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Delivery é uma alternativa em tempos de pandemia de Covid-19

Por: LÊ NOTÍCIAS
29/04/2020 09:09
Divulgação/LÊ Estratégia do setor de alimentação fora do lar deve permanecer na rotina dos consumidores Estratégia do setor de alimentação fora do lar deve permanecer na rotina dos consumidores

Pizza com sabores trocados, hambúrguer gourmet com o ponto da carne errado, porção de batatas fritas encharcadas de gordura e marmita de comida brasileira com ingredientes frios são situações pelas quais nenhum consumidor de delivery deseja passar. A pandemia do novo Coronavírus alterou drasticamente os hábitos de consumo da população mundial e na área da alimentação fora do lar a entrega dos produtos na residência ganharam cada vez mais adeptos e foram aliados das empresas para enfrentar a crise econômica provocada pelo isolamento social.

O novo hábito do delivery deve permanecer na rotina dos consumidores. Antes desta crise nem todos os estabelecimentos usavam aplicativos de entrega ou disponibilizavam esse serviço, contudo o distanciamento social e o não atendimento ao público motivaram os empresários a aderirem como alternativa de mitigar os impactos financeiros. Estudos revelam que o consumidor mudará ainda mais os hábitos depois dessa pandemia e os estabelecimentos precisam estar preparados para corresponder com os novos anseios do público.

“Os estabelecimentos estão preparamos para continuar atendendo o delivery com a retomada das atividades? Há estrutura e profissionais para absorver essa demanda? Quais os canais o consumidor utilizará para chegar às empresas de alimentação fora do lar? Essas são reflexões necessárias para os empresários do setor que almejam inovar e manter seus clientes, pois a experiência oferecida em casa deve ser semelhante ou muita próxima da proporcionada no estabelecimento”, analisa a engenheira de alimentos com especialização em gestão da qualidade e consultora credenciada ao Sebrae/SC, Larissa Somenzari Raiser, ao reforçar a importância de rever o preparo dos alimentos e considerar o tempo de deslocamento para entrega.

Segundo Larissa, o consumidor estará cada vez mais exigente com a qualidade, além de estar atento e muito vigilante com sua segurança. “Dificilmente as pessoas permanecerão muito tempo no estabelecimento, pois priorizarão a menor exposição possível em ambientes propícios à contaminação em função do fluxo de visitantes. E, os estabelecimentos precisam ser ágeis para entregar as solicitações rapidamente. Aliados a esse novo cenário terão de reduzir custos internos, evitar desperdícios e melhorar os controles de operação”, comenta.

As boas práticas de fabricação, o zelo redobrado na manipulação dos alimentos e as medidas de segurança para evitar o contágio do novo Coronavírus farão a diferença no setor. De acordo com Larissa, os estabelecimentos devem redobrar a higiene, transmitir orientações claras aos colaboradores e oferecer todas as medidas de proteção aos seus clientes. “É fundamental que as boas práticas sejam exercidas por todos os funcionários e não apenas da cozinha. Em caso de algum manipulador apresentar sintomas respiratórios deve ser imediatamente afastado para não ter contato com alimentos e a equipe se organizar para atuar normalmente, sem aquele integrante”, alerta.


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