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Cortes errados

Por: LÊ NOTÍCIAS
10/03/2017 10:54 - Atualizado em 10/03/2017 10:54

Que a educação regular no Brasil não é a prioridade que deveria ser não é surpresa para ninguém. Imaginamos então a situação das escolas especiais que peregrinam a planejar ações internas para arrecadar dinheiro e oferecer o básico aos seus alunos. É um constante risco de oferecer atividades a crianças, adultos e idosos num dia e fechar as portas no outro. A Apae de Chapecó é exemplo de instituição que ligou o alerta vermelho e revelou nesta semana o cenário desolador enfrentado pelo grupo, pais e alunos.

A organização chapecoense anunciou que melhorias na instituição serão reduzidas por falta de recursos. A direção, que vive uma das situações mais delicadas de sua história, informou que verbas oficiais e de campanhas são insuficientes para o custeio. E não é para menos. Com despesas médias de quase R$ 100 mil por mês, o presidente Leandro Ugolini precisou agir para que a corda da inadimplência não lhe asfixiasse. Se assim fosse, as centenas de famílias que dependem do ensino da Apae de Chapecó ficariam desamparadas.

Não tem Pedágio do Carinho que resolva quando o Governo não arca com suas responsabilidades com a educação que, num País que diz visar pelo desenvolvimento e bem-estar de seu povo, deveria vir no topo de suas obrigações. O Fundo Social, através da lei Júlio Garcia, também não impede a possibilidade de crise e, para evitá-la, a retração nos investimentos foi o único caminho. O Fundo repassou pouco mais de R$ 300 mil para a instituição no ano passado, montante que dividido chega a cerca de R$ 26 mil por mês. O valor teve queda de aproximadamente R$ 80 mil quando comparado a 2015. E para este não há previsão, pois depende da arrecadação estadual. Assim não tem mesmo como respirar. Que produto ou serviço baixou de valor no último ano? Nem mesmo as caixas de sorvete compradas pelo Governo Federal, que causaram indignação neste começo de ano, não foram compradas a preço inferior que o cotado em 2015.

Este mesmo Governo Federal, Prefeitura de Chapecó e convênio para atendimentos no SUS ajudam a manter a instituição, mas são insuficientes para que a Apae preste o serviço que está disposta a oferecer para a comunidade. Com o corte em melhorias, os projetos de nova piscina com acessibilidade; instalação de aquecimento solar, troca de lâmpadas para led e instalação de novo para-raios ficarão engavetados até que a situação melhore. Quem perde? Todos, inclusive o Governo, pois o País demonstra que vive intenso retrocesso de valores e princípios.


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