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Cifra Econômica | Cobrança da Cofins, trabalhos temporários e programas sociais

Por: Daniel Ribeiro
09/03/2017 09:41 - Atualizado em 10/07/2020 11:27
Cobrança da Cofins

Uma reportagem do jornal Folha de São Paulo da última segunda-feira, 06/03, revela que o governo Temer planeja fazer a reforma tributária em três etapas. Na questão relativa ao PIS/COFINS, o PIS ficaria à frente, já com mudanças a partir deste mês (março) e a COFINS a partir de junho. As mudanças viriam por Medidas Provisórias, para acelerar a entrada em vigor do novo regime.

Segundo ainda dados da reportagem, a PIS representou em 2016, 4% da arrecadação do governo federal. Já a COFINS, representou 16%. Governo acredita que com as mudanças o PIB poderia crescer até 5% em valor num prazo de dez anos.

A alteração no PIS/COFINS é considerada uma catástrofe para as empresas do setor de Telecomunicações e de Tecnologia da Informação. No segmento de Telecom, as empresas calculam um prejuízo superior a R$ 2 bilhões por ano. Já o segmento de tecnologia da informação prevê o desaparecimento de um em cada cinco postos de trabalho.

Trabalhos temporários

A retração econômica vivida nos últimos meses fez com que milhões de brasileiros perdessem seus empregos, o que forçou muitos a buscarem alternativas para continuarem pagando suas contas. Uma pesquisa divulgada na terça-feira (7) pelo Serviços de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelou que 37% dos profissionais desempregados recorrem a trabalhos temporários para se manter neste período.

Em seguida, estão ajudas financeiras de amigos ou familiares (37%) e o seguro-desemprego (10%). Entre os trabalhos temporários encontrados por profissionais desempregados , os mais comuns são serviços gerais (18%), revenda de produtos (15%) e serviços de beleza (11%). Apesar de uma parcela considerável realizar trabalhos informais, a maioria (56%) afirma que está sendo difícil de encontrar até mesmo este tipo de serviço. Apenas 6% dos entrevistados consideram fácil arrumar os famosos bicos.

Programas sociais

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou na quarta-feira (8) que o governo federal pode cortar o orçamento de programas sociais, além de investimentos, caso a proposta de reforma da Previdência não seja aprovada pelo Congresso.

"Certamente vai ter que ser cortada muita coisa, programa social, investimento [se a reforma da Previdência não for aprovada]", disse Meirelles em evento promovido pela agência de notícias Bloomberg, em Brasília.


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