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Aos superiores

Por: LÊ NOTÍCIAS
29/03/2017 09:17 - Atualizado em 29/03/2017 09:18

Não há outro propósito da vida terrena se não a evolução do ser, mas parece que poucos compreenderam isso. Enquanto a massa está preocupada com modernos sistemas de automação industrial; rotinas produtivas cada vez mais intensas; e em pendurar diplomas em cada uma das paredes do escritório ou do lar, a humanidade padece. A descartabilidade do homem deveria ser assustadora, mas a cegueira não está nos deixando ver. Os padrões imperam cada vez mais e “a imagem e semelhança de Deus” só é defendida nas missas de domingo. Nem mesmo dentro da igreja alguns dos fiéis cessam suas críticas. É a roupa, o peso, os cabelos. Tudo os incomoda, pois mais vazia do que a bolsa da senhora sentada à frente é a alma daquele julga; daquele que esqueceu sua humanidade e tornou-se parte do montante de zumbis que habitam a Terra e nos rodeia no trabalho, na faculdade, no lar, na sociedade como um todo.

Só o vazio existencial explica tamanha falta de empatia, línguas tão afiadas e punhos comumente cerrados. O ruído social é enorme, afinal o que não faltam são carroças circulando vazias. O barulho é ensurdecedor. Adoece não só os ouvidos, mas a alma daquele que escuta. Prova disso é a investigação que está acontecendo em Florianópolis para apurar caso de injúrias raciais e racismo cometidos por mulheres contra negros e imigrantes haitianos num grupo de WhatsApp. Nossos sofridos irmãos, que padecem nas mãos da maldade humana, foram novamente alvos da perversidade de uns que, focados nos próprios umbigos, não percebem a insignificância de suas existências e, infelizmente, a magnitude dos danos causados por suas palavras.

Aquele que ofende, estando pútrido por dentro, precisa ser combatido. Lamentavelmente, é uma pena ter de dar atenção àquele que não faz por merecer nem o ar que respira, porém, se este não for desarmado imediatamente, tentará apodrecer outros para não acabar sozinho. O que para ele não fará grande diferença, pois aqueles que comungam o ódio vivem nas trevas, mas poderá afetar os inocentes que em nada tem culpa da podridão de outrem.

Cabe àqueles que não se deixaram esmagar pela insensibilidade terrena a tarefa de combater os ataques. Não precisa de muito para que a compreensão aconteça. Uma dose de humildade diária é o suficiente para enxergar que pequeno é aquele que se acha grande. Vale lembrar-se das palavras da primeira-ministra do Reino Unido (1979-1990) Margaret Thatcher, que disse certa vez que “estar no poder é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você é, você não é.” Assim é com a tal superioridade. Se para se sentir importante você precisar desfazer do outro, então você não passa de um coitado.


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