, não tem um bandido do lado.


Procura

Com a saída de Gean Loureiro do partido, o MDB procura um quadro disponível para enfrentar o processo municipal do ano que vem. O problema é encontrar um. O empresário e vereador Rafael Daux está sendo olhado como Monalisa no Museu do Louvre. Não contavam com o desembarque do prefeito de Florianópolis. Os ulyssistas perderam a bússola.

Bicudos

Como não se falam há meses, Gean Loureiro e Dário Berger são uma espécie de irmãos dormindo no mesmo quarto. Se olham e esbarram, mas não dizem nada. O senador e o prefeito se distanciaram desde a terceira pista de acesso à Capital, onde disputam quem é o pai da obra, alegando que um deu o R$ e o outro fez. O eleitor 2020 vai decidir.

Quebrado

O partido de Ulysses Guimarães em Florianópolis está presente, mas ninguém vê. Não tem deputado estadual nem federal. O senador que dispunha para presidir o partido no Estado, perdeu para o que chamam de deputado caipira de Maravilha. Sobrou para Rafael Daux a missão de voltar para a Câmara, ser o herói ou um vice do amigo prefeito.

Falta

O MDB não tem comando deste o desaparecimento de LHS. O partido não tem um quadro de pulso para determinar a direção e dizer como deve acontecer as coisas. Aquela história de democracia interna, onde todos discutem o rumo e tem direito à palavra, é bonito quando, atrás de tudo, tem quem manda. Partido sem cacique, tropeça.

Domínio

Udo Döhler não conseguiu assumir o espaço que LHS deixou. Mauro Mariani, um excelente quadro, não escutou o pai político e tropeçou. O senador Dário Berger disputa e perde na convenção e, quem assumiu, Celso Maldaner, trabalha muito, mas não tem a unidade que sonha. Sem GPS em alto mar, o cenário do partido na Capital não é por acaso.

Ele

Antídio Lunelli vestiu a abandonada jaqueta que LHS deu para Mauro Mariani. O prefeito de Jaraguá do Sul vai ter que correr SC para produzir, não somente vitórias que precisa demonstrar no município que governa, mas em pontos chaves de SC. Joinville é uma. O deputado Fernando Krelling, jovem determinado e promessa, é um deles.

Eles

Como não compareceu ao encontro dos prefeitos e vices ulyssistas em Jaraguá do Sul, Dário avisa aos navegantes que abandonou a proa rumo à popa. Sentiu-se traído pelo partido quando, sem disputa, deveria assumir a presidência da maior sigla de SC. Como não fogem de briga, ambos foram para uma fratricida eleição.

Onde

Não há motivos para Dário Berger se manter no MDB. Descobriu que o partido não quer ele na disputa de 2022, embora tenha força para isso. Se assim fosse, teriam sufocado a disputa tola da convenção e assinado unidade. Como foram para o confronto, perdeu quem deveria, agora, sinalizar para outro rumo. Ficar, atrapalha tudo.

Conversação

O MDB passou de 100 prefeituras e soltou rojões pela velocidade que não demonstrou no 3° lugar em 2018. Tem motor, mas acelera em ré. As eleições estão à porta, o presidente do partido arrecada as mangas, mas os entendimentos não comungam. Até porque, pela incineração de outubro passado, surgiu grandiosos.

Renovação

Está visível que Jorginho Mello, o grande vitorioso de 2018, quer passar por 2020 com a senha de 2022. O senador sabe que precisa do MDB no jogo. Quando vê Carlos Moisés acenando para os ulyssistas e tem um líder do governo do PL falando diariamente com o governador, a Torre de Babel só está se edificando.

Gostou

Claro que Carlos Moisés, que ignorou aplausos ao discurso de Jair Bolsonaro na ONU, olha 2022. O poder é um banho permanente. O governador está aprendendo a fazer as coisas mesmo diante de erros que levou-o a brigar com a famigerada agroindústria. O militar, que trabalha com estratégia, sabe o que faz.

Mexida

A ida a Blumenau foi uma sinalização que Moisés tem aplicado na sua tranquila maneira de trabalhar. Manda um recado aos afoitos que, falem pelos cotovelos o quanto desejarem porque, quem manda é o marido de Késia. O PSL está confuso, MDB se aproxima, PL foi engolido, PDT já é da família e tudo passa na Alesc. Se o governador não sabe, quem é o sábio?

Leve

O governador é hostilizado mais pelo tombo que deu em todos sem saber, que necessariamente pelo modo de governar. Saindo da caserna para o comando de tudo e todos, chegou assustado como qualquer um. Ser humano que demonstra, Moisés vai seguindo leve. Já saiu de stand by há meses e vai a todos os lugares conhecer cada município e tirar suas conclusões.

Educado

Esta história de dizer que o governador é bruto, indecente e insensível, que não está de olho em SC, é o segundo erro dos partidos. O primeiro foi dar a ele o comando do Estado. O terceiro é olhar seu modo leve, tranquilo e suave de tratamento, cordialidade e atenção, como se fosse um bobo. Tolos foram aqueles que subjugaram sua capacidade.



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