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Entrevista | Presidente do Sindicato das Escolas Particulares defende retorno às aulas em SC

Por: Marcos Schettini
13/05/2020 17:25
Plínio Bordin

Presidindo o Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe/SC), com cerca de 1.300 escolas, creches e universidades integradas, Marcelo Batista de Sousa analisa o ensino a distância em tempos de pandemia e observa a competência de professores na condução de um processo educacional neste período de excepcionalidade.

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, o presidente do Sinepe defendeu a abertura das unidades de ensino, tomando todas medidas necessárias recomendadas pelas autoridades sanitárias. Ainda, falou sobre escola sem partido, Abraham Weintraub e diz que a meritocracia deve ser incentivada no Brasil. Confira:


Marcos Schettini: Com a pandemia do coronavírus, qual tem sido o mecanismo adotado pelas escolas privadas?

Marcelo Batista de Sousa: Agilidade e eficiência no atendimento das demandas dos alunos e famílias. Essa tem sido a resposta das escolas, sem medir esforços para prontamente corresponder às exigências que a calamidade planetária nos impõe e com a velocidade que esses novos tempos reclamam. Os gestores vêm produzindo numa combinação de peças e ajustes de ferramentas pedagógicas, com tecnologia digital, para fazer funcionar toda a rede, que é integrada por 1300 escolas, de creches às universidades, onde estão matriculados cerca de 350 mil alunos. A necessidade tem gerado novas competências e assim a escola particular em SC vem atravessando esse período de excepcionalidade, que desejamos que seja curto.


Schettini: O ensino a distância limita o manuseio do conhecimento?

Marcelo: Absolutamente não! O que aparentemente é limitador, na prática é uma sucessão de descobertas. A escola particular, diante do inusitado da situação que a calamidade criou, vem se reinventando a cada dia. As ferramentas do ensino a distância nos proporcionam todas as possibilidades, e assim vem sendo feito com a colaboração dos professores, coordenadores pedagógicos e equipes de tecnologia.

Schettini: Fala-se muito no abate do valor das mensalidades. O que é correto?

Marcelo: Correto é cumprir as determinações legais e manter os pagamentos em dia, com foco no diálogo. Os órgãos de defesa dos consumidores, como Procon e Ministério Público, são enfáticos sobre a necessidade de se manter a vigência dos contratos entre escolas e usuários. Conceder desconto significa redução da qualidade e desemprego, o que ninguém deseja. O aluno é a razão da existência da escola particular e jamais sofrerá qualquer prejuízo.


Schettini: O Sr. vê o modelo de escola virtual ser ideal para formação acadêmica?

Marcelo: Nada até hoje criado substitui o contato pessoal entre aluno e professor. A formação acadêmica é resultado de um conjunto de ações, teóricas e práticas, que geram a desejada capacidade de projetar o futuro. Ouso dizer que a necessidade gera competência.


Schettini: Qual seria a diferença do ensino privado e do público neste momento e no futuro?

Marcelo: A escola particular faz a diferença por ser, dentre outras razões estruturais e circunstâncias, uma opção de livre arbítrio. Tanto no ensino governamental quanto no ensino privado existem virtudes e defeitos. Nós fazemos o melhor da nossa parte, cuidando com absoluto zelo nessa transposição das teorias educacionais de vanguarda.


Schettini: O coronavírus tem revelado um país destruído na Saúde e Educação. O que está errado e qual a solução?

Marcelo: O país tem diante de si a oportunidade de se recriar. O que importa agora é a mudança da situação que você se refere, e essa mudança é de princípios – mais do que práticas.


Schettini: O ministro da Educação Weintraub escreve errado e é ideológico. Serve para a função?

Marcelo: É uma pessoa íntegra e sem manchas de corrupção. Só isso já seria muito bom. Sua “ideologia” justamente combate a dominação ideológica historicamente existente no meio educacional.


Schettini: Weintraub defende o retorno às aulas presenciais mesmo contra a OMS e Unesco. O Sr. é a favor?

Marcelo: Diversos países estão retornando. Sou a favor do retorno às aulas, com a segurança que as autoridades sanitárias recomendam.

Schettini: A escola sem partido não é também uma ideologia que, no final, afronta o conhecimento?

Marcelo: Partidos e ideologias passam, a escola é permanente. O movimento escola sem partido surgiu para defender a escola, as crianças e jovens e se baseia em algumas poucas orientações. Quem discorda de que o aluno tenha que ser respeitado?


Schettini: Que país as novas gerações vão receber e qual o papel de cidadania?

Marcelo: Creio que não se trata de outorgar às novas gerações um novo Brasil, trata-se de incentivar a meritocracia. A questão é o que fazer para juntos podermos construir a melhor experiência, e a cidadania é exatamente isso. O interesse coletivo acima dos individuais.

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