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Após 45 dias da saída de Douglas Borba, Moisés exonera Amandio da Casa Civil

Por: LÊ NOTÍCIAS
27/06/2020 09:36 - Atualizado em 27/06/2020 09:39
Mauricio Vieira/Secom Amandio João da Silva Junior caiu da Casa Civil após ficar 45 dias no cargo Amandio João da Silva Junior caiu da Casa Civil após ficar 45 dias no cargo

Empossado em 11 de maio no cargo de Chefe da Casa Civil, Amandio João da Silva Junior, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira, dia 26. A publicação está no Diário Oficial do Estado (DOE). Além dele, também saiu Sandro Yuri Pinheiro, assessor especial da pasta. No lugar de Amandio assumiu temporariamente Juliano Chiodelli, que era subchefe da pasta. Amandio havia sucedido Douglas Borba, que deixou a Casa Civil em 10 de maio e está preso desde o dia 06 de junho.

A posição do estado e do próprio ex-secretário não deixam claro de onde partiu a decisão, mas pela publicado no DOE, ele foi demitido do cargo. Por nota, o governo disse que "com isso, o ex-secretário pode melhor prestar seus esclarecimentos pessoais perante as autoridades constituídas em relação aos fatos relacionados à sua atividade profissional desenvolvida na iniciativa privada".

Na última semana, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Respiradores na Assembleia Legislativa (Alesc), o nome de Amandio veio à tona por conta de uma imagem em que ele aparece em uma chamada de vídeo junto com um empresário que participou do processo inicial dos respiradores. Samuel Rodovalho, o empresário em questão, acabou não vendendo para o estado, mas teve um mandando de busca e apreensão cumprido contra ele na operação O2, do Ministério Público e Polícia Civil.

Foi no celular de Rodovalho que os investigadores encontraram uma mensagem que levou o processo dos respiradores para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela cita a palavra "governador". E isso fez o inquérito subir para Brasília por conta do foro privilegiado do governador Carlos Moisés da Silva.

O contato ocorreu quando ele não estava no cargo na Casa Civil. Por nota, Amandio disse que o assunto era a aplicação de testes de coronavírus através de uma parceria com a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif). Sandro Yuri Pinheiro, que também foi exonerado, estava na mesma chamada de vídeo.

Por conta da imagem da chamada de vídeo, ele foi convocado a depor na CPI. A ida está marcada para a próxima terça-feira, dia 30, na Alesc.


Com informações da NSC Total.


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