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Gean Loureiro pisa forte; A pressão da oposição e aliados; PSDB sob prova; Fidelidade não existe; Chapa Amin e Gigante Buligon; Amadores eleitorais perdem

Por: Marcos Schettini
09/12/2019 01:39 - Atualizado em 09/12/2019 10:09

Rinha eleitoral é um Vietnã

Só entra no terreiro quem pode brigar. Eleição não é lugar para amadores. Não precisa de academia para ganhar músculo, mas sondar as mentes brilhantes que, de fora, a tudo observam. Estar no jogo sucessório não precisa, necessariamente, estar sozinho. Em eleição ninguém é peça única. O debate começou e há movimentações visíveis para gerar especulações, e as invisíveis, aquelas que despertam estudos dos marqueteiros que vão ajudar ou atrapalhar. O exército de quadros por trás do candidato é extraordinário. Gigante Buligon e Udo Döhler, mesmo fora da eleição, estão acompanhados. Mário Hildebrandt idem. Clésio Salvaro também. Adeliana sabe o que faz, assim como Camilo Martins em Palhoça. Paulinho de Bombinhas, Gean Loureiro ou Joares Ponticelli. Volnei Morastoni, em Itajaí, ou Wilson Trevisan em SMO e ainda Antídio Lunelli, em Jaraguá do Sul, estão treinados e não têm medo de adversários. Faz parte do jogo político ter ousadia. Todos eles, sem exceção, têm apenas respeito. A vantagem é que eles, vietnamitas, conhecem o terreno melhor que os americanos.


Suor

O indiciamento do prefeito de Florianópolis foi o alto do final de semana. O super dezembro que Gean Loureiro está realizando, uma bazuca que havia preparado antevendo seu novo calvário, deu a ele desafio duplo. Agora, mais que se manter, sabe que será atacado para não ter fôlego até as eleições.

Ferradura

A coletiva que concedeu logo após ser indiciado foi rápida para reafirmar sua inocência. Isso também era esperado pela oposição que, pela força de sua administração, com obras até na Copa da Figueira da Praça XV, está incrédula que este novo abalo ofusque sua busca da reeleição. O prefeito da Capital vai aumentar o trote.

Crédito

Gean Loureiro tem uma boa poupança junto à população pelas obras que realiza. Este super dezembro, explosão de inaugurações que todos os dias tira-o mais cedo de casa e deixa a esposa com saudade à noite, envolve seu trabalho em tempo integral. É uma espécie inédita de multiplicação de ações. Vai ter abalo, mas sem susto.

Precavido

O prefeito sempre soube que seria levado novamente à tortura. Dirige uma capital brasileira e, portanto, sangue frio. O grito do vereador Afrânio Boppré pedindo seu afastamento para ganhar eco no TRF-4, chega fraco nestes tempos de esquerda aos farelos. PSOL é como a barriga vazia que habla, mas não parla. Hoje é só um charuto para a oposição.

Movimento

Fora das paredes da prefeitura, os adversários antecipam o carnaval para buscar luz de mais este episódio pró retomada em outubro. Dentro, os aliados barganham para apertar o governo municipal a afrouxar pedidos. Sendo isso do jogo eleitoral, Loureiro sabe a rota a traçar. Ele tem o mapa de desconstrução dos ataques recebidos.

Verbo

Mais que ter seu nome indiciado, é a motivação que carrega. O prefeito de Florianópolis demonstra a energia de ser filho da terra que administra e que, pela coletiva, mostrou-se confiante na interpretação do eleitor. Vai usar a própria fala para dizer direto ao cidadão, olho no olho, cara a cara. A máquina vai energizar.

Fábula

A Polícia Federal é uma entidade que impõe o respeito que demonstra, mas não está acima da Justiça. Esta frase não dita pelo prefeito do Democratas expressa, em tese, uma nova lâmina em seu pescoço neste momento de construção da torre de controle. A mesma que monitora junto aos aliados. Agora seu objetivo é manter o voo até outubro.

Ele

Se João Batista Nunes foi personal stylist naquele prende-solta em junho passado, é agora que está nele a exigência de nova performance. O vice-prefeito poderia se contaminar no pedido de Afrânio Boppré de afastamento do titular para, se beneficiando diretamente disso, sentir o cheiro oportunista da Cadeira municipal. O tucano joga na solidariedade pelo parceiro de chapa em via única.

Desenho

Uma forma clara de sua fidelidade ao titular seria uma possível candidatura de Vinicius Lummertz pelo tucanato ilhéu. João Batista Nunes lideraria, em demonstração de força, uma debandada plena de quadros do PSDB contra a atitude. Ligado a Marcos Vieira, o deputado estadual seria o líder subliminar desta manifestação de desembarque.

Miúdo

Geovania de Sá levou em suas asas para o Congresso do PSDB em Brasília no sábado, Gelson Merisio, o novo tucano que teve sua ficha assinada por João Doria, o anfitrião que abriu as portas do Palácio Bandeirante em SP. O evento, sem FHC, Geraldo Alckmin ou Zé Serra, mostra a ilha que o governador de SP assumiu.

Fora

Marcos Vieira não foi ao Congresso do PSDB e, na sexta, ao contrário de estar em Brasília caindo nos debates, se reunia com Marcio Sander, por quase duas horas, para chamar ele em direção ao ninho. Vai dar suporte e apoio para que construa seu traçado rumo a outubro. O vereador e secretário de Desenvolvimento não declina da disputa a prefeito.

Mexendo

Com a eleição de Jonas Bringhenti para presidir o Progressistas de Chapecó e atrair Esperidião e Angela, Silvio Dreveck e prefeitos como Antonio Plínio de Castro, de São José do Cedro, para prestigiar o evento, o vereador Dr. João Rosa, do PSB, lançou a dupla Amin e Gigante Buligon ao governo em 2022.

Provocação

Gigante Buligon, sorrindo, já se percebe em qualquer majoritária nas estaduais de 2022. Ter Esperidião liderando a cabeça não assusta sua liderança. Com Gean Loureiro buscando a reeleição e carimbando o repeteco, também olha aquela eleição. O prefeito de Chapecó terá que fazer seu sucessor para se observar nesta jogada.

Então

Ao sentar à mesa com Carlos Moisés, tomar um vinho e peixe temperado a gosto, Gigante Buligon flerta com o governador olhando sua liderança dentro do PSL. Nem tão perto que não se afaste, nem tão longe que não se aproxime, quem vai dizer os passos a serem dados é a eleição de outubro, que vai mostrar a força da Casa d’Agronômica.



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