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Mais de 500 pesquisas apresentadas na 9ª edição do Siepe da Unochapecó

Por: LÊ NOTÍCIAS
01/11/2019 10:37 - Atualizado em 01/11/2019 10:38
Unochapecó A professora Claudia Petry encerrou o Siepe com uma palestra sobre inovação e sustentabilidade A professora Claudia Petry encerrou o Siepe com uma palestra sobre inovação e sustentabilidade

Depois de três dias de muita troca de experiência e reflexão, a 9ª edição do Seminário Integrado de Ensino, Pesquisa e Extensão da Unochapecó (Siepe) chegou ao fim. Ao todo, 455 trabalhos acadêmicos das quatro áreas da Unochapecó foram apresentados em formato de pôster, e outros 120 como "comunicação oral". Nesta modalidade, pesquisas semelhantes eram agrupadas e apresentadas à bancas ao longo do dia. Uma destas, é um recorte da dissertação da mestranda em Direito da Uno, Fernanda Candaten.

No trabalho 'Internacionalização do valor da sustentabilidade na seara contratual internacional', ela pesquisou sobre a inserção da sustentabilidade em contratos de grandes empresas. "Percebi uma influência desses valores nos contratos. Em grande parte, isso é motivado pelos consumidores, que estão mais atentos e exigem que os produtos adquiridos respeitem regras ambientais, éticas e sociais. Por exemplo, as pessoas não querem comprar um produto que elas sabem que foi produzido a partir de mão de obra escrava", explica a jovem.

Com isso, os consumidores incentivam grandes empresas e multinacionais a fabricarem produtos eticamente responsáveis. Em uma análise teórica do cenário atual, Fernanda também constatou que isso geralmente acontece pela utilização de padrões, como é o caso dos certificados ambientais, e de produtos orgânicos. "Está tudo interligado. Os padrões se baseiam nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no número 12, que diz respeito ao consumo sustentável. Por fim, esses padrões são inseridos nos contratos e chegam até nós".

INOVAÇÃO

O Siepe é uma oportunidade para estudantes das mais diversas áreas socializarem as pesquisas produzidas ao longo do curso e, também, conhecerem o trabalho dos colegas. O evento é tão amplo, que ao mesmo tempo em que Fernanda apresentava um trabalho de Direito, na sala ao lado, a temática era bem diferente.

Stefan Antonio Bueno, do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Tecnologia e Gestão da Informação, compartilhou os resultados da pesquisa 'Oportunidades de produção mais limpa em um moinho para fabricação de farinha de milho'. A ideia surgiu a partir de uma experiência própria de Stefan. "Nós temos um moinho que utilizamos para fabricar farinha de milho e temos muito desperdício por conta do processo artesanal", relata.

Assim, antes da produção do fubá, é necessário processar o milho. Ou seja, os primeiros passos são a limpeza, retirada do gérmen e produção da canjica. Nesse processo de melhoramento do milho, muitos grãos que poderiam ser utilizados na alimentação humana são perdidos. Deste modo, a proposta do estudo de Stefan é justamente reduzir esse desperdício. "Se nós tivéssemos como processar esse produto mais grosso que sai do processo de desgerminação de milho, conseguimos aproveitá-lo melhor. Então, por meio de análises do equipamento e do próprio resíduo, chegamos a conclusão de que é possível processá-lo para fazer a canjiquinha com a inserção de uma 'tarara circular' e um moinho de pedra".

INTERDISCIPLINARIDADE

Para encerrar o evento, a engenheira agrônoma e professora da Universidade de Passo Fundo (UPF), Cláudia Petry, ministrou uma palestra sobre o empreendedorismo para o bem da vida, por meio de ações voltadas à tecnologias comunitárias para o desenvolvimento sustentável. A atividade ocorreu durante a noite de quarta-feira (30), juntamente com a premiação dos trabalhos de comunicação oral mais bem avaliados.

A 9ª edição do Siepe abraçou a universidade em todas as suas áreas em relação ao ensino, pesquisa e extensão. De acordo com o organizador do evento, professor Alexsandro Stumpf, a interdisciplinaridade da fala de Cláudia reflete o objetivo do evento. "Nós conseguimos disseminar o conhecimento e fazer uma troca de experiências entre todos os apresentadores de trabalhos, palestrantes e avaliadores. Com isso, foi possível movimentar todos os cursos da Unochapecó e possibilitar novas formas de pesquisa interdisciplinar para potencializar ainda mais nosso trabalho dentro de cada área específica", completa.


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