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Memórias do Campo | Recordar o passado e avaliar o presente

Por: Luiz Dalla Libera
22/06/2020 09:59 - Atualizado em 22/06/2020 10:07

Estamos há três meses de quarentena e isolamento social por conta do coronavírus. Ninguém esperava que em 2020 aconteceria algo assim. A contaminação no Brasil foi trazida dos outros países, por pessoas de alto poder aquisitivo, através dos aeroportos e agora, a doença está disseminada pelo País, tendo quase um milhão e cem mil contaminados por Covid-19.

Nas grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, a contaminação se acelerou com o carnaval, com muita aglomeração de gente e também dentro dos frigoríficos, sendo descuido de parte dos donos e diretores dessas empresas, mesmo que houve um grande cuidado nessas agroindústrias. Os empregados, antes de entrarem no trabalho, têm que tomar banho e trocar de roupa e assim, temos alimentos limpos em nossas mesas.

E nós, como população, como nos cuidamos? Para mim, não houve dificuldades, porque já fiquei muito tempo parado, em 2011, fiquei 130 dias com uma perna engessada e cinco anos depois, fiquei sete meses sem sair de casa. Sei que é difícil não sair de casa, uma vez que temos uma rotina de trabalhar e estudar, mas temos que, agora, ter a preocupação com a nossa saúde e a do próximo.

Como escrevi numa coluna passada, que na carruagem do coronavírus, alguns aproveitam para pegar carona, uma é a “novela mexicana” dos 33 milhões de reais de uma compra fantasma e clandestina de aparelhos para a saúde do Estado de Santa Catarina. A União não tem o que falar de má aplicação do dinheiro público, é certo que a receita é a maior fatia ou toda é aplicada no Covid-19.

Saúde é assim, o dinheiro, seja público, ou particular, em primeiro lugar é para a saúde. Para o Covid-19, quase não há desvio de dinheiro, só que não devia ter o congelamento dos funcionários públicos. A administração pública poderia até ter abaixado primeiro os salários altos dos deputados, senadores, governos, ministros e muitos outros. Os nossos deputados e senadores deveriam ter feito pedido e solicitação, a fim de zerar a verba do fundo partidário, uma vez que o dinheiro público está em primeiro lugar. Nunca vi uma novela tão grande, como está acontecendo com Bolsonaro, de perder três ministros, que são o braço direito do governo.

Também em colunas passadas, escrevi que o governo de SC não esbanjava o dinheiro de nossos impostos, não me encurvo a ter elogiado o governador, nem o conheço em pessoa, nem conhecia o partido que foi eleito. Será que na novela dos 33 milhões, apenas o governo é culpado? Se fosse apenas ele, por que houve várias exonerações de cargos de confiança e secretarias? Será que foram as primeiras exonerações de secretários em Santa Catarina?

Em formação de liderança leiga, um padre assim falou e comentou “aquela moça que está lá, naquele caminho de profissão, será que a culpa é só dela? Criticar é fácil, ver por que ela está lá é difícil" Será que o pai também não tem um pouco de culpa? Será que desde adolescente, o pai pedia e repartia o dinheiro a fim de manter o vício de cigarros e bebidas?”.

Isso acontece nas administrações. Nos rombos, nem sempre os governos são culpados ou são os únicos culpados. Na política é assim mesmo, desde os prefeitos até o presidente da República. Ninguém chega lá com suas próprias pernas. Aqueles que os ajudaram na caminhada de campanha, querem ser beneficiados e o rombo sobra para os governos, pagando a mula roubada.

REFLEXÃO

Ninguém esperava e nem sonhava

Em sua vida a ter falado e ouvido

Da grande súbita pandemia

Do, então falado coronavírus

No Brasil iniciou nas grandes capitais

No Início pensava que era uma onda passageira

Os governos só se preocupavam na economia

Até liberara os grandes carnavais

Torcemos e rezamos que isto não merecemos

No Brasil e no mundo inteiro

Que não aconteça nunca mais

Agora é a vez de unir e não desanimar

A nossa fé e esperança nos consola

Que os nossos antepassados

Acontecera muito melhor

Dos vírus da gripe espanhola


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