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Memórias do Campo | Quaresma

Por: Luiz Dalla Libera
28/03/2020 18:17

A igreja, após sete semanas do primeiro tempo comum, entrou na quaresma, que é a preparação e recordação da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Este ano com o tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e com lema “Viu sentiu e cuidou dele”. Portanto, faz quase sessenta anos que a Quaresma foi pregada com os temas e lemas solidários, uns bem antigos. Eu me recordo com imitações semelhantes à deste ano, que devemos ser solidários com a vida e saúde do próximo, e com a nossa também, porque a vida é uma dádiva de Deus e ser solidário também. Será que nós, lide- ranças voluntárias de igrejas, tomamos o caminho do bom samaritano que consta no Evangelho de Lucas (10, 33 e 34), a nos dedicar na ajuda das pessoas necessitadas na vida e saúde?

A nossa vida com saúde depende de Deus, dos médicos, mas na maior parte depende de nós mesmos, por vários e muitos cuidados. Para termos uma vida longa, com muita saúde, dependemos muito dos políticos, com a Saúde pública. Eu até concordo que, atualmente, a saúde é melhor pelo SUS, porque há 40 ou 50 anos, não havia muita especialidades ou tecnologia na Medicina, aparelhos modernos. Hoje, as longas distâncias são encurtadas pelos atendimentos, como é o caso de Xanxerê, que é cidade de coração pelo grande atendimento de Cardiologia. No passado, para receber esse atendimento era necessário que os pacientes se deslocassem até Florianópolis ou até para outros Estados. Posteriormente, o mais próximo era em Chapecó.

Muitas vezes, criticamos o atendimento do SUS, porém os profissionais atendem com maior dedicação por outro lado, pelas políticas públicas de Saúde, pelo SUS. Ainda não é o SUS que merecemos, não sou eu que digo, quem diz é a mídia em geral que 30% a 40% de trabalho é só para pagar impostos, será que o povo brasileiro não merece um pouco mais de retorno para as políticas da Saúde? Se a vida é longa, concordo, muitas vezes não adianta um bom SUS, bons médicos e muito dinheiro, já vi casos de doença que dinheiro não faltava para alguns e foram até fora do Brasil para tratar a saúde, mas foram chamados por Deus bem novos.

Os nossos governantes municipais, estaduais e da União, muitas vezes são criticados porque não ajudam no carnaval, esportes, lazer. Eu entendo que não ajudam em verbas, mas ajudam com segurança, socorristas com ambulâncias, SAMU, etc. Enquanto as solicitações e pedidos para a saúde ficam em segundo plano, por uma vida de saúde, há muita exploração, não pelos profissionais de saúde. Há os curandeiros, carroceiros e benzedeiros, não que eu seja contra a uma benção. Qual é a pessoa que não levou uma criança para uma nona benzer? Eu também. aos padres peço as bênçãos, a fim de me proteger dos perigos. A benção é um bem de Deus, não um meio de ganhar dinheiro, os antigos diziam não se deve cobrar, porque a benção não vale.

Em relação ao xarope, no nosso tempo havia os benze- dores do “amarelão”, a anemia, com reza hoje é mais usado o xarope de ervas, tudo bem! Mas que não seja um valor de exploração, isso acontece também nas religiões que curam, seja elas A, B ou C, e depois pede a puxar a brasa no seu assa- do. Nós, lideranças, será que somos como o bom samaritano ou somos egoístas?

Recordo-me na área rural em 1980, Nereu, o meu pai, após vários meses de enfermidade, porque era bem na época do plantio, tivemos muita ajuda dos bons vizinhos na lavoura. Também à noite vinham duas pessoas, cada noite ficavam pela madrugada adentro, não eram uma ajuda, era uma entreajuda, porque quando as famílias tinham graves problemas de doença, convocavam a sociedade para ajudar, as mulheres ajudavam nos serviços domésticos, o principal era lavar roupa no tanque, lavado à mão. Bem me lembro, antes da doença do falecido pai, nós ajudamos muito outras famílias necessitadas em geral, sem esperar retorno e dizíamos a exemplo do bom samaritano, “é melhor, ajudar do que ser ajudado”.


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