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Coronavírus X Eficiência; Sem unidade, todos perdem; Menos salto e mais diálogo; O erro de fazer sozinho; Chega de falsidade

Por: Marcos Schettini
17/03/2020 00:00 - Atualizado em 17/03/2020 00:09

Poderia ser genérico, mas é camelô

Bom em fazer cerveja e shows musicais, o governador acha-se convencido de que vai mesmo repetir o ocorrido em 2018 no cenário de 2022. Forjou ser do lado do presidente da República, imaginando-se atrás desta cera. O calor desvendou-o. Se o impeachment derrubado por Julio Garcia salvou-o, não consegue vender mais originalidade que o demonstrado até agora. Sua capacidade de comandar SC não tem nada a ver com seu jeito bacana de ser. De fato é um homem íntegro, pai presente, gastrônomo, sommelier dos melhores e trabalha quando quer. Privilégio para um, em milhões. Se é educado e tem uma singularidade sem cópias, na questão de pulso, está com ele aberto desde a posse. Não porque errar é da humanidade, mas por rejeitar opiniões. Seu orgulho e soberba, demonstradas na inauguração da Ponte Hercílio Luz, onde não citou seus anteriores, mostra muito de sua já reconhecida personalidade. Precisou o coronavírus aparecer para ele, também, surgir.




TARDE

Depois de tanto falar que está sendo tardia as manifestações do governo em ignorar os demais Poderes para buscar ações em comuns contra o coronavírus, Carlos Moisés chamou ontem entidades, Legislativo e Judiciário para discutir caminhos.


CEDO

A represa, segurada à mão pelo governador nesta ineficiência, cedeu às urgências. Sem levar os Poderes para ações em comum, ela explode sobre o Estado sem que os demais possam ter tempo suficiente para oferecer atenção. Foi tarde, mas em tempo.


TEMPO

O governador fez chamamento para a Fecam e entidades de classe porque o torniquete apertou seu pescoço. O coronavírus já está presente desde o dia 26 de fevereiro com o 1° caso e, agora, passa dos 234 às 17h de ontem. Ou seja, evolução suficiente para Moisés ter se antecipado.


RAPIDEZ

Bem diferente de Carlos Moisés, o prefeito Gean Loureiro e Julio Garcia, presidente da Alesc, mexeram forte. O primeiro em ações e decretos ainda na quinta-feira passada, e o Legislativo mandou fechar a Casa. O governador, ao chamar todos para discutir, chega completamente atrasado.


TUDO

Deve, mais que uma radicalização, fechar tudo imediatamente. Vai ficar os ônibus públicos que, provavelmente mais à frente, igualmente. Não existe medida paliativa. Ou se é brusco, para que ninguém seja pego por surpresa, ou mais adiante não vai se ter tempo suficiente.

ZERO

Parabéns aos péssimos serviços de comunicação do governo que, amarrados à vontade pessoal do governador, não têm a iniciativa necessária nestes tempos de terror e ignorância no modo eficaz de combate à doença. Estão, amarrados, à disposição da iniciativa pessoal de Carlos Moisés.


PÉSSIMO

Como é militar, com cacoete de dispensar opiniões contrárias, Carlos Moisés insiste em se comunicar pelas redes sociais achando que a Chiquinha e o Bastião têm acesso ao Twitter, reduto que usa muito. Imagina ser ideal para sustentar seu distanciamento sempre demonstrado.


COMUNICAÇÃO

Era o momento de o governo chamar a imprensa, os órgãos representativos da comunicação estadual para armar uma estratégia. Pensa, equivocadamente, que no pedestal onde se encontra, é capaz de dar a fina estratégia combatente. Por ser militar, não aprendeu nada na academia.


CERTO

O secretário Douglas Borba, ainda lúcido por ser o único com histórico eleitoral, lembrou que todos trabalharam incansáveis durante todo o final de semana. Era só o que faltava ficarem na Casa d’Agronômica assistindo à derrota do Avaí no empate com o Concórdia.


PLACAR

Os estádios ficarão fechados como as decisões do Paulistão. Isso, neste momento ruim do Avaí, de Amaro Lúcio da Silva, ajuda a estancar a goleada que o coronavírus tem dado no governo estadual. Moisés deve, de fato, ser do Alto. Os humanos não entendem sua mensagem.

SANTO

Dizer que foi escolhido de Deus para governar SC, é mais uma frase típica da Idade Média que o marido de Késia utiliza para justificar sua inalcançável presença no sagrado altar da Casa d’Agronômica. De fato, é difícil entrar naquela residência do cidadão catarinense para ser abençoado. Todos que o digam.


SOCORRO

Mais que perder sua base, batendo à porta de vários gabinetes para suprir sua incapacidade de diálogo, trocando três vezes de liderança do governo, Carlos Moisés não tem nenhum argumento capaz de dar a ele o 3° turno de credibilidade atual. SC não tem protagonismo nenhum.


DESCULPAS

Tem pavor da imprensa, imaginando tolices que sua trupe, que o elegeu, incutiu em um cérebro despreparado. Carlos Moisés é um governador despreparado e distanciado. Por isso que, neste terror vivido com o coronavírus, se mexeu atrasado. Como bombeiro, deveria estar em alerta.


ELES

A Acaert, ADI, Adjori e ACI, os quatro cavaleiros de armadura para ser os soldados da guerra contra este inimigo silencioso, invisível e mordaz, foi completamente ignorado pelo governador. Enquanto outros colegas seus conjugam país afora, Carlos Moisés trabalha via Twitter. Como é que vai dar certo?


ÚLTIMO

Todos os governantes que passaram pela Cadeira do Estado, colocaram SC na linha de frente dos debates. Quando participa das reuniões com os demais chefes estaduais, Moisés fica à sombra, com palpites do tamanho de seu raciocínio e infinitamente menor que o merecido pelos catarinenses.


ACORDA

Não dialoga com os Poderes, com a imprensa, entidades, tem um secretariado fraquíssimo que, duvida-se, tenha quem no Estado cite, cinco deles, sem olhar no Google. Há 16 meses no comando, pensa que seu modo militar equivocado de ser, vá convencer novamente a sociedade.



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