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Moisés faz cerveja e ignora impeachment; Julio Garcia joga a Mesa na decisão; Daniela Reinehr perde; Prefeitos esquecidos

Por: Marcos Schettini
28/01/2020 00:57
Mauricio Vieira/Secom

Alô, alô Marciano

Os prefeitos dos 294 municípios de SC, a exceção de Tubarão, nunca ouviram falar de Carlos Moisés ou Daniela Reinehr. Acostumados a escutarem aquela programação brega do sertanejo universitário, uns chegaram até a imaginar que eram uma dupla destas que escutavam. Em Guatambu, no Oeste, um chegou até olhar no Google e só dava 17. Quando viu, a urna foi lá e garantiu a pesquisa. Passados 12 meses da posse, a dupla vencedora rompeu entre si. Os chefes municipais não ganharam nada, não receberam visita nem foram recebidos, nem telefonema, telegrama ou mensagem de WhatsApp, nada. Mesmo assim, sabem que o governador toca violão, é mestre-cervejeiro, assobia, dá show em eventos, é promoter de boate e trabalha 3 dias por semana. Querem fazer o mesmo que ele antes da eleição. Procuram o alienígena para lhes ensinar como, mesmo com tudo isso, fica de pé e não cai no impeachment e também têm oposição na Câmara. Não sabem fazer tudo que o marido de Késia faz. Mas já que está dando certo para ele, imaginam que pode dar para cada um deles em outubro. Época de eleição.


ASSUMIU

O autor do pedido de impeachment de Carlos Moisés, enfático ao ler o conteúdo da peça entregue por Douglas Borba, lembrou que, mais que claro, o que apresentaram foi a evidência da cassação. Ralf Zimmer Júnior lembrou que a defesa apresentada é mais do mesmo, negando o inegável. Afirmando que, em tese, o que antes era omissão dolosa, passou a ser dolo, por encampação.


REAL

Hoje pela manhã o presidente Julio Garcia recebe uma leitura mais leve e, amanhã, máximo, o parecer pleno. Depois disso, vai deliberar. Bem antes da comissão processante instruir o feito, ouvindo nossas testemunhas e diligenciando conforme devidamente postulado e fundamentado, vai jogar para a Mesa da Casa a avaliação em conjunto.


TREVO

O governador, com a cabeça pousada no vão da guilhotina, vai às redes e mostra que está produzindo cerveja, Indian Pale Ale, como que se estivesse no pódio da unanimidade positiva. Nem aí com o que pensam os demais, vai dormir tranquilo com a cabeça na língua do leão. Sem clima, vai ver Julio Garcia encaminhar a peça defensiva na brecha do arquivamento.


POÉTICO

O inquilino d’Agronômica fazendo cerveja é como abraçar o porco espinho. Nem aí com a repercussão, sendo ele mesmo, repassa para o premiê a missão que está, de fato, na diplomacia de Julio Garcia. Douglas, neste caso, só entrega o Sedex porque, o documento que poderia ser levado por outro, no final tem o efeito da boa vontade do presidente da Mesa.

RESPONSABILIDADE

O presidente da Alesc vai entregar aos sete membros da Mesa o destino de Carlos Moisés. Julio Garcia, Mauro De Nadal, Rodrigo Minotto, Laércio Schuster, Altair Silva, Nilso Berlanda e Padre Pedro, podem parar a tramitação. A questão não é a improbidade, mas o clima. Aquele conjunto da obra que, por bem menos que o marido de Késia, Dilma caiu.


LIVRE

Vai ficar por destino o Tribunal de Contas e o Ministério Público de SC. As duas instituições podem dar seguimento à leitura que, nelas, chega Gatorade de limão. Moisés toma e volta à condição de mestre-cervejeiro da Casa d’Agronômica porque, lá, agora com a maturação da IPA, pode ter tempo suficiente para retomar os embalos de sábado à noite.


LEVE

Como tem na decisão coletiva da Mesa sua permanência no Centro Administrativo, o governador decifra a política. Nem ele, muito menos o premiê de Biguaçu, teria condição de barrar os argumentos do impeachment. A festa de Momo e a Imolação do Cordeiro, eventos pagão e religioso, ideais para beber Pale Ale, ajudou a atirar o foco da cassação.


SOLTO

Agora Moisés está de mãos dadas à primeira-dama com ambos passeando nos jardins da Casa d’Agronômica. Aquela residência que, pela vontade do deputado Jessé Lopes, já poderia estar à venda na imobiliária Brognoli. Tranquilo e longe da decapitação, sua cabeça se volta às atividades de deixar Paulo Eli, Douglas Borba e Jorge Tasca trabalhar por ele.


MELANCOLIA

Daniela Reinehr, opositora declarada ao titular, até olhou para o impeachment já vendo-se alçada. Depois de JUlio Garcia jogar o pedido de arquivamento para a decisão da Mesa, a vice dormiu vice e acordou como. Até sonhou em trocar lençóis e fronhas, a gosto, no quarto principal da Casa d’Agronômica. Volta à realidade quando receber a triste notícia de permanência.


ACORDE

Carlos Moisés, em dó maior, oferece a Daniela Reinehr, mulher da lavoura, a poesia de João Cabral de Melo Neto, no violão. Interpretado lindamente por Chico Buarque em “Funeral de um Lavrador”, diz a ela "Esta cova em que estás, com palmos medida, é a conta menor que tiraste em vida. É de bom tamanho, nem largo nem fundo, é a parte que te cabe deste latifúndio". O tropeço do impeachment, faz festival.


DEFENSIVA

Depois de retomar o controle, o governador vai olhar para outubro. Flertando com várias lideranças, delas Gigante Buligon em Chapecó, Wilson Trevisan em SMO, redutos ligados à Gelson Merisio, Moisés vai mirar sua mangueira para Tubarão, Balneário Camboriú, São José, Palhoça, Blumenau e Lages. Este último, na antessala de Raimundo Colombo.



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