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Vieses e consensos | O fundo da desgraça partidária

Por: Ralf Zimmer Junior
22/10/2019 16:11

Muito tem se discutido a legitimidade do fundo partidário, ponto nevrálgico da crise mais recente da República das Bananas numa disputa por milhões entre Bivar e o clã Bolsonaro. Ora, para se opor não faltam argumentos. Um País que não investe o mínimo que deveria em Educação nem Saúde, não poderia se dar ao luxo de sustentar com dinheiro do contribuinte o processo político. Contudo, aqueles que defendem tal excrescência o fazem forte em dois principais argumentos.

A primeira, porque tal fundo promoveria uma democratização de recursos dentre as diversas vertentes de campanhas sem o comprometimento compacto de egoístas, fosse proveniente apenas da iniciativa privada os recursos. A segunda, porque voltaria à sociedade o numerário com a contratação de serviços para fins de campanha. No discurso, até que defensável o tema. Na prática, não tem passado de um cheque ao portador para os presidentes de agremiações fazerem o que praticamente bem queiram. Nesse ponto aflorou a crise do PSL. Não foi a primeira, tampouco será a última.

O ideal, parece-nos, seria abrir o financiamento em limites mais elásticos ao capital privado. Contudo, acaso permaneça o fundo partidário na forma pública vigente, há, ao menos, que se estabelecer por lei uma divisão equitativa dentre as candidaturas homologadas nos seios dos partidos. Isso porque, tem se visto em verdade uma concentração absurda de recursos nas poucas mãos ligadas diretamente aos caciques partidários no afã apenas de manter o “status quo” servindo a grande maioria dos candidatos das chapas de idiotas úteis atrás de poucos votos para a legenda daqueles que se esbaldam com os recursos do fundo partidário.

Ousaria dizer que a forma que está ao alvedrio dos caciques tais recursos é uma afronta a natureza mesma a que deveriam servir, ou seja, não promovem democracia alguma, apenas asseguram a reeleição dos atuais detentores de mandatos. Uma espécie de incentivo a candidaturas semi-laranjas com vestes legais. Em suma, for para manter o financiamento público de campanhas que se estabeleça a mesma divisão de recursos para os mesmos cargos dentre as candidaturas homologadas nos respectivos seios partidários. Do contrário, acontecerá isso, guerra pelo comando do cheque em branco e hipócrita que tem sido tal fundo dos infernos.


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