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Entrevista | Darci de Matos quer Reforma Tributária moderna, avalia Governo Udo e segue indefinido para 2020

Por: Marcos Schettini
09/10/2019 16:06 - Atualizado em 09/10/2019 16:07

Após três mandatos na Alesc, Darci de Matos foi eleito deputado federal com 68.130 votos, em 2018. Agora, participando de discussões importantes para o futuro do Brasil, concedeu entrevista ao jornalista Marcos Schettini e se diz cauteloso ao decidir pela disputa na Prefeitura de Joinville: “só abril ou maio”. Avaliou o Governo de Udo Döhler, mas garante estar focado na Reforma Tributária, em debate no Congresso Nacional.

Marcos Schettini: O senhor é membro titular da Comissão da Reforma Tributária. Qual a responsabilidade disso para o Brasil?

Darci de Matos: É uma responsabilidade muito grande. Sou membro titular desta Comissão, a segunda mais importante, que vai ajudar, junto com a Previdência e as demais reformas que virão, a retomar o crescimento do Brasil. Nós precisamos modernizar o sistema tributário nacional, que é antigo, arcaico, oneroso e que está atrapalhando nossa economia.

Schettini: Qual tipo de Reforma Tributária é a ideal?

Darci: A que nós queremos fazer, que possa simplificar o recolhimento. Existem empresas que pagam até 7% do seu faturamento só para promover o recolhimento dos tributos. Queremos uma reforma que seja transparente, para que o brasileiro possa saber o que está pagando em impostos. Precisamos de uma reforma que seja justa, porque hoje estamos tributando o consumo em 49%, ou seja, o pequeno e o pobre estão sendo tributados e a renda em 21%, então isso não é justo. É exatamente ao contrário do que os países desenvolvidos fazem.

Schettini: Quais são os disparates tributários do Brasil em relação a outros países?

Darci: Em certos países tem o IVA, que é o Imposto sobre Valor Agregado. Nós estamos com um sistema arcaico, oneroso, antigo, que não tributa, por exemplo, a nova economia, como a telemedicina, Uber, Google, WhatsApp e Netflix. Então, o disparate é que estamos atrasados, dificultando o crescimento e a geração de empregos no nosso país.

Schettini: O imposto único é fictício?

Darci: É uma realidade, que todos observam nos países desenvolvidos. Não é fictício. Vamos juntar cinco impostos no Imposto sobre Bens e Serviço (IBS), para simplificar e facilitar. Logo adiante, quando a gente reduzir as despesas do Estado, com o enxugamento da máquina, a gente possa também reduzir as alíquotas. Neste momento, a ideia é unificar e acabar, sobretudo, também com a guerra fiscal.

Schettini: Os bancos, pela proteção do Bacen, não abusam do correntista?

Darci: O banco pratica chantagem. O meu trabalho é para valorizar, sobretudo, as cooperativas de crédito, os pequenos, que não têm um dono privado, que pertence a milhares de pessoas no Brasil. Nosso desejo é trabalhar para penalizar agiotagem, especulação e alavancar o trabalho das pequenas cooperativas de crédito.

Schettini: Por que o fantasma da CPMF anda pelos corredores do Congresso?

Darci: CPMF sempre se fala, mas não vamos votar. O Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados e grande líder das reformas, já disse que não. Não tem clima para votar CPMF. Sou contra totalmente. O povo brasileiro não aguenta mais impostos e taxas.

Schettini: Os governos federal e estadual estão em qual direção? Por que são desafinados?

Darci: Quem tem que responder é o governo estadual e o governo federal. Eu acho que eles têm que estar alinhados. A eleição passou e nosso partido é Santa Catarina. Nosso partido é Brasil. Até porque os governos do Estado e Federal são do mesmo partido. Nós temos que buscar união, briga não constrói nada, para que nosso Estado tenha infraestrutura nas estradas, uma boa saúde, segurança e educação.

Schettini: O senhor é candidato a prefeito de Joinville?

Darci: Não posso dizer que sim, nem que não, neste momento. Vou decidir por abril ou maio do ano que vem, porque agora estou focado nas grandes reformas e na recuperação da economia do Brasil.

Schettini: Como avalia o governo Udo Döhler?

Darci: Na época eu disputei a eleição com o prefeito Udo e perdi. Então, eu tenho procurado fazer poucas críticas, sempre na linha da construção, não no sentido de destruir. Temos que pensar na cidade. Acho que ele fez um governo razoável, poderia ter feito mais obras, principalmente nos bairros da nossa cidade.

Schettini: O PSD perdeu a eleição para Carlos Moisés pelo conceito de nova política. O senhor se encaixa em que tipo de Brasil?

Darci: No da política séria e boa, que quer ajudar as pessoas. Que quer mudar o Brasil. Na política do comprometimento com as grandes reformas, também enfrentando-as nos momentos em que são amargas. Cada eleição é uma eleição, normalmente tem as ondas, que vem e passam. Mas o importante é que, quem ganhou, precisa mostrar serviço para dar uma resposta à população.

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