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Entrevista | João Amin diz sonhar em ser prefeito, comenta sobre Merisio e analisa Bolsonaro e Moisés

Por: Marcos Schettini
29/11/2019 15:51 - Atualizado em 29/11/2019 16:00
Rodolfo Espíndola

Promessa política de uma das famílias mais tradicionais de Santa Catarina, João Amin está no segundo mandato de deputado estadual. Com as bênçãos dos pais, Esperidião e Angela, o filho mais velho do casal diz ter sonho em ser prefeito de Florianópolis. Em entrevista ao jornalista Marcos Schettini, falou sobre Gelson Merisio, elencou prioridades da capital catarinense, fez uma leitura sobre 2020 e mostra-se feliz no aguardo do nascimento de sua primeira filha, Maria Alice, fruto do casamento com Ana Gequelin.

Marcos Schettini: Com a saída do vereador Pedrão do Progressistas, a deputada Angela assume o desafio?

João Amin: O PP de Florianópolis enfrenta um dilema que na minha visão é positivo. Temos três, se não mais, nomes como candidatos em potencial à Prefeitura de Florianópolis. A minha ponderação é que o nome fosse decidido com base em critérios, entre eles colocação em pesquisa e capacidade de aglutinar apoios. Eu me mantenho leal ao PP sendo candidato ou não.

Schettini: Qual a possibilidade de o senhor disputar a Prefeitura de Florianópolis no ano que vem?

João Amin: Eu sou um deputado estadual reeleito e com um histórico de trabalho pela cidade. Em qualquer outra cidade catarinense isso me colocaria como um virtual candidato a prefeito, portanto é justo que meu nome apareça como uma possibilidade. Claro que uma pretensão como esta exige diálogo para viabilizar uma candidatura competitiva e é nisso que eu trabalho. Eu tenho esse sonho e espero um dia realizá-lo.

Schettini: Há quem diga que a baixa de Gelson Merisio rumo ao Progressistas foi com suas digitais. O que há de verdade nesta ida e volta?

João Amin: O ex-deputado Gelson Merisio é um político de envergadura e, consequentemente, o único responsável pelas suas iniciativas. Transferir-me uma responsabilidade como essa é no mínimo insensato, mesmo porque ao longo dos últimos tempos ele transitou pelo PP sem maiores obstáculos e cercado de apoiadores. Votei nele nos dois turnos do ano passado por ser leal à escolha que o partido fez. Faço política deste jeito, em grupo e sempre respeitando o projeto que foi construído.

Schettini: Quem olha Florianópolis vê quais problemas a serem enfrentados?

João Amin: Na condição de Capital do Estado, não são pouco os problemas nem os dilemas a serem enfrentados em Florianópolis. Um dos pontos essenciais na minha visão é que a cidade precisa decidir o que quer ser. Metade da cidade deseja manter sua vocação turística com viés preservacionista e outra parcela deseja um desenvolvimento sustentável, porém sem entraves para novos empreendimentos. Enquanto tentarmos ser as duas coisas não seremos nenhuma delas. Acredito que essa é uma boa discussão para a próxima campanha.

Schettini: Neste primeiro ano de governo Moisés e Bolsonaro, o que é possível ver de bom ou ruim?

João Amin: Temos que dar o crédito do primeiro ano de mandato para o Bolsonaro e para o Moisés. No Governo Federal, vejo avanços importantes com as reformas da previdência e tributária. Uma equipe econômica qualificada. Temos que voltar a crescer e gerar emprego com urgência. Não podemos deixar que as brigas internas impeçam que isso se concretize. Nomes como os dos ministros Sergio Moro e Paulo Guedes são muito importantes e pilares fundamentais para o governo. Já no plano estadual, além das desavenças internas no partido do governador, uma série de equívocos atrapalhou este primeiro ano. Cito, como exemplo, o caso das isenções fiscais e a equivocada assinatura dos royalties do petróleo. Final do ano eu farei uma análise mais profunda.

Schettini: O que saiu da eleição de 2018 vai se repetir em 2020?

João Amin: Acredito que assim como em 2018, 2020 vai ser uma eleição com grande renovação. Difícil saber o tamanho, mas ainda teremos uma “onda”.

Schettini: Se o eleitor está exigindo mudanças, ela passa por qual estrada a partir das próximas eleições?

João Amin: A sociedade a cada eleição parece ficar mais politizada, então os discursos demagógicos tendem a perder espaço para os projetos com mais consistência e conteúdo.

Schettini: Como o senhor vê a chamada “Escola Sem Partido” e o feminismo condenado pelo bolsonarismo?

João Amin: Escola e universidade são lugares de liberdade de expressão e de debate, não cabendo doutrinação ideológica nem de esquerda nem de direita. Acredito que ninguém com bom senso seja a favor desse tipo de postura. O que vale é a pluralidade de ideias. O problema é que o assunto é usado com viés político, o que deturpa o seu real significado. Já sobre o feminismo, eu enxergo as mulheres cada vez mais empoderadas.

Schettini: É real afirmar que o extremismo é um conceito sem densidade ou ele veio para ficar?

João Amin: Extremismo sempre houve. O que acontecia é que os extremistas não se sentiam a vontade de se posicionar. Os últimos fatos políticos tiraram estes grupos de trás da cortina.

Schettini: O senhor casou recentemente. Família é base moderna, conservadora ou ela se molda conforme a história?

João Amin: Família para mim é base de tudo. Sempre fui muito ligado à família, temos uma família bastante unida. O casamento veio de forma natural e é o complemento de um momento especial em minha vida. Ainda mais agora que a Maria Alice está a caminho.

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