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Entrevista | Anna Carolina se diz cercada de grupo competente para disputar eleição em Itajaí

Por: Marcos Schettini
08/06/2020 16:32
Rodolfo Espínola/Agência AL

Importante liderança feminina do PSDB de Santa Catarina, Anna Carolina Cristofolini Martins recebeu 32 mil votos na eleição de 2018 e recentemente se tornou a primeira mulher da sigla a assumir uma vaga na Alesc, quando por 60 dias esteve no Parlamento em licença do deputado estadual Vicente Caropreso.

Nos meses de fevereiro e março, antes da pandemia, Anna Carolina representou Itajaí na Assembleia Legislativa com pautas sobre saúde e mobilidade, observando o cenário eleitoral na cidade portuária mais importante do Estado.

Na última eleição municipal, quando disputou a Prefeitura de Itajaí, fez 789 votos a menos que o prefeito Volnei Morastoni, o qual deve enfrentar novamente nas urnas este ano. Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcos Schettini, a pré-candidata a prefeita de Itajaí falou sobre amadurecimento político e apresentou alguns projetos que deve implantar caso seja eleita. Confira:


Marcos Schettini: Seu nome volta a disputar a eleição em Itajaí?

Anna Carolina: Sim. Sinto-me preparada para cuidar dessa cidade e, principalmente, de quem vive aqui. Os itajaienses são reconhecidos por serem trabalhadores e superarem desafios. Aliado a isso, temos uma cidade linda, mas com potencial econômico que precisa ser melhor explorado. Quero provar que é possível melhorar a qualidade de vida dos itajaienses e mostrar a todos o quão especial nossa cidade é.


Schettini: A Sra. saiu forte na outra disputa pela prefeitura. Qual a diferença de 2016 para 2020?

Anna Carolina: Destaco dois pontos específicos: o momento ímpar que vivemos com a pandemia e meu amadurecimento político de lá para cá. Naturalmente, quem ocupa cargo público ganhou mais visibilidade com a pandemia. E mesmo como adversária política, neste momento é preciso unir forças e colaborar no que for preciso para que possamos diminuir essa crise sem precedentes, mesmo sem colher os louros desse trabalho. Outra situação que teremos que repensar é de como chegar ao maior número de eleitores respeitando o distanciamento social. Para mim isso é um obstáculo, pois gosto de fazer campanha nas ruas, falando com as pessoas e aprendendo com elas. Será certamente uma campanha atípica para todos. Entender que devemos fazer política pensando num projeto para a cidade e não em um projeto de poder pessoal é sem dúvida algo que acredito e carrego comigo.


Schettini: Nas eleições de 2018 a Sra. foi a deputada estadual. Isso ajuda na busca pela cadeira de prefeito?

Anna Carolina: A campanha foi uma nova oportunidade para que as pessoas pudessem me conhecer melhor. E vejo isso como positivo, pois mesmo tendo concorrido estando afastada por dois anos do cargo público (era vereadora), fui a melhor aposta dos Itajaienses, sendo a candidata mais votada na cidade com larga diferença de votos do segundo colocado, (que era do governo). Além disso, disputei votos com mais de cem deputados que investiram em cabos eleitorais na nossa cidade. Só em Itajaí, mais de 22 mil pessoas se identificam com o nosso projeto e por conhecer as demandas dos meus eleitores, sei que estaremos juntos nesta eleição também.

Schettini: Todos afirmam que assumir uma prefeitura depois desta pandemia é loucura. Por quê?

Anna Carolina: Creio que seja porque a maioria das pessoas não consegue conviver com a instabilidade, mudanças e pressão. No meu caso, política é propósito e não consigo viver bem vendo quantas dificuldades absurdas que a administração pública impõe aos cidadãos e como o dinheiro público é gasto sem prioridade. A pandemia é um desafio para qualquer gestor, mas o obstáculo será menor para aquele que zela pelo dinheiro público, que tem planejamento, que é cercado por um corpo técnico e que se coloca no lugar das pessoas. Diante disso, sinto que não só eu, como o grupo competente que me cerca, estamos preparados para esse desafio em Itajaí.


Schettini: Quais são os seus desafios para Itajaí?

Anna Carolina: Precisamos fazer mais e melhor com menos investimento financeiro. Não esquecendo que teremos a obrigação de concentrar nossos esforços para melhorar o sistema de saúde e de planejar a retomada da economia de forma segura. Para isso estamos atentos ao que dizem os especialistas, acompanhando as medidas tomadas em todo o mundo e buscando usar a criatividade e solidariedade de todos nesse momento.


Schettini: A Sra. observa o que deste momento em Brasília?

Anna Carolina: Que popularidade não é tudo, pois pode ajudar a elevar alguém a um cargo público, mas não garante sua soberania ou respeitabilidade. Nossa democracia é nova e relativamente frágil. Viemos de muitos escândalos ao longo dos governos e nossa nação, infelizmente, ainda está dividida. Isso ficou evidente durante a pandemia que, diferente de outros lugares do mundo, acabou sendo motivo para disputa política - o que é lamentável. Acredito que, aos poucos, as pessoas deixarão rixas de lado e pensarão no que é melhor para o país. Hoje nosso problema é uma crise de saúde pública que virá seguida de uma crise econômica profunda. E nenhum desses dois problemas é exclusivo do Brasil. É algo que aconteceu no mundo inteiro e precisamos de maturidade para enfrentar esses problemas e ajudar nossa população.


Schettini: E aqui em SC com Carlos Moisés?

Anna Carolina: Achei um ato de muita coragem do governador em tomar rapidamente as medidas restritivas. Manteve firme o seu posicionamento mesmo diante da forte pressão popular e até do Governo Federal. Se foi o correto a ser feito no momento, a história contará. Infelizmente, o movimento político por causa do escândalo dos respiradores foi sentido nas ações de combate a pandemia e algumas atitudes lideradas pelo Estado entraram em descrédito também.


Schettini: A Sra. é a favor da cassação do governador?

Anna Carolina: Sou a favor da lei. Não tive acesso aos documentos e informações para fazer um pré-julgamento, mas acredito que a Alesc fará o que for correto e levando em consideração todos os reflexos da decisão, seja ela qual for, pois influenciará diretamente na vida de todos os catarinenses em um momento que deveríamos ter no mínimo estabilidade política.

Schettini: Ser mulher com maioria masculina na política ajuda em qual direção?

Anna Carolina: As pautas que envolvem somente o universo feminino são pouco abordadas no meio político. Só mesmo uma mulher para falar com fundamento de problemas vivenciado por outras mulheres e lutar até o fim para mudar esse cenário. E justamente por abordar temas até então esquecidos pelos homens, naturalmente seu trabalho recebe destaque.


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