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Amin se cala sobre Merisio; Baixas no Progressistas; Movimentos tucanos em SC; Entradas e saídas; Parlamentarismo bate à porta

Por: Marcos Schettini
22/11/2019 11:11 - Atualizado em 22/11/2019 11:15

Parlamentarismo à vista

Embora o plebiscito que garantiu o presidencialismo tenha sua validade, o fantasma de troca de sustém de governo começa a ganhar corpo dentro do Congresso Nacional. Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, consultados recentemente, deram garantias de que, se as duas Casas reunidas desejarem dar os primeiros passos nesta direção, tem o aval do STF amparado em traçados já observados no Congresso. O alvo são PT e o Aliança Pelo Brasil. Os dois, extremistas incondicionais, são vistos como perigoso para a Nação. O fato do partido de Jair Bolsonaro e Lula da Silva imprimirem terror, a saída seria a eleição de um primeiro-ministro escolhido pelos senadores e deputados. Quanto mais aguça o ódio entre os lados, forte fixa o ideal. Esta semana houve as primeiras discussões nesta direção. Depois do pleito de 2020, debates sobre voto distrital misto, ganha força. Piso para arquitetar este tipo de governabilidade.


Afinação

Embora Rogério Peninha Mendonça seja, pela observação de sua relação, seja o quadro mais afinado com Jair Bolsonaro, está em Jorginho Mello as movimentações pró presidente da República. O senador do PL navega plenamente nos interesses do Planalto do Planalto.

Ela

Seguindo firme as linhas adotadas em discurso e ações e de olho em 2022 em SC, o senador ainda do PL entra pela porta da frente no gabinete de Bolsonaro. Não há, nesta leitura, qualquer ato estranho se, por convite, o presidente do PL assuma sua ida para o Aliança Pelo Brasil. Jorginho mexe melhor que Caroline De Toni.

Ida

A possibilidade de Jorginho migrar para o Aliança Pelo Brasil é real. O PL é uma ideia solta em relação ao novo partido de Jair Bolsonaro com a ideologia que o senador defende. Esta movimentação seria um cenário para produção de base no processo eleitoral. Se Jorginho quiser, a sigla da bala é sua.

Teia

O presidente da República mira seu partido, literalmente, para a oposição. São todos aqueles contra suas ideias. O partido de Jair Bolsonaro é o único de extrema-direita de fato e direto. É o contrário do PT. Para ganhar dimensionamento, todos os quadros afinados são bem-vindos. Jorginho é o ideal.

Calado

Esperidião Amin continua quieto em relação à ida de Merisio para o PSDB. O senador seria a maçaneta que o ex-presidente da Alesc desejava para entrar de modo triunfal no partido. Mas deixou o ex-candidato a governador do PSD parado na calçada. Chamava-o, mas não falava. Gelson não sabe linguagem em libras.

Ele

Está na pessoa do senador a guinada de Gelson Merisio para o PSDB. Esperidião sempre soube que o ex-deputado do PSD não dorme e tiraria sua cadeira mesmo não tendo mandato. As consequências para o Progressistas é a incapacidade de atrair quadros. A hegemonia Amin é indestrutível.

Constrangimento

Silvio Dreveck tem tudo para abandonar o Progressistas e ir para o PSDB acompanhar seu parceiro das bravatas de 2018. O atual presidente do partido é um figurante no espaço que comanda. Como não tem mandato e tudo que fizer tem que se inclinar à família hegemônica, permanecer é uma tarefa humilhante.

Zero

A entrada de Gelson Merisio para o Progressistas daria para Silvio Dreveck a luminosidade que hoje não mostra. Ser presidente de um partido onde não tem o comando, muito menos estrutura verbal, é estar no deserto. O ex-deputado de São Bento do Sul já olha a porta de saída. Onde se encontra, não se percebe.

Cenário

Para entrar no PSDB, Gelson Merisio teve um olho no olho com Paulo Bauer. Ou ele seria candidato a prefeito em Joinville ou assumiria o desafio. O ex-senador já começa a construir sua movimentação na maior cidade de SC em direção ao pleito. Seu maior cabo eleitoral é o novo morador da cidade.

Tacadas

A sinuca eleitoral entre Gelson Merisio e seu futuro político, são jogadas em várias cidades. Ele já assina movimentos em várias cidades para olhar 2022. O ex-presidente da Alesc vai colocar bolas em todas as caçapas da mesa eleitoral. Quer mostrar que, seja no partido que estiver, sua liderança acontece.

Reação

Em Xanxerê, berço de sua liderança, a entrada de Merisio no PSDB já produz baixa. O vereador Wilson Martins, prata do partido para 2020, azedou. Ele, ferrenho opositor do prefeito Avelino Menegolla, já rasgou a filiação. Embora seja tucano, sua liderança nunca mostrou força de construção partidária.

Opaco

O vereador sai do PSDB sem deixar um histórico de construção partidária. Quer ser candidato a prefeito e deverá ir para o PL do ainda presidente Jorginho Mello. Lá, possivelmente, vai sofrer resistência de Renato Muniz, ligado ao senador. Wilson tem personalidade politicamente evasiva e inconstante. Se sair, terá desafio de entradas.

Causa

O PSD de Xanxerê deverá sofrer as baixas ligadas a Gelson Merisio. O ex-deputado vai esvaziar por osmose. A intenção é não fazer movimento para desidratar a antiga sigla. Quem sair, tem iniciativa própria. Até porque, se for candidato em 2022, não quer fechar portas para entendimentos. O asfalto é de velocidade baixa para não atropelar. Um atributo que lhe é pessoal.

Aviso

Joares Ponticelli mandou um recado a Marlene Fengler de que, no primeiro dia após sua conquista de reeleição, vai colocar seu nome para governador em 2022. Isso quer dizer que, como foi com Paulo Bauer em 2014, vai produzir dobradinha com Napoleão Bernardes. Nesta lógica, o Progressistas fora de Gelson Merisio.



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