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Moisés duvida; Premiê pula da Nau; PIB e economia sintonizados; Orquestra anti-impeachment; Gigante e Paulo Hoeller internacional

Por: Marcos Schettini
22/01/2020 12:52 - Atualizado em 22/01/2020 12:53

Quem viu, sabe!

Gigante Buligon e Paulo Hoeller lançaram ontem à noite o livro “Chapecó e Medellín, Unidas para Sempre”. Nele, dá uma narrativa viva do cenário de terror pessoal e ternura solidária que marcou aquele sinistro dia e suas consequências na vida de todos. Leve no texto, chama o leitor a ser transportado a um lugar em que há de mais valioso na existência do Homem: humanidade. A palavra traz os valores de que, só se é algo, quando o outro o é. Que o sorriso que marca a vida, pode ser interrompido pela violenta ganância do lucro. Que pessoas são vistas como um mercado e não irmãos. Que mesmo na fria realidade do que viu na crua cena, o amor entre povos nasce no deserto da indiferença. O ser humano é amor, embora conduzido ao ódio. Que a vida é um fogo que o vento macabro do egoísmo força apagar e reacende. O calor que Gigante sentiu em um estádio cheio de desconhecidos de velas e luzes de celulares acesas, explodiu seu peito angustiado. Por quê? Perguntava-se silenciosamente sem resposta. Entre o Céu e a Terra mistérios são incompreensíveis. Quando chegou por lá naquele dia, os irmãos latinos sempre levados ao raciocínio preconceituoso de Nação Narco, foram vozes de uma oração que um prefeito, acompanhado de dúvidas, viu-se protegido. Ao voltar ao lado dos que foram, trouxe uma Colômbia inteira para sua gente. E o mundo conheceu um time. O time de respeito no gol, dignidade nas laterais, ética na defesa, compromisso no meio campo e unidade no ataque.


CUIDADO

Carlos Moisés avalia a questão do impeachment como algo que será superado mais pela falta de clima que necessariamente razões de cassação. Estaria no mesmo efeito inocente de Dilma Rousseff que, por bem menos, acreditou. Seus aliados criaram o chamado bordão “Não Vai Ter Golpe” e deu no que todos sabem. Pode levar, por isso, o Oscar em Hollywood pela novela.


OXIGÊNIO

No próximo 03 de fevereiro Moisés vai ver que seu Cajado, que foi capaz de bater na pedra e fazer jorrar votos para uma missão desmerecida de levar seu povo à terra prometida contra a velha política, pode sim deixá-lo morrer afogado no gelado mar do impeachment. Embora seja campeão de mergulho em apneia, pode ser insuficiente manter-se vivo com a reserva de ar que acredita ter.


HISTÓRICO

Os deputados do PSL que debandaram recentemente, estão esperando como lobos com seus caninos à mostra. Ignorados por Moisés e seu premiê Douglas Borba, passaram fome e sede sob o frio de um relacionamento que viveram em 2019. Da base partidária, foram vistos chorando nos corredores da Alesc, esquecidos como Macaulay Culkin. Aprenderam a sobreviver.

REVERSÃO

Os advogados do governador estão preparando a defesa que, em tese, é mais que conhecida. A questão aí não é o conjunto da obra, como foi o inferno vivido por Dilma Rousseff, mas a soma de todos os erros. A frieza, arrogância, prepotência e indiferença que Moisés deu aos deputados, são os temperos usados sobre seu assado na volta aos trabalhos.


ESTRANHO

A questão do pedido de cassação é martelo no prego. Uma batida fulminante ou, à conta gotas, insistindo até chegar ao fim. Neste caso, vai ter que tirar o seu modo arrogante e prepotente de tratar as pessoas. Pensa que o numeral saído das urnas é suficiente para evitar a queda. Se isso ocorrer de verdade, seu eleitor de 2018 vai procurar no Google quem é o escolhido à moda Dilma.


RECADO

O premiê de Biguaçu é uma escola de concentração de Poder. Talvez seja isso que o mundo de Carlos Moisés seja tão pequeno. Douglas Borba é um excelente quadro para seu projeto pessoal rumo ao Tribunal de Justiça. Dentro do coletivo que o cerca, sua atitude é vista como a antecipação de que o comandante da Nau SC já está afundado.

LONGE

Embora a maioria dos presidentes de entidades pouco estão preocupados com o desfecho do impeachment, a arrecadação vai bem e Moisés não tem nada a ver com isso. O peso está no competente Paulo Eli e a atuação fiscal dos servidores mesmo que, diante da relação fria entre Fazenda e Sindifisco, a máquina funciona com governador ou não.


ENTÃO

O distanciamento do chamado PIB do impeachment é um perigo para o Centro Administrativo. Como relevante parte da sociedade não sabe quem é Moisés, ao votarem no candidato ligado a Jair Bolsonaro, se ele cair ou não, tanto faz. Nesta lógica, o amadurecimento da cassação pode evoluir nesta tangente frieza coletiva. O governador agora é refém.


SINFONIA

Para amenizar seu início de calvário bem antes da festa de Momo, Moisés precisa parar com as boates de final de semana e fazer o baile ideal para o casal Vênia e Erário da Silva dançarem a valsa tocada pela orquestra Fod As Eanov Ap Olit Ica. O nome é complicado, mas todos no mundo enrolado no impeachment entendem bem e gostam do arranjo.


CHEIRO

Se tem algo que os Poderes gostam muito é de um entendimento subliminar. Talvez o premiê de Biguaçu não tenha entendido muito bem o cenário novo em que se encontra. É melhor lembrar dos tempos em que era do baixo clero. Sabia, naquele tempo, que o pirex vazio diz tudo e imediatamente nada. Agora, no papado, sabe que é preciso passar o incenso nos gabinetes.



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