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Douglas Borba na corda bamba; O endereço de JKB; Deputados estaduais sendo deputados; Sindifisco parou

Por: Marcos Schettini
15/01/2020 15:22

A fiscalização parou

Parabéns a Carlos Moisés pelo desserviço em favor do fisco. Em guerra contra os fiscais de SC por tirar deles a ferramenta de trabalho, conseguiu paralisar as atividades. Ao decidir não mais pagar os agentes para desenvolverem o que é crucial contra a corrupção e a sonegação, ontem os servidores pararam de executar a função. O secretário Paulo Eli vai sentir os efeitos de não ser o porta-voz mais próximo do governador a se sensibilizar com a causa que ele, também, conhece melhor que todos. O Sindifisco, liderado por Zeca Farenzena, afirmou que o Estado para de pagar salários em julho. Sabem o que diz porque conhecem o terreno. A PRF parou um caminhão em desacordo, acionou os agentes, mas não puderam dirigir até a fiscalização. Não tem carro, nem motorista para levá-los às denúncias. O aplicativo Garupa é um patético recurso de condução que não funciona e o governo insiste. O povo catarinense vai pagar caro. Moisés está completamente errado ao bater de frente com quem pode lhe dar solução. Em seis meses a Administração paralisa. É o fantasma dos tempos de Paulo Afonso Evangelista Vieira, três folhas atrasadas, assustando novamente.


Outro

Um novo pedido de impeachment está sendo elaborado por um advogado e deverá ser protocolado na semana que vem. O que se sabe, desta vez, o documento vai atingir as chamadas férias de Carlos Moisés. O governador, nesta tese, não poderia passar o controle do Estado quando está dentro do país.

Pois

Carlos Moisés vê à sua frente a insônia que o momento produz. Ele, então distante do chamado ser político, agora vai ter que assumir este fantasma. Afirmando-se técnico, ele recebeu o governo tomando o tradicional banho de hidrante que imaginava proteger-se. Vendo-se anti-político, começa agora sua existência. O sonho acabou.

Carinho

Quando se faz de indiferente, não convidando Raimundo Colombo para o evento de reinauguração da Hercílio Luz, foi exatamente aí que mora o perigo que vive. Ligado a Julio Garcia, tanto o ex-governador quanto o presidente da Alesc são criação de Jorge Bornhausen. Agora, quem diria, vai ter que mudar o foco.

Real

Julio Garcia nunca foi chamado para aqueles banquetes e boates na Casa d’Agronômica como os mais chegados das 11 vozes que Moisés tem dentro da Alesc. Luiz Fernando Vampiro, nada a ver com o sobrenome, morde bem este espaço. As marcas no pescoço do Estado, antes do ulyssista, agora vai se estender aos demais. O parlamento tem 40 membros. Ana Campagnolo já aderiu para o tropeço.

Sangue

Se Luiz Fernando Vampiro é o quadro que pode assumir a liderança do governo, Carlos Moisés vai ter que oferecer seu pescoço a quem de fato morde, mas não mata. Ele vai precisar olhar para o Cofre e para a Alesc mais rápido que a tramitação do processo de impeachment. Se não sabe, tem que ser já. Vem antes do início dos trabalhos na Casa.

Lembrete

Mais que estar caminhando a passos lentos em direção ao cadafalso, o governador sabe que a forca está sendo montada. Não precisa ser tão rude com os Poderes paralelos como assim mostrou até agora ao ignorar suas existências. Quando fez assim com todos, é agora que vai sentir o tamanho da cortesia que deixou de mostrar. Acorda Moisés, a corda.

Rota

Para ter os votos suficientes para não receber o bilhete de passagem de volta a Tubarão, Moisés vai ter que subir o Monte Sinai e conversar com JKB. Ele é a fonte de consulta que o presidente da Alesc se alimenta. A vida de sucesso político que Julio Garcia conquista, nasce daquelas orientações. Se o governador não sabe quem são seus vizinhos na Beira-Mar Norte, vá ao Google Maps.

Pesca

Se o marido de Késia está em férias, vai precisar pescar um peixe espada para se defender no inferno do impeachment originado no aumento salarial dos procuradores. A isca ideal para isso é Paulo Eli, o bacana secretário da Fazenda que pode abrir o Cofre e fechar a cassação. Os deputados estaduais têm muitos parceiros Estado afora para dar satisfação.

Então

Se Raimundo Colombo teve pedidos de impeachment ignorados, foi devido à proteção da Mesa da Casa. Lobo não come lobo, passou. Mesmo que tenha feito promessas um tanto fora de alcance como o Afundam, foram os prefeitos que, enganados, viraram as costas em 2018. Com Carlos Moisés é o contrário. SC é o 4° em arrecadação do país. Não precisa mais argumento.

Salvos

Tudo o que os deputados precisavam é um processo de impeachment como um oásis nestes tempos de seca. Atravessaram o duro deserto de 2019 com a total indiferença de Carlos Moisés. Douglas Borba, o versátil a ser provado, vai à Alesc e visita apenas os seus próximos, desviando-se dos demais gabinetes com um lenço tapando as narinas. Agora mudou.

Ele

Como Douglas Borba foi vereador e viveu as agonias daqueles sufocados momentos em que o prefeito podia abraçar, mas ignorava, sabe que na Alesc é proporcionalmente igual. Como sabe o ritual da missa, responde a cada manifestação do padre. Entende que, para comungar, precisa pagar os pecados no confessionário. O ritual já começou.



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