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Entrevista | Minha dedicação é assegurar aos catarinenses um tratamento de qualidade nos hospitais que atendo, afirma Ricardo Camargo

Por: Marcos Schettini
31/05/2020 17:05
Divulgação

Médico formado há 18 anos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desempenha a Medicina nas áreas de Clínica Médica e Medicina de Família e Comunidade. Como servidor público municipal e estadual desde 2004, trabalha nos serviços de Clínica Médica do Hospital Florianópolis e do Hospital Governador Celso Ramos e na Unidade de Pronto Atendimento Norte em Florianópolis. Além disso, atua na administração da Unimed Grande Florianópolis, na auditoria do Sistema de Saúde.

Interrompeu sua carreira na docência da medicina como professor titular da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), docente de estágio e do internato do curso de Medicina da UFSC e preceptor do programa de Residência em Saúde da Família da UFSC para desempenhar dois mandados de vereador em Florianópolis (2009-2016).

Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, Ricardo Camargo comenta sobre seu momento político como membro da Executiva Municipal do Solidariedade da Capital e as eleições municipais. Usa seu conhecimento profissional para falar sobre a situação em que se encontra a contaminação da Covid-19 em Santa Catarina e seus reflexos nas administrações municipal, estadual e federal. Confira:


Marcos Schettini: Qual a realidade hoje da pandemia em SC?

Ricardo Camargo: A realidade hoje em Santa Catarina é de certa tranquilidade, muito pelas medidas de isolamento e distanciamento sociais criados pelas autoridades sanitárias, além do compromisso de cuidado do povo catarinense consigo próprio. Temos atualmente no estado uma taxa de ocupação de UTI, como de leitos de enfermaria relativamente baixa. Isso cria um desafio triplo: mantermos os bons resultados relacionados à pandemia, não descuidarmos do cenário escondido por ela que é a situação da saúde da população em relação aos outros problemas, além de encararmos os problemas de saúde advindos do impacto econômico negativo criado pela situação da doença.

Schettini: E em Florianópolis?

Ricardo: Florianópolis tem apresentado esses mesmos bons resultados em relação à pandemia que Santa Catarina, talvez até melhor, e muito se deve ao trabalho baseado em estudos técnicos e científicos da Secretaria Municipal da Saúde, a qual sou servidor. Esses estudos fizeram toda a diferença, Florianópolis foi a primeira capital a iniciar o distanciamento social, baixando curva de contágio. Mas da mesma forma precisa ter a responsabilidade de encarar os outros dois desafios que são os cuidados da saúde geral da população e lidar com os impactos econômicos negativos que irá refletir na saúde das pessoas.


Schettini: Qual é a saída para baixar a curva de contaminação e morte?

Ricardo: Com as baixas taxas de ocupação de leitos hospitalares e o relativo controle da pandemia em solo catarinense e em Florianópolis o desafio que se impõe neste momento não é necessariamente o de baixar mais a curva de contaminação e morte, mas sim, como equilibrar as medidas de controle de proteção dos cidadãos em relação à pandemia e os impactos na saúde da população advindos de toda mudança que o vírus impôs tanto do ponto de vista dos problemas de saúde já existentes, quanto à relação que o desemprego e a retração da economia irão impor na vida e saúde das pessoas.

Schettini: O presidente da República fala em cloroquina para a cura do coronavírus. É o caminho?

Ricardo: O presidente da República perdeu uma oportunidade ímpar de se mostrar um grande líder e unificar o país na luta contra o coronavírus. O Brasil precisava de unidade para que resultados negativos em algumas regiões do país, como São Paulo, Amazonas, Pará e Rio de Janeiro, não tivessem se tornando realidade. Ao contrário disso, Bolsonaro reiteradas vezes coloca sua preocupação com a situação econômica acima do cuidado com a vida dos brasileiros. Bolsonaro, que não é médico, insiste em liberar o uso da cloroquina para tratamento da Covid-19 e não dá importância para os estudos científicos que mostram que o remédio tem efeitos colaterais, como ataques cardíacos, cegueira, entre outros. A resposta do Brasil frente à pandemia deveria ser o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Se não fosse o SUS os resultados da luta do Brasil contra o coronavírus seriam terríveis. Em nenhum momento ouvimos o presidente defender nosso Sistema Único de Saúde, ao contrário, opta por atrapalhar, a exemplo da troca do comando do Ministério da Saúde.

Schettini: Hoje o Sr. está no Solidariedade, partido que teve um grande crescimento político na capital. Qual seu destino nas eleições municipais? Vereador ou prefeito?

Ricardo: O meu compromisso é de defender o programa que o Solidariedade vem construindo para Florianópolis. Um programa que em essência defende uma cidade mais saudável e que permita que os seus moradores busquem sua felicidade de forma integrada, coletiva e respeitosa. Se o nosso coletivo achar importante que eu participe do processo eleitoral, o farei com maior prazer, tenho experiência de dois mandatos de vereador na capital. A Executiva Nacional pede que nosso partido dispute candidaturas majoritárias nas maiores cidades brasileiras e também nas capitais. Para tanto me sinto apto junto com meus companheiros a trilhar esse caminho, temos recursos, tempo de TV e uma nominata de pré-candidatos qualificados e comprometidos com o partido. Mas o mais importante para nós é vermos nossas bandeiras sendo materializadas enquanto política pública em Florianópolis independentemente de quem estiver à frente desse processo, seja pessoa ou partido.


Schettini: O Solidariedade apoia Gean Loureiro, por que o partido quer disputar a majoritária?

Ricardo: Como disse anteriormente, essa possibilidade existe exatamente em torno de diretrizes partidárias e questões programáticas para cidade de Florianópolis. Entendemos que o prefeito Gean tem acertado em muitos aspectos, sobretudo no combate à pandemia e são nestes aspectos que residem o nosso apoio. Entretanto algumas outras questões também muito importantes para nós ainda estão sendo deixadas de lado. E o momento das eleições municipais é a oportunidade de repactuação de compromissos dos agentes públicos com a população. Temos proposições para o município que queremos aprofundar com o prefeito Gean Loureiro. Todavia é preciso dialogar com a sociedade para termos uma cidade melhor.

Schettini: Como o Sr. avalia o desempenho do governador Carlos Moisés no combate ao coronavírus?

Ricardo: O governador Moisés se elegeu na onda Bolsonaro e na onda do desejo por mudanças. Entretanto as mudanças propostas e geridas por ele não necessariamente foram para melhor. O governador tem pecado pela falta de habilidade política e isso se reflete nas ações do seu governo e que tem deixado muito a desejar. Sem contar as suspeitas de corrupção na Saúde, que é lastimável! Essa ausência de habilidade cria uma crise institucional entre os órgãos públicos e demais poderes. O que precisamos agora é de unidade e competência para o grande desafio de combater o coronavírus e atenuar suas consequências. Por isso, minha dedicação nesse momento de pandemia é assegurar aos catarinenses um tratamento de qualidade nos hospitais que atendo.


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