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Profissionais da Unochapecó esclarecem dúvidas sobre o coronavírus

Por: LÊ NOTÍCIAS
04/03/2020 10:37
Divulgação/LÊ Uma das principais formas de prevenção e higiene é lavar as mãos Uma das principais formas de prevenção e higiene é lavar as mãos

Na última semana, chegou ao Brasil o coronavírus, doença que se espalha pelo mundo desde o fim do ano passado. Até o momento, já são dois casos confirmados em São Paulo e mais de 480 suspeitos no país, além de cerca de 90 mil confirmações pelo mundo. Com os números divulgados pelo Ministério da Saúde aumentando, é normal que a população se preocupe. Porém, não é preciso entrar em pânico, basta seguir medidas simples de prevenção, como explicam os professores da Unochapecó.

Mas, antes de tudo, é fundamental conhecer esse vírus. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o COVID-19 faz parte da família coronavírus, com outros tipos já conhecidos pela medicina ao longo dos anos. Periodicamente, eles desenvolvem algumas mutações e acabam passando de uma espécie animal para os seres humanos, semelhante ao que acontece com a influenza, o popular vírus da gripe. "Isso aconteceu com a MERS, no Oriente Médio, e com a SARS, no sudeste asiático. Agora, esse coronavírus mutou e migrou de morcegos para seres humanos", explica a médica infectologista e professora da Unochapecó, Carolina Ponzi.

Como a população nunca foi exposta ao COVID-19, profissionais da saúde ainda estão tentando entender como ele se comporta em diferentes ambientes e temperaturas. Até o momento, a OMS confirmou que a transmissão pode ocorrer por meio de gotículas respiratórias. Ou seja, através de tosse, espirro, aperto de mão ou contato com superfícies contaminadas. Na região Sul, especialmente, Carolina afirma que existe outra possibilidade de contágio: o chimarrão. "Em tese é possível, porque o vírus é de transmissão respiratória e você passa de boca em boca um instrumento com saliva".

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

De acordo com a médica, as principais medidas de prevenção que devem ser adotadas são cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. Isso pode ser realizado com a mão, um lenço ou até mesmo com a manga da camisa. Além disso, também é importante manter os ambientes abertos e arejados, para que o ar circule, e lavar as mãos constantemente.

Para uma boa higiene das mãos, o álcool em gel é um importante aliado. "Ele é útil, mas preferencialmente deve estar associado com a lavagem frequente das mãos com água e sabonete, seguindo o protocolo de lavagem. Palma e dorso das mãos, entre os dedos, abaixo das unhas, polegares e punhos", explica a coordenadora do curso de Farmácia da Unochapecó, professora Adriana Gasparetto Soletti.

Como o vírus é recente, não existem medicamentos ou vacinas próprias para o tratamento. Apesar da existência de diversos estudos, a criação de uma vacina não é um processo rápido. No caso da Gripe A, que atingiu o mundo em 2009, por exemplo, a vacina só começou a ser aplicada em 2010. "Assim como criar um medicamento, o desenvolvimento de uma nova vacina exige muitos ensaios para garantia de eficácia e segurança para a população, e claro que para respeitarmos essas exigências mínimas, é necessário tempo, sendo esse difícil de estimar", acrescenta Adriana.

No entanto, o início da campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada pelo Ministério da Saúde para o dia 23 de março. De acordo com a também médica infectologista e professora da Unochapecó, Arlete Rech, apesar da vacina não ser efetiva contra o coronavírus, protege contra a influenza e também ajuda os profissionais a diagnosticarem o COVID-19 mais rapidamente. "Se a pessoa aparecer com algum sintoma viral e ela foi vacinada, isso já diminui o leque de opções para investigação. Assim, você pode direcionar para o coronavírus ou outra doença".

CORONAVÍRUS EM CHAPECÓ

Na tarde de segunda-feira (02), Chapecó registrou os primeiros casos suspeitos da doença. Duas mulheres que retornaram da Itália apresentaram sintomas e já estão sob monitoramento. Mas vale lembrar que não há necessidade de pânico. "Não tenho dúvida que o vírus chegará na cidade, mas nós temos condições de enfrentar isso porque todos os anos lidamos com a influenza e as medidas de prevenção são exatamente as mesmas", salienta Carolina.

A disseminação da doença ocorre rapidamente, por isso, caso apresente tosse, febre e falta de ar, é importante seguir algumas recomendações. "Tem que consultar imediatamente e, inicialmente, a pessoa deve ficar em isolamento domiciliar. Ela não deve ficar em um hospital, a não ser que tenha sintomas mais graves", aconselha Arlete.


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