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DENTRO DO BAIRRO

Maioria dos brasileiros presenciou ato de violência contra mulher no ano passado

Pesquisa Datafolha mostra que 66% dizem ter visto uma mulher sofrer violência física ou verbal
Por: LÊ NOTÍCIAS
09/03/2017 09:59
Mulheres ainda são alvo frequente de violência mesmo dentro das próprias casas (Foto ilustrativa: Felipe Giachini/LÊ) Mulheres ainda são alvo frequente de violência mesmo dentro das próprias casas (Foto ilustrativa: Felipe Giachini/LÊ)

País – O dado revelado por uma pesquisa do Datafolha é assustador. Entre três brasileiros, dois dizem ter presenciado algum tipo de agressão contra mulher dentro do próprio bairro no último ano. Encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a pesquisa foi divulgada neste Dia da Mulher e evidencia que 66% das pessoas presenciaram ameaças, agressões e humilhações; já 51% dos entrevistados viram mulheres sendo vítimas de ofensas ou abordagens desrespeitosas de homens no meio da rua. Do montante, 46% presenciaram xingamentos, humilhações e ameaças às companheiras ou ex-companheiras.

Outras situações apresentadas aos entrevistados também foram flagradas, como a de homens brigando ou discutindo em razão de ciúmes de uma mulher (44%), a de mulheres da vizinhança sendo ameaçadas por companheiros ou ex-companheiros (37%), a de mulheres sendo agredidas por eles (também 37%) e a de meninas e moças da comunidade agredidas por parentes - pai, padrasto, irmão, entre outros (30%).

Para a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, os dados mostram que a violência contra a mulher está enraizada e naturalizada. "Faz parte do cotidiano e muitas vezes não mobiliza energia de mudança. Passa a ser um dado do cotidiano. Mulheres são vítimas de agressão, ponto. A questão é: como mudar isso? Como mudar a gramática dessas relações sociais?"

AUMENTO DA VIOLÊNCIA

Para 73% dos brasileiros, houve um aumento da violência contra a mulher na última década. Isso ocorreu para 70% dos homens e para 76% das mulheres. Só 7% acreditam que houve uma diminuição.

Para Samira Bueno, essa percepção tem a ver mais com a sensibilidade para o tema, que é maior hoje, que com um aumento dos indicadores efetivamente. "A gente tem a Lei Maria da Penha, em 2006, a do Feminicídio, em 2015, e o protagonismo que o movimento de mulheres tem exercido nos últimos anos tem colocado o tema na agenda. Ele passa a se tornar prioritário. Os índices dos mais variados tipos de violência contra a mulher são altíssimos, mas não necessariamente cresceram nos últimos anos, só passaram a ser objeto de atenção muito tardiamente", afirma.

A PESQUISA

Os dados foram colhidos pelo Datafolha entre os dias 9 e 11 de fevereiro deste ano. Foram ouvidas 2.073 pessoas – sendo 1.051 mulheres – em 130 municípios, incluindo capitais e cidades do interior, em todas as regiões do país. A margem de erro para a amostra nacional é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.


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