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União de iguais

Por: LÊ NOTÍCIAS
16/03/2017 09:54

Impedir o retrocesso nacional por meio da união entre os trabalhadores e sindicatos atraiu milhares de pessoas às ruas em diversas cidades do País na manhã de ontem. Com cartazes, uniformes do trabalho e de mãos dadas, os profissionais atravessaram avenidas e clamaram pela manutenção dos direitos trabalhistas antes conquistados e que agora correm o risco de serem cruelmente arrancados da legislação brasileira por uns poucos que, infelizmente, parecem deter todo o poder.

Pelo menos 23 capitais e o Distrito Federal receberam manifestantes, entre elas a Capital do Oeste, Chapecó. Numa região marcada pelo culto ao trabalho acima, até mesmo, da Educação e da Saúde; em que a competitividade quase que sangrenta impera; e os diversos preconceitos são escrachados dia a dia entre os iguais perante a Constituição, trabalhadores de diferentes frentes parecem ter entendido a importância da harmonia e unidade.

É só falar em reforma da Previdência que o pânico toma conta da maioria de mortais que dependem ou, se tudo der certo, dependerão dela mais adiante. Na Getúlio Vargas, principal avenida chapecoense, pelo menos dois mil manifestantes seguiram em procissão até o prédio da Previdência Social. Com saída da Praça Coronal Bertaso, homenageado que não iria gostar nada do que presenciou hoje, os trabalhadores mostraram estar atentos ao que acontece do outro lado do País, mas decidirá também o futuro deles e de seus próximos.

As faces pintadas camuflaram as rugas de homens e mulheres que se esforçam e, mais do que os braços e o cérebro, entregam o sangue e o suor em prol do tal progresso. Por traz da profissão, cidadãos com companheiros e filhos que cada vez menos têm tempo para aproveitar a família, mas ainda não é o suficiente para o Governo.

O Brasil está entre os líderes na cobrança de impostos, tanto que a expressão popular “pagar até para respirar” começa a fazer sentido. Mesmo com tanto dinheiro rolando dentro das fronteiras, a má gestão do esforço público faz com que a arrecadação seja insuficiente e para “salvar a Previdência e os direitos do povo” seja preciso fazer bruscas mudanças. Para outros países isso é piada, para nós uma realidade a ser engolida. Mas nesta quarta-feira, os trabalhadores mostraram que não será tão fácil quanto o Governo pensou ou, no mínimo, pelo menos não sem luta.


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