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Previdência, presidentes e a politicagem

Por: Luiz Dalla Libera
23/03/2017 09:46 - Atualizado em 23/03/2017 09:46

Na última coluna escrevi relacionando o antigo carnaval e o atual. Hoje escrevo referente ao verdadeiro carnaval governamental, em especial aos atuais fatos que estão ocorrendo nesta época que estamos passando com o Governo Federal. Quem é que não está lembrado? Há um ano, as autoridades políticas só eram preocupadas com o impeachment e a derrubada da presidenta Dilma. Tudo bem, até que foi democracia e soberania, mas qual foi a melhora até hoje?! Esses dias escutei o comentário do jornalista Alexandre Garcia, onde ele falava que surgiram 400 mil empregos com carteira assinada. Tudo bem, ótimo, mas não disse quantas demissões houve. Hoje não se vê mais falar dos onze milhões de desempregados e nem que o brasileiro tem que trabalhar um terço do ano só para pagar impostos.

Quem iria adivinhar ou acreditar que hoje o governo está preocupadíssimo com a Reforma da Previdência? Ainda é cedo para criticar, mas será que vai ser uma reforma para beneficiar o povo trabalhador ou crucificar? Dia oito de março foi o Dia da Mulher. Parece que as mulheres no futuro vão receber um belo presente da Presidência e da Previdência: vão se aposentar com sessenta e cinco anos de idade independentemente do tempo de contribuição e nós homens também.

Uma pergunta faço aos nossos políticos. Quando as nossas autoridades políticas completarem sessenta e cinco anos de idade ou quarenta e nove de trabalho, quanto dinheiro já sacaram dos cofres públicos ou da Previdência? Sem contar depois os herdeiros com direitos vitalícios. Será que os pequenos trabalhadores tem que sofrer na mingua para manter os grandes vitalícios? Se o Brasil tem dívida é com os grandes gananciosos chupins, que exploram os humildes trabalhadores que não as fizeram.

COISAS QUE NÃO DERAM CERTO

Quem da minha idade não está lembrado do final da década de cinquenta? O desenvolvimento do Brasil acarretou dívidas e o presidente Juscelino Kubitschek mudou a capital do Brasil de Rio de Janeiro para a mais central Goiás (que hoje já é Brasília). Nada contra, como é o caso da capital do nosso Estado, que está no fim da ilha no litoral. Mas os governos passados criaram a Secretaria dos Negócios do Oeste, em Chapecó; e ultimamente criaram e decentralizaram o governo em regiões. Uns dizem encurtar distâncias, outros dizem cabides de emprego. Saber lá.

No início da década de sessenta iniciou, pelo presidente João Goulart, a construção da maior usina do mundo na época, a Itaipu. Os militares iniciaram a Rodovia Transamazônica. Isto tudo foram grandes progressos sim, mas também motivos de grandes endividamentos.

Quem não se recorda daquele grande herói e guerreiro brasileiro, o Tancredo Neves? Ele foi candidato a presidente nas Diretas Já. Ele falou em sua campanha: “não quero pagar a dívida brasileira com a fome e o suor do povo brasileiro”. Era época de regimes militares. Só existiam duas siglas políticas: Arena (dos militares e marechais) e o MDB (do povo trabalhador que nem tinha o direito de votar em governos estaduais e federais). Existiam senadores biônicos; os municípios das capitais e de fronteiras tinham eleições indiretas – em SC eram seis. Era uma vida muito dura. Uma verdadeira ditadura. Hoje, aqueles comandantes que exploram os humildes são os legítimos filhotes da ditadura.

Tancredo Neves foi eleito indiretamente pela grande maioria de parlamentares contra a ditadura. Ele era a esperança no provo brasileiro. Dias depois aconteceu foi grande o desespero no triste enterro.

DIREITO DE TODOS

Este colunista é um grande militante leigo da Igreja Católica e muitos falam: por que a Igreja se mete a falar de política? A Igreja não fala da politicagem, mas sim das políticas da defensão e não da política da ilusão e traição.

Consta em um evangelho que Jesus, aos doze anos, tinha desaparecido três dias dos seus pais. Quando seu pai e sua mãe o encontraram, ele não estava em alguma igreja ou templo honrado, mas sim junto com os doutores da lei. Ele os interrogava e fazia perguntas dos direitos da humanidade.


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