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Entrevista | Celso Maldaner diz que meta do MDB é eleger no mínimo 120 prefeitos e mil vereadores em SC

Por: Marcos Schettini
26/05/2020 16:47 - Atualizado em 26/05/2020 16:48
MDB Nacional

Deputado federal pelo quarto mandato, Celso Maldaner teve sua militância de décadas consagrada ao ser eleito presidente do MDB/SC há cerca de um ano. Com reconhecimento dentro da Câmara dos Deputados, o parlamentar utilizou de sua habilidade política para construir e preparar a sigla para as eleições de 2020, as quais defende que devem ser mantidas no dia 04 de outubro.

Afirmando ter percorrido 95% dos municípios catarinenses antes do início da pandemia, Maldaner concedeu entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini e disse que o MDB está motivado em todas as cidades de Santa Catarina. Ainda, lembrou que impeachment do governador Moisés e da vice Daniela só pode acontecer sob apoio popular e mobilização da sociedade. Falou também sobre Bolsonaro, troca de cargos importantes com o Centrão e radares nas rodovias federais. Confira:


Marcos Schettini: O que ocorre em Brasília não é um cenário de tropeços sobre outros?

Celso Maldaner: Infelizmente, não tivemos um discurso unificado. Agora que está caindo a ficha do presidente da República depois que a pandemia já deixou mais de 20 mil mortos no país. Tinha outras prioridades e não o coronavírus. Deveríamos ter um discurso unificado e esse radicalismo de extrema-esquerda e extrema-direita não é nada bom. Aos poucos, acredito que vamos passar por esta pandemia.


Schettini: O presidente se aliando ao Centrão é a demonstração de fragilidade do Executivo?

Maldaner: Foi tão combatida a velha política, que agora o centrão se aliou ao Bolsonaro para impedir impeachment e garantir uma segurança no Congresso Nacional. Vários partidos estão se unindo na base do Governo para evitar o impeachment. É uma pena essa troca de cargos importantes da República. Felizmente, o MDB não está mais participando do Centrão e não aceita cargos no governo. Mas tudo que for bom para o país, estamos propensos a votar a favor do Brasil.

Schettini: O MDB de SC decidiu por não entrar no Governo Moisés. Ele vai cair?

Maldaner: O MDB não participa do Governo Moisés desde o primeiro dia. Não somos governo, mas nossos nove deputados estaduais, nos quais depositamos nossa confiança, votam em tudo que é bom para Santa Catarina. O MDB vota a favor de Santa Catarina. Quando entender que tem que votar contra, como foi no caso da tributação dos insumos agrícolas, o MDB vota contra. O MDB é um partido independente, não aceitou indicar o líder do Governo e nem participa do Governo, mas é a favor de Santa Catarina. Sobre o governador, eu não acredito em impeachment juridicamente, mas sim num impeachment politicamente. Ou seja, vai depender da sociedade, não vai depender só dos parlamentares. Se vai acontecer ou não, vai depender do apoio popular e da mobilização da sociedade.


Schettini: O que o senhor pensa do impeachment? Chapa inteira?

Maldaner: Se vai ser incluída a chapa toda ou não, vai depender da sociedade, do apoio popular ou não. Se incluir a vice-governadora, aí precisa ser analisado juridicamente pelos parlamentares aquela questão do pagamento do aumento aos procuradores sem autorização legislativa, que é uma questão mais técnica. Caberá essa grande responsabilidade aos deputados estaduais.


Schettini: Qual é o efeito disso nas eleições municipais?

Maldaner: Eu acredito que o PSL terá muita dificuldade em Santa Catarina de cumprir a meta de eleger de 30 a 35 prefeitos. Muitos prefeitos foram para o PSL em função de recursos que receberam em favor de seus municípios, inclusive dois emedebistas, de Quilombo e de Jaguaruna. É mais o interesse por verbas municipais. Agora, com tudo o que aconteceu, com certeza o PSL terá muitas dificuldades em eleger prefeitos em Santa Catarina.

Schettini: Processo eleitoral em dezembro ou não?

Maldaner: Nós defendemos que as eleições devem ser no dia 04 de outubro. É praticamente uma cláusula pétrea, mexer na Constituição. A unificação seria interessante para não ter eleições a cada dois anos, mas neste momento eu vejo com muita dificuldade em função da pandemia. Eu ainda acredito que as eleições serão no dia 04 de outubro. É muito polêmica essa questão de mudança, dá um transtorno muito grande para mudar a data, seja para 15 de novembro ou 06 de dezembro. Para os prefeitos, na questão de transição, é muito ruim tanto para quem assume quanto para quem deixa o cargo. Ainda, fica muito em cima do final de ano para fechar as contas etc. Eu sou de a eleição ficar no dia 04 de outubro.


Schettini: O Sr. olha a majoritária de 2022?

Maldaner: O foco do MDB em Santa Catarina são as eleições municipais. Eu praticamente proibi de falar em 2022. Estamos fazendo conferências virtuais com as 36 coordenadorias regionais, realizando um grande trabalho, motivamos e mobilizamos o MDB em todos municípios catarinenses. Praticamente, visitei 95% dos municípios, não concluímos 100% em função da pandemia. Mas agora estamos trabalhando muito fortemente, visando na nossa meta que é eleger no mínimo 120 prefeitos e mil vereadores. Não abrimos mão disso. Estamos na antessala. Claro, 2022 será consequência natural de nosso trabalho. Mas isso vamos deixar para o ano que vem em diante. Agora a meta são as eleições municipais.


Schettini: As estradas federais estão cheias de radares. O que o cidadão ganha e perde?

Maldaner: Nós aqui no Extremo-Oeste não precisamos de radares, porque as estradas são esburacadas, principalmente a BR-163, entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira, que é uma calamidade. Estamos aguardando o Governo Federal anunciar os recursos, porque o trecho já foi licitado e será feito em concreto. Felizmente, o trecho entre Chapecó e São Miguel do Oeste está andando, através de um trabalho muito forte que fizemos no Fórum Parlamentar Catarinense. Eu, particularmente, sou contra radares. Tem que haver conscientização da população para respeitar as leis de trânsito.

Schettini: Qual é sua visão sobre as sessões virtuais? É a descoberta de uma tendência?

Maldaner: A pandemia apressou o trabalho virtual. Inclusive, sou relator da MP 927, onde regulamenta o teletrabalho. O que pode ser feito em casa, como questões administrativas, ou para pessoas que moram longe do local de trabalho, cada vez mais entra o teletrabalho. O comércio e o varejo vão sentir um baque muito grande, porque a tendência é compra pela internet. Vai ser uma realidade cada vez maior. Até as eleições estão sujeitas a serem virtuais. As redes sociais, Instagram, WhatsApp e Facebook fizeram uma transformação nas nossas vidas. A juventude adequa-se rapidamente e nós temos que usar de nossa disciplina para se aperfeiçoar mais. Isso vai ser a moda e o trabalho virtual vai se tornar uma necessidade da vida de toda sociedade brasileira.


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