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Entrevista | Roma foi destruída por um homem que se achava superior a tudo e a todos, diz Ninfo König em analogia a Udo Döhler

Por: Marcos Schettini
03/10/2019 13:03 - Atualizado em 03/10/2019 14:50

Respeitado pela história de conquistas e comportamentos de crescimento no setor econômico, o empresário e vereador em Joinville, Ninfo König, concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini. Além de ser um admirador pleno do desenvolvimento, o empreendedor também é um entusiasta em tecnologia, sendo um dos participantes do milionário investimento em uma aceleradora de startups na Bahia. Ninfo, ainda, definiu o comportamento político do prefeito Udo Döhler e analisou os mandatos de Carlos Moisés e Jair Bolsonaro. Confira:

Marcos Schettini: Qual é o investimento que o senhor realiza no município de Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia?

Ninfo König: Luiz Eduardo Magalhães (BA) se destaca por ser a região com a maior produtividade do mundo em soja, algodão e milho. Isto graças aos esforços dos investidores no agronegócio e especialmente por causa de um homem chamado Luís Henrique Kasuya, engenheiro agrônomo, vindo de Londrina, que lá se estabeleceu há 20 anos e passou a dar assistência para os agricultores e desenvolver novas técnicas de plantio.

Acreditando estar chegando no limite da produtividade, entendeu que só poderia ser ainda mais eficiente se investisse em novas tecnologias advindas das startups e, para tanto convidou Pompeo Scola, que é ex-executivo da Buscapé, para conhecer a região e avaliar a possibilidade de implantar uma aceleradora de startups.

Pompeo Scola se apaixonou pela região e pelo trabalho que lá vem sendo feito. Imediatamente aceitou o desafio e, como meu amigo e conhecido há mais de 20 anos, me convidou para ser um dos investidores neste segmento.

Para tornar viável a aceleradora, precisamos de R$ 5 milhões, que foram captados entre 20 investidores, dos quais fui dos primeiros a aderir.

Estive em LEM em março, quando reunimos um grupo de agricultores e, num jantar, explicamos dos propósitos, foi quando coloquei o meu cheque na mesa, chamando os demais a fazê-lo. Conseguimos arregimentar 12 cotas, sendo as demais conquistadas no decorrer dos meses permitindo, assim, inaugurar o espaço físico da aceleradora em no último dia 21 de setembro.

A aceleradora tem capacidade para acolher 10 startups (60 pessoas) voltadas para o segmento do agronegócio, que objetiva desenvolver técnicas, metodologias, controles, processos e procedimentos que visam aumentar a capacidade produtiva e reduzir os desperdícios, tanto no campo, quando no transporte e exportação.

Schettini: Estes projetos orientam o agricultor em qual direção?

Ninfo: Como se tratam de startups, o objetivo é encontrar novas maneiras de fazer as coisas, ou seja, conseguir maior produtividade e resultados na produção agrícola e tudo o que se movimenta ao redor deste segmento tão importante da nossa pauta de exportação. Difícil dizer o que vai sair da cabeça das pessoas que se envolvem com este segmento, mas, uma certeza nós temos, é através das startups que o mundo se modernizou e conseguiu evoluir de uma forma nunca antes vista. Isto tudo só é possível, pois estas entidades estão conectadas com o resto do mundo e toda e qualquer inovação é partilhada imediatamente, quando não protegida por patente.

Schettini: É possível utilizar este mecanismo de orientação produtiva em SC?

Ninfo: Sem dúvida que todo desenvolvimento tecnológico é partilhado entre os interessados, comprando os “direitos de propriedade intelectual” ou adequando de acordo com as necessidades de cada região. SC se destaca pela tecnologia, haja vista que somos uns dos Estados mais desenvolvidos na avicultura, suinocultura, maçãs, uvas, etc., graças ao investimento que os empreendedores do agronegócio fizeram e fazem no setor.

Schettini: Quando é que a tecnologia assume melhoria de produção, ampliação do mercado e o lucro?

Ninfo: A tecnologia assume melhorias na produção imediatamente quando comprovada a sua eficiência o que resulta em maior produtividade e lucro para o investidor. Mensurar estes números é muito difícil, contudo, podemos observar que todos aqueles que se dedicam a utilizar os meios modernos de gestão e produção conseguem resultados melhores e, com isto, ampliar a sua capacidade de geração de emprego e renda, garantindo a sobrevivência num mundo de muita competição. Só para considerar, o Brasil alimenta hoje 1,2 bilhão de pessoas. Até 2030 teremos mais 1 bilhão de pessoas entrando na área de consumo e o Brasil é, talvez, o único País que terá condições de ampliar a sua produção e atender a esta demanda. Podemos ver, por aí, o que vai significar de crescimento econômico para os brasileiros.

Schettini: Qual o futuro da produção agrícola e industrial utilizando aplicativos e redes sociais?

Ninfo: O alimento sempre foi a base do desenvolvimento humano e cada vez mais as pessoas estão preocupadas com a qualidade da comida e para tanto as novas tecnologias vão permitir que os alimentos chegarão cada vez mais saudáveis, frescos e seguros na mesa de cada cidadão, mas para tanto, a internet e os aplicativos disponíveis vão nos permitir rastrear até a base o alimento que consumimos. Viva a tecnologia.

Schettini: Qual foi a influência que mudou sua relação com o prefeito Udo Döhler?

Ninfo: O prefeito Udo Döhler não foi feliz ao interferir na Câmara dos Vereadores, desrespeitando a independência dos poderes. Para governar é preciso de base, contudo, isto deveria ser feito por liderança e não por cooptar os vereadores. Se formos avaliar os números, e isto é constatável a qualquer momento, os vereadores da base tem à sua disposição inúmeros cargos para os quais indicam os seus “cabos eleitorais” e assim ficam reféns do Executivo, o que representa a velha política que tanto foi, e continua sendo, criticada e rejeitada pela população. Líder é aquele que é seguido pela maioria absoluta pelos seus atos e suas ações. Cooptar vereadores tem outro nome.

Schettini: o senhor faz oposição ao governo Döhler liderando vários vereadores. O que há de errado?

Ninfo: Atitude. Roma foi destruída por um homem que se achava superior a tudo e a todos. Desprezou o Senado (Legislativo) e o resultado todos nós sabemos. Pergunto: Joinville segue o mesmo exemplo?

Schettini: As eleições do ano que vem começam a ganhar altura. O senhor vai entrar neste debate em qual posição?

Ninfo: O meu ingresso na política, numa idade que a maioria das pessoas já morreu ou está em casa, de pijama, assistindo TV, tem um objetivo: devolver a Joinville o que Joinville me proporcionou, assim, coloco toda a minha experiência de mais de 50 anos de trabalhos à frente de empresas e negócios, que são ícones de crescimento e produtividade, imaginando que seria possível usar esta mesma filosofia no setor público. Ledo engano. É praticamente impossível mudar o rumo da máquina pública, pois ali o interesse não é coletivo, é individual. Cada qual só pensa o que fazer para se reeleger e para tanto utilizando-se de oito assessores, que lhe são disponibilizados e pagos pelo povo, os quais divulgam o nome do seu vereador pelos quatros cantos da cidade, para que ele se reeleja, pois assim fica garantido a vaga e os rendimentos de cada qual. Estou neste ambiente com as novas eleições se aproximando e para tanto precisamos costurar uma estratégia que permita levar à Prefeitura uma pessoa capaz, comprometida e altamente qualificada para dirigir uma cidade com mais de 600.000 habitantes, que tem desejos e aspirações que precisam ser atendidas da melhor forma possível.

Schettini: Como avalia o governo Carlos Moisés e Jair Bolsonaro nestes 10 meses de gestão?

Ninfo: “Dez meses do governo Bolsonaro mudam a história do Brasil. Mesmo em tão pouco tempo, está consagrado. Há décadas não tínhamos um Governo que cumpria as promessas de campanha. Que faz política interna e de gestão, com base nos interesses nacionais e não em acordos partidários ou na base do toma lá, dá cá. Que compõe seus quadros com agentes qualificados tecnicamente. Que se comunica de forma direta e clara com a população, sem se preocupar em agradar com o ‘politicamente correto’. Que reduz o tamanho do Estado e da máquina pública, pondo fim a cargos e mamatas, desperdícios e privilégios. Que recoloca o Brasil como protagonista no cenário geopolítico internacional, adotando em sua diplomacia o viés de interesses nacionais ao invés do alinhamento ideológico. Que faz acordos comerciais internacionais históricos. Que implementa medidas de liberalismo para facilitar a vida dos empreendedores nacionais e estrangeiros que queiram investir no país. Que põe fim ao império dos sindicatos e aos abusos do MST e congêneres. Que protege o território nacional e retoma o comando da soberania da Amazônia. Que enfrenta a questão indígena para o fim de libertar esses povos do julgo da escravidão cultural e da vida precária tendo eles tanto riqueza. Que estabelece limites claros para a intervenção das ONGs no âmbito interno. Que enfrenta problemas crônicos como o combate à corrupção, reduz a criminalidade e as injustiças previdenciárias. Que ao invés de extinguir programas sociais, os aprimora, concedendo 13º salário ao bolsa família, liberando FGTS e estabelecendo pensão às crianças portadoras de microcefalia. Que retoma o crescimento da taxa de empregos. Que moraliza a Lei Rouanet. Que privatiza e faz concessões de estatais. Que saneia bancos e empresas públicas que lucram como nunca lucraram antes. Que é coerente e não flexibiliza princípios para atender a volúpia gulosa e insaciável da grande mídia por verba, verbas e mais verbas. Sobretudo à Rede Globo, esse oligopólio de comunicação que joga contra e quer destruir o Brasil. Que mantém a menor taxa Selic da história. Que reduz as despesas correntes e o déficit primário e melhora a balança comercial. Que dá marcha a obras de infraestrutura. Que aumenta o crédito agrícola. Que isola a esquerda e a deixa sem liderança e sem discurso. E o melhor de tudo, que passa totalmente incólume a qualquer pecha ou acusação (ainda que com base em leves indícios) de prática de corrupção em toda a sua estrutura. A Nação festeja esse Governo. O governo que merecemos ter”, reproduzo este texto do Dr. Luiz Carlos Nemetz, de Blumenau, com o qual concordo plenamente.

Deixei para o segundo plano os comentários a respeito do nosso governador Carlos Moisés, pois, só tive dois momentos para estar com ele e assim não há como avaliar a sua atitude e postura, contudo, pelo que nos é dado a ver, tem agido, no geral, de forma contrária a tudo o que foi dito acima em relação ao nosso presidente Bolsonaro.

Schettini: Qual influência eleitoral eles terão em 2020 para construir 2022?

Ninfo: Por parte do governador, tenho a impressão que sua influência será modesta.

Quando ao presidente Bolsonaro, deverá ser significativa e, em se mantendo a equipe de ministros da área Econômica, de Infraestrutura, Agricultura e Justiça, deverá ser reeleito com grande facilidade.

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