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“O empresário de verdade não vai se abater”, destaca Flávio Cechin

Por: Felipe Giachini
29/03/2017 14:05 - Atualizado em 29/03/2017 14:06
Ao repórter Felipe Giachini, o empresário destacou importância do apoio do governo municipal (Foto:Vitória Schettini/LÊ) Ao repórter Felipe Giachini, o empresário destacou importância do apoio do governo municipal (Foto:Vitória Schettini/LÊ)

Empresário do ramo de automóveis, Flávio Cechin, de 35 anos, garante que o segredo para o sucesso é ter foco, persistência e vontade. Formado em Administração de Empresas e com diversos cursos voltados à área, ele, que é natural de Abelardo Luz, iniciou na área em 2009 numa rede de concessionárias de Chapecó. Em 2012, quando começou a comercializar seus próprios veículos, a realização do sonho que cultivou desde a infância de abrir sua própria empresa ficou mais perto. Em abril de 2013 abriu as portas da Samoa Multimarcas em Xaxim e, ao perceber a procura da população pelos serviços, teve a certeza que o diferencial é a chave para conquistar espaço. O pai da Giovanna, de um mês de vida, e esposo da Tainá também acredita que para conseguir consolidar-se no mercado é fundamental ter a família como base.

LÊ NOTÍCIAS: Ser empresário em um momento de mercado fragilizado é um risco na área de automóveis?

Flávio Cechin: Risco tem em todos os ramos. Num momento como esse, com a economia fragilizada, o mercado fica mais selecionado. Agora tem aquela questão de só reclamar ou de correr atrás. O mercado é feito de fases. Hoje vivemos uma fase ruim, mas vai melhorar daqui a pouco. Não adianta, é assim mesmo. O que acontece nesse tempo é que vai dar uma selecionada nos empresários. O empresário de verdade não vai se abater ou parar de trabalhar por conta disso. É difícil? É, mas nada é fácil na vida. É preciso correr atrás, criar, fazer diferente e é só mais um desafio. Para mim, isso me dá mais combustível ainda. Gosto de desafios. As coisas não vêm de graça. Então, o mercado está difícil? Vamos para cima e fazer diferente. Ser empresário é difícil? É, porque o País tem muito imposto e é complicado para a empresa sobreviver, mas é um desafio e o empresário tem de estar preparado.

LÊ: É o juro que dificulta a compra e a venda de carros ou a concorrência desleal?

Cechin: A concorrência até pode poluir um pouco o mercado, mas quando se tem um trabalho diferenciado, uma equipe bem treinada e um foco muito grande, ela não vai ser um empecilho grande. Não é nada que se tenha que reclamar, pois o mercado sempre vai ter. O segredo é acreditar que tem espaço para todo mundo desde que o trabalho seja leal. Tem deslealdade nesse mercado? Tem, mas eu não reclamo. Acho que não é nada que interfira. Os juros interferem mais no mercado. Não só a taxa mais alta de juros, como a questão da aprovação. Se pegar um momento mais de crise como este que a gente passou, os bancos também se previnem para não perder muito dinheiro, então o que é que eles vão fazer? Irão aprovar somente aquelas fichas mais garantidas. E aí as lojas perdem de vender muitos carros por isso. O juro se torna um empecilho neste momento de economia mais dura.

LÊ: Qual é o financiamento mais indicado para que uma pessoa adquira um veículo?

Cechin: Hoje existem várias formas de financiar, mas o melhor é aquele que dá a menor parcela possível. Por que? Porque nós temos lá seis, sete, oito bancos associados à empresa – tanto privados quanto públicos, além daqueles bancos em que o cliente tem conta e pode fazer uma simulação também. Não adianta se iludir com 1.5% ou 1.3%, tem que ver em quantas parcelas você está pagando. De repente, o teu 1.3% está dando uma parcela maior que a do 1.5% porque tem encargos embutidos nisso. O conselho é brigar pela menor parcela possível e simular com todos os bancos.

LÊ: Não seria melhor para o mercado de carros um financiamento diferenciado conforme o ganho da família? Que possa garantir a compra e o pagamento?

Cechin: É uma questão difícil, pois aí uns terão uma taxa e outros terão outra. Hoje isso é quase impossível de colocar no mercado porque os bancos trabalham com percentual de entrada. Então, se você der mais entrada pegará uma taxa melhor. Infelizmente o mercado não pensa em trabalhar com base na renda familiar. Seria interessante criar uma estratégia para isso. É claro que tem toda uma análise em cima disso de histórico de mercado. Isso influencia muito. É uma questão a ser estudada. Quem sabe para o futuro possa ser um grande diferencial. No momento não tem chances nenhuma. Seria uma diferenciação que não está nos planos de nenhum banco pelo que vejo no mercado.

LÊ: Você acredita que um governo municipal influencia na motivação local para venda no comércio?

Cechin: Tenho certeza disso. O governo municipal precisa movimentar a economia local; fazer a cidade se tornar um atrativo; investir; fazer as pessoas saírem de casa e irem para a rua, para a praça, gostarem de viver. Para isso a cidade tem de atrair as pessoas. Claro que a responsabilidade não é só do governo municipal, ela é de cada um. Não posso abrir minha empresa e ficar esperando que o governo municipal saia vendendo por mim. É um conjunto, mas ele tem de fazer o comércio girar; embelezar a cidade; e deixar o povo feliz. Quando existe esse movimento também entra o empresário que tem criar atrativos para junto ao governo municipal se tornar grande. O governo precisa dar a vida e o empresário criar dentro do seu ramo de negócios. É preciso estar atento. O ramo de veículos mudou bastante nos últimos anos. Se pegar a própria Samoa, reduzimos bastante o estoque do 0 km e investimos bastante no seminovo. Por quê? Porque o mercado nacional cresceu muito no seminovo.


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