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Entrevista | Pinho Moreira avalia Moisés, elogia Gean e diz que Colombo é o responsável pela recuperação da Hercílio Luz

Por: Marcos Schettini
16/12/2019 12:53

Quase um ano depois de entregar o comando do Estado para Carlos Moisés, Eduardo Pinho Moreira diz que revê conceitos, descansou e está mais próximo da família. Analisou os cenários em Santa Catarina e no Brasil, parabenizou a gestão de Gean Loureiro em Florianópolis e diz que sua relação com o deputado Luiz Fernando Vampiro está fria. Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, o ex-governador de Santa Catarina também falou que o atual governo não deve querer a paternidade da obra de conclusão da ponte Hercílio Luz e se disse orgulhoso por conhecer os 295 municípios catarinenses.

Marcos Schettini: Como o senhor avalia o governo estadual neste 1° ano?

Eduardo Pinho Moreira: Rotineiro, com bom uso das redes sociais e superlativando o que de bom herdou, como por exemplo: crescimento da receita e controle das contas, criminalidade em baixa, menor desemprego no Brasil, melhor destino turístico, maior doação de órgãos, etc... Como não há oposição, navega em águas calmas, até porque os equívocos não são explorados. Até quando? Não sei.

Schettini: O que aquele efeito eleitoral de 2018 trouxe para Santa Catarina e para o Brasil?

Pinho Moreira: O efeito evidente foi a mudança, claro que mais sentido no Brasil porque o Bolsonaro está fazendo o que dizia, mas com arroubos desnecessários que tiram o brilho de ações positivas. Mas os seguidores gostam e é isso que o mantém animado. Não é um homem brilhante, mas poucos teriam a coragem de fazer, e esse é seu mérito. Em Santa Catarina, Moisés não é fruto das suas ideias, até porque eram desconhecidas, mas sim do fator 17 e do mal encaminhamento das coligações e candidaturas dos partidos tradicionais. Então é esperar para ver.

Schettini: O governador acumulou polêmicas ao defender impostos e evitar diálogo. Este método dá certo?

Pinho Moreira: O governador recebeu a confiança dos catarinenses, então pode e deve colocar em prática o que acha certo. Claro que o diálogo sempre deve prevalecer numa democracia. Como já está exercendo em plenitude a política, no futuro será julgado por suas decisões.

Schettini: Como Gean Loureiro saiu do MDB, qual é o nome do partido para disputar a prefeitura?

Pinho Moreira: Gosto do Gean, da sua capacidade de trabalho, das suas intenções administrativas e por isso pedi que não saísse do MDB. Nosso partido ainda não tem nome para disputar a eleição na Capital.

Schettini: A aproximação entre Dário Berger e Esperidião Amin tem qual reflexo em outubro?

Pinho Moreira: Não sei dessa aproximação e acho pouco provável, mas respeito e acho importante que se unam no Senado na luta por Santa Catarina.

Schettini: Qual a nota que o senhor dá para o Governo Gean Loureiro?

Pinho Moreira: Como cidadão que mora em Florianópolis aprovo integralmente sua administração. Faz tempo que a capital não vivia clima de tantas realizações. Nota alta, 9.

Schettini: Depois da disputa pela presidência do MDB, o senador Dário Berger esfriou total as atividades do partido. Acabou?

Pinho Moreira: O Dário é importante no MDB e é indiscutivelmente uma das mais expressivas lideranças. Sua militância é necessária e estimula nossas bases. Pelo que sei recuperou-se totalmente e estivemos juntos na reunião da associação de prefeitos e vices há 2 semanas.

Schettini: O senhor também deu um tempo. O que mudou?

Pinho Moreira: Depois de 16 anos intensos percorrendo Santa Catarina, como vice-governador, governador e presidente estadual por 9 anos, era necessária essa parada. Rever conceitos, atualizar-me, descansar, cuidar da família e da vida, mas em nenhum momento deixei de acompanhar os fatos: tua coluna é umas das boas fontes.

Schettini: Algumas lideranças importantes não vão à inauguração da ponte Hercílio Luz. Por que o boicote?

Pinho Moreira: A ponte Hercílio Luz será um marco importante para SC. Confesso que eu não era um entusiasta em 2011, mas entendi e respeitei a decisão do governador Raimundo Colombo, esse sim o grande responsável pela recuperação. Não sei quem não irá, mas o atual governo recebeu tudo em ordem, com recursos garantidos e será um grande erro querer a paternidade dessa obra.

Schettini: Neste momento, qual sua relação com o deputado Luiz Fernando Vampiro?

Pinho Moreira: Esfriada. Não me pergunte por que, também não sei.

Schettini: Qual é seu protagonismo na eleição do ano que vem?

Pinho Moreira: Participarei onde for convidado. Posso ajudar porque é muito raro o município onde não existe ação administrativa ou política com minha participação. Me orgulho de ser um dos que conhece todos os 295 municípios de Santa Catarina.


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