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Vieses e consensos | Bolsonaro mandando bem, Moisés nem tanto

Por: Ralf Zimmer Junior
29/04/2020 15:35
Peterson Paul/Secom

Ao publicar ato de “sem efeito” da nomeação do Delegado Federal RAMAGEM para a Diretoria da Polícia Federal, Bolsonaro recua e esvazia a acusação contra si de busca de aparelhamento da PF para blindar filhos de investigações. Moisés, com escândalo do pagamento antecipado de um contrato de 33 milhões reais para aquisição de ventiladores, complica-se mais ainda.

Com a saída de Moro, sob alegação que resolveu se exonerar na medida em que o presidente queria intervir politicamente na PF trocando diretor sem razão técnica, Bolsonaro ficou fragilizado, mesmo assim insistiu em nomear Ramagem para o cargo de diretor-geral da PF.

Contudo, instado, o STF decidiu que a troca de cargos estava a violar o princípio da finalidade. É dizer, formalmente o ato de nomear para cargos de confiança não basta a prerrogativa da autoridade, a nomeação não pode ter fins escusos. No caso concreto, entendeu o ministro do STF, Alexandre, que havia sim interesse indevido em dita nomeação.

Surpreendeu, contudo, a atitude inteligente de Jair de voltar atrás dessa troca de nomeações. De um lado, mostra-se humilde em recuar, e de outro rápido em refazer as melhores estratégias, eis que esvazia assim a acusação de Moro, e evita o que poderia virar num processo sólido de impeachment.

Ponto para Jair, sob todas as perspectivas.

Já Moisés, após o imbróglio recente que tinha envolvido seu governo na contratação de uma empresa para fins de fornecimento de equipamento para um Hospital de Campanha em Itajaí, que acabou culminando na anulação do contrato por indícios de irregularidades, meteu-se em mais outra polêmica.

A questão agora diz respeito à compra de aparelhos respiratórios, com pagamento adiantado, a uma empresa que há a possibilidade, há quem diga, ser de fachada.

De uma forma ou de outra, Governo Moisés vai apresentando dificuldades na lida com a legalidade.

Não bastasse isso, pautado para o dia 4 de maio, no TCE, o julgamento da “verba de equivalência” da PGE, tida por ILEGAL pelo corpo técnico da Corte de Contas, de modo que se mantido esse entendimento pelos julgadores, o Governo Moisés se agrava mais ainda, já que esses fatos embasam um pedido de impeachment judicializado, ora sob os auspícios do Egrégio TJSC.

Enfim, nessa semana fortalece com agilidade e inteligência estratégica de Bolsonaro no seu governo, ao passo que Moisés vê abalada a credibilidade de seu governo em SC.

Impeachment?

O futuro dirá!


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