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Transparência Criciúma

Nem precisou de tornado

Por: LÊ NOTÍCIAS
28/03/2017 08:58

Xanxerê é exemplo para Xaxim. Não é somente com Chapecó, a cidade grande do Oeste, que Xaxim tem muito a aprender. Quando se trata de feira com foco no agronegócio – maior potência catarinense – a Festa Estadual do Milho (Femi) nos serve mais como modelo do que a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de Chapecó (Efapi), que está alguns passos à frente que o evento xanxerense e alguns quilômetros adiante da Feira Industrial Comercial e Agropecuária de Xaxim (ExpoXaxim).

Na manhã de ontem (27), o prefeito Avelino Menegolla reuniu dezenas para anunciar o presidente e vice da Femi, que ocorre no ano que vem. Desde já, Cristiano Toffolo e Oscar Martarello carregam a responsabilidade de dar ao evento a grandiosidade que ele conquistou. A programação ainda não foi divulgada, mas com o anúncio dos nomes as comissões de trabalho começam a se formar. Certo é de que em poucos meses saberemos o que, mais uma vez, Xanxerê terá para apresentar ao Estado.

Ainda mais certo do que o retorno da Femi é a capacidade de superação que Xanxerê possui. Depois do tornado que atingiu o município em abril de 2015 não foi possível, por razões óbvias, realizar a Feira no ano passado. Diante do cenário desolador, que ainda não foi totalmente revertido, alguns líderes teriam desculpas para, por décadas, guardar o fôlego e deixar a Feira pra lá. Mas não foi assim com Menegolla. Numa demonstração de entusiasmo e pensamento grande, ele começa a delinear o caminho que, mais do que nunca, deverá ser abraçado pelo País.

Enquanto isso, em Xaxim, não tem nem sequer boato de que a Expo municipal volte. O município teve fôlego somente para duas edições – em 2010 e 2012. Com público de até 50 mil visitantes e expectativa de R$ 20 milhões em negócios, a Expo Xaxim foi notícia no País. No site do Canal Rural, na matéria sobre a Feira xaxinense – publicada em 2012, consta que “Xaxim é a terceira cidade do Estado que mais arrecada impostos no agronegócio. Além disso, é o maior produtor de carne por metro quadrado do mundo”. Mesmo com tamanha visibilidade e resultados aparentes, a terceira edição nunca aconteceu. Os gastos com estrutura e o baixo retorno municipal foram apontados pelo então presidente da Aciax, Cristiano Furlanetto, como empecilhos para a realização do evento em 2015.

Conforme Furlanetto, na época o então prefeito Idacir Orso teria pedido para que a entidade se responsabilizasse pela Feira, mas garantiu apoio financeiro e de pessoal. O problema é que o montante seria de apenas R$ 350 mil, o que não cobriria nem 40% dos gastos. Assim, a luz apagou-se. Cabe agora ao Lírio, que tem fôlego natural de prefeito em início de mandato, dar sequência à ação que já mostrou ter dado resultados.


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