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Entrevista | Geovania de Sá quer bons nomes e deve ouvir as bases do PSDB para 2020

Por: Marcos Schettini
14/10/2019 15:35

Uma das lideranças femininas mais influentes de Santa Catarina, a deputada federal Geovania de Sá quer um PSDB voltado às bases para as eleições municipais. Em entrevista concedida ao jornalista Marcos Schettini, a parlamentar do Sul do Estado falou do legado deixado pelo presidente da sigla em Santa Catarina, Marco Tebaldi, e que a determinação dele guiará os rumos do partido para 2020. Lembrou das conquistas das mulheres, mas garantiu que há espaço para maior representação política.

Marcos Schettini: Qual mulher tem espaço na política e na economia?

Geovania de Sá: A mulher que conquista seu espaço, assim como o homem, é aquela que quer fazer a diferença, que deseja sair da condição de mera espectadora e quer participar ativamente da construção de uma sociedade mais justa para todos. É aquela que demonstra a capacidade de representar os cidadãos.

Schettini: A mulher ganhou protagonismo?

Geovania: Já avançamos muito. Já ultrapassamos as portas de nossas casas. Já nos destacamos no mercado de trabalho. Estamos à frente de grandes empresas e instituições. Já marcamos presença, também, na vida pública, mas precisamos ser um número ainda maior. Devemos refletir, na política, o percentual que somos como eleitoras. Somos muito mais que 50% dos votantes.

Schettini: Quais são as bandeiras reais da mulher?

Geovania: Claro que temos uma percepção mais aguçada para defender os direitos da família, mas trabalhamos para o bem da sociedade em geral. Minhas bandeiras, por exemplo, não ficam muito bem definidas. Trabalho pelas demandas de cada município e elas variam. Uma cidade pode precisar de uma atenção maior para a saúde, como outra pode ser carente de recursos na agricultura.

Schettini: O que Tebaldi foi para o partido que possa ser levado como legado para 2020?

Geovania: Um grande incentivador de nossas batalhas. Um entusiasta da social democracia. Tebaldi nos ensinou, ainda mais nos últimos meses, a enfrentar tudo de cabeça erguida e com a certeza da vitória. Somou grandes feitos para Joinville e para toda Santa Catarina. Escreveu uma história limpa, transparente e de muito sucesso. É, sobretudo, a sua determinação que nos guiará em 2020.

Schettini: Como encontrar um rumo na Câmara com 513 cabeças diferentes?

Geovania: As diferenças de pensamento na Câmara refletem a divergência de prioridades em nosso país. O Brasil tem um território imenso e populoso e as pessoas tendem a pensar diferente. O que precisamos é focar nosso trabalho naquilo que realmente representa a vontade dos cidadãos que representamos.

Schettini: O PSDB tropeçou em 2018 no país e em SC. Por que os erros do partido se mantém?

Geovania: O povo foi às urnas para renovar. Buscou nomes novos. O PSDB não tropeçou sozinho. Os outros partidos também foram surpreendidos. Permaneceram apenas aqueles que provaram resultados por meio de muito trabalho. No nosso caso, conseguimos quase que dobrar o número de pessoas que aprovaram e confiam em nosso trabalho, foi um aumento de 93%.

Schettini: Quais são os desafios do PSDB em SC nas eleições de 2020?

Geovania: Ouvir mais as bases. Buscar nomes bons em que as pessoas possam depositar a confiança na capacidade de trabalho e representatividade. Como eu disse acima, os catarinenses buscam nomes e, não mais, siglas partidárias.

Schettini: A Sra. é candidata a que em 2022?

Geovania: Sempre digo que o futuro a Deus pertence. Meu nome fica sempre à disposição do partido. Mas sigo atenta aos que represento. A vontade deles é a que mais conta.

Schettini: O governador Moisés teve um encontro com os senadores e deputados federais. O que valeu daquela reunião?

Geovania: Sempre que a pauta for políticas públicas que melhorem a qualidade de vida das pessoas, a reunião é válida.

Schettini: O PSL começa a ruir. Por que este modelo de partido sem projeto engana o eleitor?

Geovania: Porque o discurso é baseado no que o povo quer ouvir, mas a prática é diferente. O PSL foi construído muito rapidamente. Talvez seus membros não compartilhem dos mesmos ideais e objetivos.


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