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Entrevista | Glauco Côrte elogia Reforma da Previdência e nega corrupção na CNI

Por: Marcos Schettini
25/10/2019 15:53 - Atualizado em 25/10/2019 15:56

Empresário reconhecido em todo o Brasil, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria, Glauco Côrte, enalteceu algumas conquistas do Governo Bolsonaro e sugeriu maior proximidade de Moisés com os catarinenses. Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Marcos Schettini, o líder industrial também lembrou da importância do Sistema S e negou corrupção na entidade, que teve seu presidente Robson Braga de Andrade preso pela Polícia Federal, em fevereiro. Confira:

Marcos Schettini: Quais são, nesta altura do mandato, as conquistas que o Brasil tem no governo Bolsonaro?

Glauco Côrte: A mais importante é a Reforma Previdenciária. Mas há um conjunto de medidas pouco enfatizadas, mas importantes, como é o caso da Lei de Liberdade Econômica, o Novo Mercado do Gás, os processos de concessões, a atualização das chamadas NRs, o Contrato de Impacto Social, enfim, são medidas cujos efeitos positivos em sua plenitude serão sentidos um pouco mais a frente.

Schettini: O presidente da República não deveria ficar mais longe dos problemas, inclusive dos próprios filhos?

Côrte: Dos problemas, o presidente não pode ficar longe, tem que se empenhar para resolvê-los. Quanto aos filhos, eles deveriam evitar criar problemas ao pai.

Schettini: O governador Carlos Moisés tem dificuldade de conversar com o PIB, não vai às regiões conhecer as demandas e evita eventos. Isso não dificulta rumos?

Côrte: Apesar do avanço da tecnologia, a sociedade ainda não descobriu melhor forma de formar consensos, senão através do diálogo.

Schettini: Como o senhor avalia as prioridades de SC que precisam, agora, serem encaminhadas? Por que o governo ignora e é insensível?

Côrte: Nossas principais prioridades estão relacionadas com as deficiências de nossa infraestrutura física. União entre as nossas forças políticas é o caminho para superá-las.

Schettini: O que significa Pacto Federativo para SC?

Côrte: Espero que signifique retorno efetivo de mais recursos, obras e autonomia para o Estado.

Schettini: As Reformas da Previdência e Tributária são mais importantes que a política em qual cenário?

Côrte: O atual sistema político esgotou-se. É preciso reformá-lo para ajustá-lo à realidade brasileira, de restrições e de austeridade.

Schettini: O presidente da Fiesc fala a mesma língua do presidente da entidade em SP ou cada um por si?

Côrte: Em questões macroeconômicas, há uma boa sincronia entre todos os presidentes de federação.

Schettini: Não seria importante unir a Fiesc e o Fecomércio nestes tempos de fraca contribuição sindical?

Côrte: Em SC as federações empresariais trabalham juntas, no âmbito do Conselho das Federações Empresariais (Cofem), em propostas destinadas ao desenvolvimento do Estado.

Schettini: Em que os Sistemas S foram prejudicados com o zeramento das contribuições e como sobreviver e ficar mais forte?

Côrte: Só há uma forma: na prestação de serviços relevantes para as empresas, sobretudo nas áreas de inovação e tecnologia, educação e saúde e segurança do trabalhador.

Schettini: Foi detectada corrupção dentro da sua entidade. Por que isso é uma doença sem fim, que corrói todos os setores?

Côrte: Não é verdade. Todas as contas da entidade são submetidas à apreciação de Auditorias Independentes, dos Conselhos de Representantes (formados por industriais e membros do governo e trabalhadores), CGU e TCU. Não temos casos de contas rejeitadas. No momento coordeno, no âmbito da CNI, a implantação do Sistema de Integridade (Compliance), que visa conferir ainda maior rigor no uso de critérios éticos para o cumprimento de leis, regulamentos e normas internas e externas, que assegurem a integridade de todas as atividades da entidade.


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